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Frase de Moacir LuÌs Araldi

Último poema E uma súbita e inexplicável angústia me invade. Tão cedo. Tão sem avisar. Eu até sabia que um dia a poesia perderia a graça. Torci tanto que não fosse já. Morrem com vida meus versos, talvez a pior das mortes. Antes estar sendo devorado por corvos E provocando no ar um cheiro de carniça A ficar “morfinando” a falta de inspiração. Acreditei no sonho que talvez só eu sonhasse Sem que o talento soubesse. Dei-me por completo ao poema. Dei-me em todas as letras do alfabeto. Pensei cobrir-me de tudo, Mas fiquei completamente descoberto, Esquecido, escondido, cego, surdo, mudo e quieto. Permita-me Deus, ao menos, Escrever o epitáfio para meu último teto. “Pensou saber, mas morreu analfabeto”

Moacir LuÌs Araldi

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Pensador.com

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⁠Seja via só de passagem. Não plante futuros entre as pedras, nem abane adeuses em cais, em momentos sombrios. Melhor ouvirmos o vento declamar redemoinho-de-poesias que enchem de alegrias, mesmo que fúteis e vazias. Sem medo de decepções, mantendo o sonho bem vivo e a felicidade em nossas mãos.

Embaçado O dia estava me esperando. Lindo. Primaveris adornos a enfeitá-lo.
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Embaçado O dia estava me esperando. Lindo. Primaveris adornos a enfeitá-lo. O talentoso sol desenhava sombras dos meus pedaços. No outside marítimo pranchas a deslizar com surfistas equilibrados. E eu que acabei de chegar de um sonho “desperfumado” questionei Por que havia me acordado? Meus olhos buscaram também o céu. Límpido, mas estranhamente o vi embaçado.