Pular para o conteúdo

Frases de Múcio Bruck

263 frases

Depois da porta... Dói a dor que não tem nome Que vem, prende e consome
Continuar lendo

Depois da porta... Dói a dor que não tem nome Que vem, prende e consome Dói não entender tantas vozes Que só ou em coro falam ferozes Línguas arcaicas que desconheço Vindas sem pressa em seu começo Dói os vultos que passam ao lado Sombras que migram desfiguradas Para dentro de meu lugar particular Dói a fome ávida e desconhecida Sofrida, gritante, jamais tida ou sentida Dói rezar ao pé do altar e ver crucificado O Santo de minha fé tão maltratado Dói o desejo de partir no primeiro vagão Pois se conta que a cura da sofrida emoção Reside depois da porta da velha estação

As vozes de meu silêncio... Meu silêncio é tomado de vozes Algumas se dão a refletir o passado
Continuar lendo

As vozes de meu silêncio... Meu silêncio é tomado de vozes Algumas se dão a refletir o passado O presente e até o que pode reservar o futuro Vagam, divagam, cantam, sorriem e choram No meu silêncio é que encontro tempo De me ouvir e pensar no que fui, no que fiz Pelos amigos, pelos desconhecidos Por infelizes que desejei-os vê-los felizes O silêncio que me vem É o mesmo que a todos toma Não sei quanto ao outros Mas o meu é dado aos reclames A cada tempo passado em silêncio A paz que há em mim se incomoda Com os mil penares falantes febris Ao que os escuta atento e junto lamenta Não reconheço todas as vozes Que preenchem meu silêncio Mas, se nele estão, há de haver razões Então, as ouço, em meio às orações

Por tanto querer bem... Meu melhor amigo, que desconfio ser feito de amor Brinca de ouvir o silêncio, corre por entre as matas
Continuar lendo

Por tanto querer bem... Meu melhor amigo, que desconfio ser feito de amor Brinca de ouvir o silêncio, corre por entre as matas Sobe pelas encostas de serras que nascem serenas E em milagre, festejam nascentes de águas límpidas Sorri do canto das aves e da esperteza dos bichos da mata Que fogem dos perigos, sem deixarem trilhas nem rastros Ali onde insiste a caça planejada, o voar das flechas atiradas Disparadas pelos guerreiros de minha aldeia encantada Ele corre à sua cama simples, colchão de capim seco Quando no céu é chegada na noite, a primeira estrela E antes de dormir, fala da passagem do rio e do vento Que refrescava-lhe corpo e face, da admiração pelas cores Incomodava-me quatro feridas que trazia em seu corpo Uma em cada palma das mãos, uma em cada pé Feridas expostas que, não raro, sangravam lentas Jamais se queixou em tê-las, dizia ser graças de sua fé Curioso, perguntei-lhe de tal chagas E com os olhos brilhando, sem cerimônia Me contou, como quem fala de esperança e encanto "São marcas que ganhei dos homens e reis que amei!"

São nos anos primeiros, Nas brincadeiras vividas em fantasias inocentes e mágicas da meninice Que aos poucos nos convencemos de que os sonhos mais quistos
Continuar lendo

São nos anos primeiros, Nas brincadeiras vividas em fantasias inocentes e mágicas da meninice Que aos poucos nos convencemos de que os sonhos mais quistos Acontecem em meio às novas descobertas, por sermos quem somos E decididos, crescemos a cada passo, dedicados a nos construir E de repente, nos pegamos orgulhosos, completos e sem culpa De caminhar, íntegros e valentes sem jamais abandonar a luta!

