Frase de Moacir LuÌs Araldi
Último poema E uma súbita e inexplicável angústia me invade. Tão cedo. Tão sem avisar. Eu até sabia que um dia a poesia perderia a graça. Torci tanto que não fosse já. Morrem com vida meus versos, talvez a pior das mortes. Antes estar sendo devorado por corvos E provocando no ar um cheiro de carniça A ficar “morfinando” a falta de inspiração. Acreditei no sonho que talvez só eu sonhasse Sem que o talento soubesse. Dei-me por completo ao poema. Dei-me em todas as letras do alfabeto. Pensei cobrir-me de tudo, Mas fiquei completamente descoberto, Esquecido, escondido, cego, surdo, mudo e quieto. Permita-me Deus, ao menos, Escrever o epitáfio para meu último teto. “Pensou saber, mas morreu analfabeto”
No pensador.ai desde