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Frases de Moacir LuÌs Araldi

790 frases

Quem sabe um lábio em anseio num beijo em meio à noite sem lua acolha corpos em seu lençol.
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Quem sabe um lábio em anseio num beijo em meio à noite sem lua acolha corpos em seu lençol. No cetim brilho de luz... E fim.

Não quero muito. Basta-me uma morada de dois versos. Um mínimo de inspiração.
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Não quero muito. Basta-me uma morada de dois versos. Um mínimo de inspiração. Uma corda no violão. Um reservatório de fé e otimismo. Uma vertente de amor no coração. O barulho da natureza pra me tirar o sono. O ruído da poesia tinindo em meus ouvidos. Alguns abraços de gratidão. E a certeza que vivi o que podia ter vivido.

Gotas No alto da estante o livro desequilibrou-se vindo de encontro ao chão. Espatifou-se na sala cheia de crianças.
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Gotas No alto da estante o livro desequilibrou-se vindo de encontro ao chão. Espatifou-se na sala cheia de crianças. Foi letra pra todo lado. Uma cena que até hoje permanece viva na minha memória. Emocionei-me ao ver o brilho nos olhos dos pequenos leitores Que puderam tocar e provar a doçura de cada grafema que alegremente iam recolhendo. Que espetáculo ver gotas culturais invadindo o universo de cada uma delas.

Último poema E uma súbita e inexplicável angústia me invade. Tão cedo. Tão sem avisar.
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Último poema E uma súbita e inexplicável angústia me invade. Tão cedo. Tão sem avisar. Eu até sabia que um dia a poesia perderia a graça. Torci tanto que não fosse já. Morrem com vida meus versos, talvez a pior das mortes. Antes estar sendo devorado por corvos E provocando no ar um cheiro de carniça A ficar “morfinando” a falta de inspiração. Acreditei no sonho que talvez só eu sonhasse Sem que o talento soubesse. Dei-me por completo ao poema. Dei-me em todas as letras do alfabeto. Pensei cobrir-me de tudo, Mas fiquei completamente descoberto, Esquecido, escondido, cego, surdo, mudo e quieto. Permita-me Deus, ao menos, Escrever o epitáfio para meu último teto. “Pensou saber, mas morreu analfabeto”

Estranho meu Sou ativista do inativo. Vibro com meus sonhos não vividos.
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Estranho meu Sou ativista do inativo. Vibro com meus sonhos não vividos. Emociono-me com o que não tenho sentido. Lembro-me de quem nunca foi esquecido. Sou o belo que não se viu, Juventude que jamais envelheceu, Vida de quem nunca viveu. Morte de quem sequer nasceu. Não me conheço, sou o estranho meu, Fé e crença de ateu. Prazer em não me conhecer. Prazer em não me rever. Minha vida nunca me pertenceu.

Pequeno currículo literário. Sou, gaúcho, nascido em 18 de setembro de 1963. Formado em letras pela Fundação Universidade de Passo Fundo (UPF), escrevo desde 1986. A saber:
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Pequeno currículo literário. Sou, gaúcho, nascido em 18 de setembro de 1963. Formado em letras pela Fundação Universidade de Passo Fundo (UPF), escrevo desde 1986. A saber: Nos anos oitenta escrevi algumas crônicas semanais para os jornais Passo Fundo-RS. Participações em livros: Antologia Poetas Brasileiros de hoje - 1987. Com o poema “Portas de Ruas” Antologia Á vida! “Um brinde em versos” como o poema “Vai”. Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos volume 97, com o poema “Ao mar”. Antologia Nacional Poesia Encantada V com os poemas “Eu e meus amigos” e “Dieta”. Antologia do Concurso Nacional Poesia Livre 2013 com o poema “Compensação”. Antologia “Mil Poemas para Gonçalves Dias” com 05 poemas. “Meu Deus, Genial, Falar de você, Carta e Mil poemas”. Destaque para “Carta”. Antologia 1ª Seleta de Versos Brasileiros, edição especial 2013, com o poema “Inquietações”. Antologia Brasilidades volume sete com o poema “Faça de sua vida”. Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos 100- Edição histórica, com o poema “Amigos para amar”. Antologia Versos Repletos na Noite Vazia- edição especial. CBJE, com o poema “Na próxima página”. (premiado com o Certificado de qualidade Literária) Antologia Primavida, Primaflores, Primamor – Edição Especial 2013 da CBJE com o poema “Poeta”. Antologia Os Mais Belos Poemas de Amor- Edição Especial 2013 da CBJE com o poema “Singular”. Antologia Nacional Poesia Encantada VI – Com os poemas Na próxima página e tinta. Premiado como destaque especial. Antologia Panorama Literário Brasileiro. Melhores poesias de 2013 - CBJE. Com o poema "Vai". Selecionado pelo 1º Colegiado de Escritores Brasileiros, da Litteraria Academiae Lima Barreto, no Rio de Janeiro. Publico no site literário Recantos das Letras onde tem 250 textos e mais de 30.000 leituras também no meu blog pessoal: www.doisversos.com Lancei em junho de 2014 meu primeiro livro solo pela Editora Aldeia Sul de Passo Fundo com o título: Cabernet. 28 de junho de 2014

Versos da Paz Não me adianta ser poeta, Se eu não for condutor de boas ações.
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Versos da Paz Não me adianta ser poeta, Se eu não for condutor de boas ações. Espero que meus versos não Necessitem de ponto final. Que nada seja rompido por sinal. Boa é a vida na qual o bem não tenha oposição E onde mundo é uma única nação. Em que as cores não discriminam E as cabeças dominantes se iluminam. Onde os abraços servem pra fortalecer as relações. Em que os ventos destruam somente conceitos errôneos Em que a música universalize o que faz bem. Em que a poesia, ainda que pobre, Se preste para gestos nobres. Onde versos de paz Sejam escritos cada dia mais. E que os homens se entendam Celebrando com gestos que a todos satisfaz.

Olhos de orvalho Tão suave é ficar silencioso. Deixar o colírio agir de dentro pra fora.
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Olhos de orvalho Tão suave é ficar silencioso. Deixar o colírio agir de dentro pra fora. São olhos orvalhados, Mas não chorosos. Um dia a alegria despede-se. Que a viagem posso ser leve Tanto quando é leve calar. Tanta dor passa por nós... E vai. Pra que ir atrás? Fique mesmo sem esquecer. Outra metade te espera pra viver. A vida é show que não pode parar. Levante a cabeça, supere a tristeza, E cante, cante, cante...

Uma nota, Um tom acima. Um Si. Sustenido.
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Uma nota, Um tom acima. Um Si. Sustenido. Canção suave ao ouvido. Um instrumento desafinado. Deixou a música de lado. Taças vazias. Agonia! Gritante ânsia. Distância de drinques. Noites de velhice. Notícias tristes. A vida não mais existe.