Ciranda de construções e escombros... Era tudo tão simples e fácil de se viver Era tanta alegria num jardim de bem querer
Continuar lendo

Ciranda de construções e escombros... Era tudo tão simples e fácil de se viver Era tanta alegria num jardim de bem querer Até o sonhar se acanhava, suprimindo vaidades No viver dos momentos das muitas idades Não havia fome e nem desamor A palavra materna, o colo, o olhar Eram alimentos que saciavam a alma E fortaleciam o sentido do verbo amar Não conhecíamos as guerras dos homens Jamais soubemos, nos dias de nossa infância Das atrocidades do mundo lá de fora, tão cruel Família, viva, vivendo dotada de paz e tolerância Todos, sem exceção, por acreditar, consciente ou não Que a morte do esteio que a família unia, falta alguma faria E na graça da viva roda dessa ciranda que o tempo revelou Irmãos fiaram que a paz é um sujeito que adoece na união

Quando o abandono não é o verbo... Aprendi com uma amiga, que quando viva era Que em seus dias passados sob o penar da depressão
Continuar lendo

Quando o abandono não é o verbo... Aprendi com uma amiga, que quando viva era Que em seus dias passados sob o penar da depressão O que mais ouvia, além de não's, eram conselhos repetidos Para cuidar de sorrir, de sair... passear... se enamorar Se resignava com os mais íntimos, que doutores não eram A afirmar que depressão não existia, mas não viviam o que ela vivia Que tudo era coisa que a cabeça tomada de ócio causava e fazia Que pra medicina, doença era câncer, lepra, cardiopatia... Me queixou de dores incompreendidas, fome e abandono Comentou ouvir estranhas vozes... vultos que a visitavam Do sono que nunca chegava e que nada mais a importava Até que se deu conta que o silêncio era sua melhor amiga E acontecendo a decisão que tempo não teve de partilhar Encontrou a paz buscada, depois da partida desejada Deixando lembranças aos que se dão a lembrar E desejo de aprendizado aos que não a souberam amar

Menina amada: Caminhar ladeira acima nunca foi sua opção... era uma necessidade e se chegando onde esperada era e tendo lá boa guarida, sabia ela que certa seria ali iniciada sua alegria. Após o decorrer das horas do dia vencido, imaginar a acolhida aguardada, avivava-lhe o desej…
Continuar lendo

Menina amada: Caminhar ladeira acima nunca foi sua opção... era uma necessidade e se chegando onde esperada era e tendo lá boa guarida, sabia ela que certa seria ali iniciada sua alegria. Após o decorrer das horas do dia vencido, imaginar a acolhida aguardada, avivava-lhe o desejo, aflorava-lhe quereres e resgatava a viva saudade que lhe era sentida e exposta à flor da pele. A ânsia incontida da entrega apressava-lhe os passos em direção aos braços que, ao grato encontro, entre si, dialogavam amenos e sinceros em toques de ardor, num aconchego sem tradução, vivendo assim um amar sem limites, sem pressa, sem desassossego. Entrega esperada, em destino traçado, absoluto em seu sonho... sonhado em tempos já passados, distantes, em que luares, sóis e estrelas, vigoravam apenas penares e pegadas solitárias.

A lucidez da loucura... Onde se esconderam as cores? Os olhos já não as veem e nem as têm
Continuar lendo

A lucidez da loucura... Onde se esconderam as cores? Os olhos já não as veem e nem as têm Evaporaram por algo errado ou certo E algo insano não mais as permite por perto Onde estão os amigos? Vozes sem som, silêncio calado Memórias de faces em finos rabiscos Que se apagam no tempo dos segundos Onde estão os irmãos? Que mesmo distantes, ainda que pouco Em prosas sadias, derramavam sorrisos Até que o destino se cansou... e tudo parou E a vida vem e faz novo e belo sentido Na paixão de ter um amigo ou ser irmão Por acaso, querência ou sem razão Conta baixinho: amar nunca é em vão!

É mesmo assim... Ainda menino, conheci o valor da água Tomado pela sede que o corpo cobrava
Continuar lendo

É mesmo assim... Ainda menino, conheci o valor da água Tomado pela sede que o corpo cobrava Me saciando na serena e farta nascente Em sua brandura tépida, banho meu corpo Nela navegando a paraísos de verdes matas E na pressa dos dias, nunca a perco de vista Pois me dei conta que sem água Seja nos campos, nos mares ou em mim A vida não se socorre e encontra seu fim...

