UM GESTO Basta um gesto teu, por descuidado que seja, Eu já me abeiro a ti, e colado ao teu ouvido,
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UM GESTO Basta um gesto teu, por descuidado que seja, Eu já me abeiro a ti, e colado ao teu ouvido, Me declaro apaixonado, como se ainda esteja, A começar uma aventura, uma outra recaída. Amor não me canso do teu amor, e sem notar, Já de minha boca saem palavras, aquelas lindas, De quem com zelo, e certeza que o amor não finda. Repete, várias vezes, e quanto mais digo mais afina, A minha voz proposital, o meu amor que determina. Qual o louco que tendo à mão a pérola procurada, Dá-se a mostrar, deixa-la em lugar fácil ao outros, Qual o homem em sua sanidade, tendo já encontrada, A felicidade plena da vida, diz-se infeliz, outro louco. Ao teu primeiro gesto, uma palavra de lábios, Já me prostro em teus pés como diante de altar, E no meu consciente vago, procuro saber dos sábios, Que diriam a uma deusa, ternuras de lhe encantar.