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Frases de Moacir LuÌs Araldi

790 frases

⁠O sol se pôs, neste dia interminável, de ruas infindáveis
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⁠O sol se pôs, neste dia interminável, de ruas infindáveis e pessoas apressadas... Escureceu. Estrelas, lua e a calmaria... Me verei no sono cansado após mais um dia superado.

⁠Sua vida é seu belo poema, é sua mais perfeita
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⁠Sua vida é seu belo poema, é sua mais perfeita obra de arte. É sua canção predileta e sua melhor peça teatral. Sua vida é seu presente: ­- Viva-a intensamente! Sorria feliz! Use figurinos coloridos, experimente novos sabores e abrace, com carinho, seus amores. A vida é sua incontestável vitória. Agradeça. - É sua glória!

Ausências que habitam distantes épocas das minhas memórias,
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Ausências que habitam distantes épocas das minhas memórias, sem nomes, sem rostos, sem corpos. Endereços nem constam. falta a glória, faltam folhas, sobram histórias, esquecidas. Nem meu nome aparece. Ergo as mãos, saúdo o finito. Lembro-me de que tudo era bonito, quase uma prece. Ajoelho-me e sinto que algumas raízes resistem em heroísmo. Há uma luz esperançosa, mas não há recomeços. Dou mais alguns passos para recordar o vivido, e depois… o último tropeço.

⁠Desejo abraços apertados, sorrisos sinceros e francos, corações em paz, confortados,
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⁠Desejo abraços apertados, sorrisos sinceros e francos, corações em paz, confortados, e amizades sólidas, sem solavancos. Que a corrida não seja só pela vitória, nem somente para constar na história. Que coisas ruins saiam da memória, porque todos merecem um mínimo de glória. Que a fé não precise remover montanhas; que medalhas não sejam só para quem ganha. Que todos tenham o poder da barganha e que realizemos grandes façanhas.

⁠Não dá para ver a poesia como estática, pacífica e calada. Ela tem que derramar, tem que escorrer,
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⁠Não dá para ver a poesia como estática, pacífica e calada. Ela tem que derramar, tem que escorrer, tem que ter versos que se entortem para passar entre pedras, em fendas minúsculas. Tem que ter a rebeldia objetiva de quem luta, de quem protesta e sai à rua. Poesia tem que ser expelida pela pele, em gotas suadas de inspiração, tem que causar reações calorosas na mente. Tem que limpar o corpo e a alma e ,ainda assim, ser combativa. Tem que nascer tomada de insatisfação. Não será pacificadora se vier em paz.

⁠Somos tão grandes quanto a verdade, na mesma proporção, em que somos tão pequenos.
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⁠Somos tão grandes quanto a verdade, na mesma proporção, em que somos tão pequenos. A verdade é a chata da razão. Viver é emoção. sonhos é que fazem acontecer. O resto é brutalidade. O emotivo vive, sente e sonha. O racional calcula o que não vive. Velhos conflitos humanos: - Eu sonho e a verdade sonha comigo.

⁠Canções intensas sem notas, versos sem métrica, amor sem medida.
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⁠Canções intensas sem notas, versos sem métrica, amor sem medida. Nem todas as belezas as mãos alcançam. - Há flores mortas – E há também obstáculos imperceptíveis. Quando o amor toca a alma nem o silêncio (dos passarinhos) cessa o voo. Ele é música, é poesia, desconhece fronteiras, alimenta o espírito e aniquila barreiras.

⁠O primeiro dia foi de miséria, os demais também. Não fosse a carne do porco,
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⁠O primeiro dia foi de miséria, os demais também. Não fosse a carne do porco, a fome seria total. E, depois, um tiro certeiro quebrou a asa de uma ave. (Uma das asas ainda batia) Desiquilibrada, caiu. Com apetite voraz, segurou-a pelo bico, enquanto abria o pescoço. O ar encheu-se de sangue. Barriga vazia. (Abatida, consumida) Por tempos, salvou seu corpo, mas a alma, miserável, morria, dia após dia.

⁠Quando uma porta se fecha, sinto a tristeza da alma vazia. Imagino a dor na cravada da flecha,
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⁠Quando uma porta se fecha, sinto a tristeza da alma vazia. Imagino a dor na cravada da flecha, que vem da solidão e dos amargurados dias. É como um grito que ninguém ouve, como um silêncio que nos torna insanos. Sei que há lagartas cortando folhas e raivosas tesouras abrindo o pano. É como a tristeza, depois que o trem passa, e a incerteza da dúvida se a angústia cessará. É choro no embarque entre promessas e a incerteza de quando a saudade gritará.

⁠Sacudiu as asas na poeira. Depois... Vi, ao longe,
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⁠Sacudiu as asas na poeira. Depois... Vi, ao longe, sacudi-las na poça d'água, antes de subir e pousar, como sempre faz, na laranjeira, aqui em frente. Outro dia, lá estava, valsando de asa alçada para a fêmea. Agora montam ninho. As penas brilham de felicidade. Ao amanhecer, entoa um canto vencedor e a companheira freia o voo, vindo empoleirar-se ao seu lado O cheiro da flor de laranjeira me distrai. O amor está em tudo. curiosamente, em tudo.

⁠Primeiro, a boca, a fala, o encanto... Depois, o beijo.
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⁠Primeiro, a boca, a fala, o encanto... Depois, o beijo. E depois, bem depois: - Os olhos: espelhos frios, fixos e sombrios. Imagens fugazes, detalhes sutis, um olhar... feliz. Como réstia de sol e cheiro de flor. Longe e visível, léguas de um girassol e o sol a acariciá-lo, - suavemente! Na memória, voltam versos, que o vento levou. Era intenso o brilho, mas a vida apagou. Da boca do beijo veio o silêncio que... Para sempre se calou.

⁠As palavras vinham com asas. Eu as ouvia, mas passavam. Meu tempo de sorrir diminuiu
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⁠As palavras vinham com asas. Eu as ouvia, mas passavam. Meu tempo de sorrir diminuiu e elas começaram a retornar sábias, precisas e experientes. Nas pedras da caminhada as ouço tão atuais, definitivas e confortantes! É de ti que me lembro, quando os contos de terror tornam-se reais: - Pai. Deus dos meus anseios, meu anjo eterno!

⁠Trago mãos vazias e posso até mostrá-las. Nos meus braços,
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⁠Trago mãos vazias e posso até mostrá-las. Nos meus braços, nada há. A dor de Maria me faz sentir que sou total desalinho, tropeçando nas pedras do caminho. Não há pontes unindo meu sul ao meu norte. E o vento melancólico sopra, excessivamente forte. - A alma balança. Onde estará o ponto sagrado da harmonia humana para o mundo ser ancorado?