Fio que o destino se deu assim... Furtou-me as melhores vividas histórias passadas Que foram, quiçá, as sobreviventes da meninice
Continuar lendo

Fio que o destino se deu assim... Furtou-me as melhores vividas histórias passadas Que foram, quiçá, as sobreviventes da meninice As memórias que jazem poucas e todas frágeis Que se ascendiam apenas em lembranças confusas Porque, senhor de meu destino? Porque levastes pra longe os mais amados? Que nos lúcidos dias, me foram estrelas e portos Lugares seguros, na crença do encontro imaginário Irmãos? Esses sim! Por encanto, de mim se pouparam Tal qual aquele que na vida, um dia me antecedeu Por isso, tenho com ele somente no conflito insano Incessante, nos delírios que habitam no olhar de meu eu E os muitos outros que em face de meu desatino Me trazem o pesar da inércia na pressa do adeus Sem se darem conta que, por si mesmos, em pronta decisão Ganham a lamentosa incapacidade férrea do estender a mão Não há reflexão ajuizada num vazio tão vago... sem cor Uma tatuagem imaginária, gravada em desencanto Que no tempo de certeza de uma breve emoção se esfumaça E o vento que tudo leva, leva o amor ferido, quase morto Olho quartos habitados por muitos estranhos eu's Cada um, sem semente, em fraternidade ausente Não nego a verdade que por teima, se revela em mim Desde o berço, até hoje, onde aqui, se inicia o fim...

Inclusão e respeito de um ser humano para outro, não passa pela aceitação ou pela tolerância, mas sim, pela educação e educação é um patrimônio intelectual que só se ilumina com interesse pelo aprendizado e entrega, adquirindo assim, uma visão estética do amor fraterno que favore…
Continuar lendo

Inclusão e respeito de um ser humano para outro, não passa pela aceitação ou pela tolerância, mas sim, pela educação e educação é um patrimônio intelectual que só se ilumina com interesse pelo aprendizado e entrega, adquirindo assim, uma visão estética do amor fraterno que favoreça a (re)descoberta e a lapidação de nossos próprios valores!

Não foi em vão... Que aos seus dias piores Dediquei os meus melhores
Continuar lendo

Não foi em vão... Que aos seus dias piores Dediquei os meus melhores Desenhei poesias em teu coração Lapidei flores em tua alma di-amante Todo o tempo, em meu colo Sobreviveste a ti Dobramos soleiras Cruzamos uma vida inteira Não foi em vão... Que chorei de dor e alegria Ao ver que ferias a mim... não a si Pois ali, todo ódio que navegava em ti Naufragava no mar que havia em mim Que rompi com a razão em mim Ao impedir que abandonasse a si Sei, condenei minha esperança Mas salvei a menina, a criança... Não foi em vão... Pois te ver partir não me venceu Não a estava perdendo... Era um seu voo cego... só mais um Detalhe de um plano do destino Mas sei, se nada fiz por sua loucura Foi porque ela só soube a ferir Mas fiz pela minha A ensinei perdoar... e a sorrir!

Almas tantas... Não todas as minhas almas que conheço Algumas, às vezes, me escapam ao peito
Continuar lendo

Almas tantas... Não todas as minhas almas que conheço Algumas, às vezes, me escapam ao peito Outras, saem à brisa e voltam perfumadas Tenho almas caseiras, que ficam em mim Vivo em paz com minhas almas e elas entre si Tenho alma de poeta... alma de cantor Tenho alma que alegra e tem uma só de dor Tenho alma até que rir-se da alma que é As almas que me habitam, me socorrem Cada uma com sua cautela, com suas quimeras Tocam meus sonhos como se delas fossem Atravessam mais luzes por minhas janelas Minhas almas cantam salmos e mistérios Me doam da noite, um pouco de orvalho Das flores que namoram, cor e sabor Se divertem almas... me tornam mais eu

