CANTADOR Às vezes os olhos se entregam Lembrando momentos de plena dor.
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CANTADOR Às vezes os olhos se entregam Lembrando momentos de plena dor. Enquanto o coração segreda Lindas palavras de amor. Distante a paisagem dorme Parada sem nem um brilho A dizer que o tempo passa E tudo fica pequeno É quando a luz Revela a campina bela Numa aquarela sem cor. E as vezes nada toma importância E do nada se vê uma tela Preenchida de vazio Do que veio a não ser falado Um estio esvaziando a claridade. Adiante um sabiá Canta, enchendo o tempo real De verde tingido o chão Que anseia pingos de frio Prefere dormir lá fora Solando pelas narinas Em grosso e moderado tom Cantigas que retoquem a vida. Naeno* com reserva de domínio