PROCISSÃO DAS FORMIGAS Procuro o sentido Do caminho das formigas
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PROCISSÃO DAS FORMIGAS Procuro o sentido Do caminho das formigas E de verdade não sei Pelos rumos aonde vão Caminhando à frente E fazem da frente O lugar do seleiro Onde tiram e botam. E andando o contrário Elas vêm mais carregadas E vão na ida E da mesma forma na volta. O que lhes preocupa é a folha Não o chão, não o rumo pontilhado. Disperso o meu olhar Vai sem nexo, Carregado de outra dúvida Uns pingos que se mexem Voluntariamente, mas parece à toa Que não andam perdidos Seus pezinhos que voam. Não há marcas das formigas Pelos caminhos que palmilham E se alguma marca houvesse Fácil dava pra identificar, Pra onde é que elas vão, De onde vem é que elas vêm.