Mulher... Quem sou? Sou graça feita de sensibilidade
Continuar lendo

Mulher... Quem sou? Sou graça feita de sensibilidade Sou a palavra certa, na presença exata Nada de desalentos ou improvisados verbos Me importo contigo e mais comigo Não brinco com a vida e aceito ser frágil Como sei ser forte, porque sei ser generosa Trago algo de egoísta, mas não muito... Me dou tão bem comigo mesma Quiçá, por me faltar quem mais me mereça Dizem de mim que sou fraca, sou forte Confiante demais, vezes, feliz de menos Concordo plenamente e sem hesitar Pois sei exatamente como me fiz E me fiz me amando, me querendo Então, prazer: me chamo mulher!

Quando Faltam Heróis... Minha meninice ficou guardada na infância Não por desejo próprio, mas por necessidade
Continuar lendo

Quando Faltam Heróis... Minha meninice ficou guardada na infância Não por desejo próprio, mas por necessidade Não demorei a me empossar da adolescência Vívida, alegre, sustentável, amiga e atenta Adornada de encantos e ais que a sorte causou Me vi em um destino já traçado, tornei-me forte Passaram lentos e tão corridos esses dias e meses Muitos deles sozinhos, outros alegres, vezes inglórios E logo me peguei me embrenhando por caminhos Que me levaram a ser adulto, um gigante em mim Trilhando aprendizados, ensinando o que sabia Imerso em minha pequinês, refletida no espelho Tomado de espanto nas descobertas inevitáveis Como a que de um lar não é feito somente De paredes, portas, janelas e jardim Como que se estar à margem de um desfile É o mesmo que não ser o ator da própria vida E que a vida não é feita de acasos nem descasos Me vi vivo, decidido numa sinuosa trajetória Que, de tão necessária era, que minha passada Era um caminhar sem tino, meio sem destino E se não tinha destino, sabia eu Que qualquer lugar seria um bom lugar Caminhava vivente, quiçá, sobrevivente Atinei, numa curva qualquer desse caminho De que muitos esforços foram nulos Mas não me entreguei fácil e covardemente E foi para ter justa compensação no por vir Que aprendi a abrir mão das nulidades vis E me permiti voar... e foi o que fiz Meus heróis morreram de diferentes maneiras Restou administrar mil e tantas incertezas Porque meus heróis não foram muitos Mas eram os que me haviam e, pelo sim pelo não Tomei para mim as rédeas de minha vida E me tornei meu próprio herói nessa construção

A Ver Estrelas... Hoje, cumpro meu fadado destino Deixo-me banhar em poesia
Continuar lendo

A Ver Estrelas... Hoje, cumpro meu fadado destino Deixo-me banhar em poesia Lapidada e inspirada em olhos teus Sob um céu amante que me fascina Pois era noite em minha louca sina E foi lá do terreiro de vó Lenina Que num repente chamei a ver estrelas Minha doce amada, inda adormecida E mesmo em face de seu seguro sono Olvidara ela ser pueril o encanto Em quase magia, o desejo e o acalanto Serenar-se pura, tal qual ingênua criança Sonhar serena, entregue em braços meus

Miriam... Falar de ti ou de sua alma não faz sã sentido Sua áurea, por si só, se traduz: pura, iluminada
Continuar lendo

Miriam... Falar de ti ou de sua alma não faz sã sentido Sua áurea, por si só, se traduz: pura, iluminada És a impar que brilha, vinda do nascer do bem querer Confesso-te, vida outra teria se agraciado com alma gêmea Bate em ti coração sábio, falante, inquieto Pulsante, abençoado, cativante, único Coração valente, forjado na nascente das paixões Mãe de tantos filhos, que conta não faz e nem tem Sinto por ti, sentimentos de flor e carinho Quase paupável, rubro, raro, febril Olho-te derramando luz e vida a cada passo Ah, quem me dera, ter um dia, jeito assim Me és exemplo, mais que irmã: amiga! Santa na loucura que me pegou distraído Heroína nas aventuranças inseguras do destino Que me roubam a lucidez plena nas noites insone Sei das cicatrizes e decepções que em ti tatuei Ou cousas parecidas, na contramão do real desejo meu Como certo, jamais me houve esse intento logrado Só sei que tudo que de bem me vem, ali, seu nome tem

