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Frase de Múcio Bruck

Eu estava lá... Quando não haviam as modernidades de hoje O computador de mesa, o notebook, o tablet O aparelho celular, o avião embarcado do bem e do mal Cruzando veloz os céus a levar gente e malote postal Eu me descobri criança correndo atrás de pipas e sonhos Sorria por bobagens puras e certezas que só eu fiava Crendo ser verdade o que conhecia das escritas de um tal Lobato Que da arte imaginária, nas verdades infantis tinha sempre final feliz Eu estava mesmo lá A ver, estupefato, o Joelma e muitos outros queimarem Quando contaram que no Araguaia passava um rio que liberta Levando águas e intenções dos homens de esperança certa Conheci, sem alarde, amadurecendo na maturidade Que era preciso guardar cada coisa em exato lugar Do falante Pé de Laranja Lima, a chegada da mulher para amar Encarregando o tempo de me ensinar em jamais deixar de lutar Eu estava lá quando a televisão anunciou guerras insanas Atos terroristas, matança de Judeus e de inocentes crianças Recordo do alarde da aids e da descoberta da estrada lunar Da repressão da liberdade e da festa na vitória da igualdade Eu estava lá, assistindo perplexo e atento, como vigia Como vagavam as criaturas da noite em busca do dia Aprendendo sobre paciência, tolerância e ciência Mas o que marcou, foi saber adulto, festejar a infância

Múcio Bruck

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Pensador.com

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1+1=1... Roubaste-me de mim Lento e desejosamente
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1+1=1... Roubaste-me de mim Lento e desejosamente Em fim de noite que abraça a madrugada Quando as horas, aos poucos, dispersam estrelas Ali, no quase raiar do dia Já não sabíamos mais qual corpo Era parte de mim ou a ti pertencia A magia somou dois... em único amor Nossa melhor amiga: gratidão! Pela vida, pelo encontro... por nós Pela cumplicidade das marcas Mudas e ocultas, sãs em nossa paixão

Trespassado... Já não conto os dias de sua ausência Dou por certo que nada restou vazio
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Trespassado... Já não conto os dias de sua ausência Dou por certo que nada restou vazio Sabemos nós que a saudade ainda é boa E flutua leve, no eu da emoção... Conta ela, em alegria prestante Que fomos sim, namorados, não amantes! Por isso brotam versos falantes Que viventes, valem mais que diamantes Olhe só As lágrima ainda banham lembranças Afinal, a perda foi por falta de coragem Não de amor cessante...

Arco-íris... Havia em minha fantasia uma passagem perdida Iniciada num desvio secreto na rua das Fadas
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Arco-íris... Havia em minha fantasia uma passagem perdida Iniciada num desvio secreto na rua das Fadas Passando em meio a terra batida e pedras deitadas Ladeada por ramos rasteiros e lenda inventada E foi nela adentrando que vi o céu se escurecer E já me perdia da trilha de volta e medo sentia Em não mais encontrar, na mata fechada A vereda que queria sob o céu que gotejava Segui em frente e fui encontrar guarida Às margens de um rio claro, doce e lento Que passava peixes e folhas de toda cor E mesmo molhada, distraída me encantei Me peguei perdida sem conhecer a volta Que tanto queria e já não me havia Mas pra minha alegria formou-se no céu Um arco-íris de cores tão belas e amigas Que veio dar seu começo aos meus pés E sendo de luz a ponte nascida em milagre Me convidara por ela seguir, mesmo sem asa Numa jornada que findou à porta de minha casa

Amada Gi... Meu amor Me tire pra dançar
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Amada Gi... Meu amor Me tire pra dançar Me leve em seus braços Vem findar meus ais Me conte do luar Alegre meus porões Embarque em meu navio Vem conhecer meu mar Não sei dançar um tango Sem perder o chão Não sei ouvir um fado Sem sangrar paixão Nas tramas do destino Fiz planos de amor Teci em desatino Mil rendas de ilusão Ah, a noite Não tardou Guardar suas estrelas A lua retirou Colhi de meu cabelo A rosa que sonhei Te dar ao fim da dança Jurando eterno amor