Alforria e comunhão... A mais bela descoberta acontecida Emanou cegante no olhar que nela havia
Continuar lendo

Alforria e comunhão... A mais bela descoberta acontecida Emanou cegante no olhar que nela havia Olhos castanhos, de brilho ingente, falantes machadianos, diretos... quase salvadores Seu corpo de mulher, alvo, perfeito Enunciava mistérios a desvendar Mas isso, nada importava Não era corpo que ele buscava Nas marcas ganhas, guardou os dias Que nela conheceu, virtudes e valores Contou cada pinta, tocou cicatrizes Desnudou segredou, desejos e temores Sabendo amar, sabia que entrega demoraria E dando por certo ser tudo milagre e destino Por bem querer aceitou a decisão irrompida E a viu partindo para aprender melhor a vida Perigoso mesmo, seria ser franco Dizê-la, em verdade, a que veio Mesmo distante, tinha em si a garantia: “Dela, nem mesmo a morte o roubaria!”

"Ó vós que conhece a paixão de nossa história Íntimo do guerreiro vivente e pulsante em nós Que bem sabe de nossa coragem nas batalhas
Continuar lendo

"Ó vós que conhece a paixão de nossa história Íntimo do guerreiro vivente e pulsante em nós Que bem sabe de nossa coragem nas batalhas Travadas dignas, entre quatro linhas Diga a todos por onde passares Que um dia, vivos, saímos para honrar Nossa camisa, nossa família, nosso povo Em solo outro, num campo que nosso não era E que lá não pudemos chegar à vitória sonhada Porque tombamos antes do confronto esperado Mas, mesmo mortos, ali, decididos permanecemos Porque já não importava se disputa haveria Nosso destino era outro: repousarmos heróis na eternidade!"

Meia metade... De todos os amores que o amor desenhou Desejei ter em minha tela unicamente o seu
Continuar lendo

Meia metade... De todos os amores que o amor desenhou Desejei ter em minha tela unicamente o seu Porque a tela de meu amor andava meio vazia Perdendo o rumo de ser a aquarela que era De todos os amores eu quis o seu Porque seu amor se parece com o meu Brinca de esconder, esconde sem saber Segreda ao peito o que sente desde semente De todos os amores que o amor produziu O seu desnudou o meu em rara joia turquesa Atravessou a nado o mar que me atravessa Deu asas ao anjo que me trouxe clareza De todos os amores quis exato o seu Pois não havia outro mais parecido com o meu Amor de sorrir e rir-se de si por saber sorrir Meio mel, meio são, meio mar, meio céu

Mistério... Tinha pra mim que era doença de querer Desconfiei que poderia ser coisa de estrada
Continuar lendo

Mistério... Tinha pra mim que era doença de querer Desconfiei que poderia ser coisa de estrada Adolescência perdida... mulher mal chegada Era algo importante... ou talvez, quase nada Porque amor, não sei se havia de ser Tudo a comovia, brisa, orvalho, flor Até loucura, abandono e dissabor Precisava mesmo era ter uma fé melhor Desejava dar a ela outras retinas Que vissem o mundo com os olhos dos anciões Desnudassem com sã alegria e jeito de criança Os segredos das montanhas, rios de esperança Tentei imaginar como seria seu dia Vestindo as mesmas vestes que o bem vestia Naquela rua que findava em sonho e magia Só que despida dos temores a que tudo temia Não entendi ao certo, certa batalha A menina disparava falas desconexas ao acaso Cega, insana, em pagã ousadia... nunca soube Se ela lutava contra si ou contra a própria covardia