Vamos botar esse bloco
na rua e esticar esse cordão...
Acreditar que podemos amar
e puxar uma corrente de emoção...
Eu quero é cair na folia,
porque sou um folião...
Quero é aproveitar, porque
a vida não pode ser séria , não...
Não sou padre nem sou freira
e retiro é coisa pra budista...
O meu zen é na avenida, só acaba quarta feira
e eu quero é brincadeira...
Sair pelas ruas puxando samba
que me leve a um lugar de verdade...
Que é dentro do seu coração...
grito do silencio...
tomado em fôlego por amor
grito do silencio...
quebrando tabus velados
como um grito no cristal...
quebrando
grito do silencio...
quebrando o espaço...
porque...
eu grito... EU TE AMO
mas apenas sussurrado...
em gritos rasgados por não me conter
e nem quero saber...
apenas grito...
queria gritar no pólo norte
entre icebergs...
para Deus ouvir o eco...
e você saber...
Puro sangue a
correr nas veias,
pelos descampados
de essência verde
Sede de identificação
da alma,
na mais pura
intimidade com o vento,
profundamente selvagem
Seu ser que aprendeu
a surgir das sombras,
onde não existi
pressão, tão
considerada normal
mas tão ilegítima e
imoral...
à profundeza animal
Deixe que a
confiança surja,
para acreditar na
liberdade e
poder criar
familiaridade
com a sua natureza...
Escrevo...
como a um desabrochar de emoções
escrevo porque te achei...
o que outrora estava tão enterrado
por toneladas de recursos loucos de defesa
agora surgem como uma semente buscando
o ar... o vento... a chuva...o sol... você...
e nascendo... para a luz,
simplesmente por acreditar nela...
Escrevo...
porque minha mente se mistura com as emoções
e penso que ela seja seu coração... aonde quero chegar
porque entrastes em meus sonhos... a me mostrar o que me recusavas a enxergar... e agora preciso tanto de você...
descobri que eu te amo...
Escrevo...
porque me toma a voz a quem mais quero falar...
juntando tanta coisa que na hora embrulha em nó
na garganta... e o pensamento se atordoa e se perde
não sabe se foge... esconde... o que sente
Ah!... se esse amor compreendesse...
ou será que nem sente...
que medo de falar pra ti o quanto você me faz bem...
e escrevo por não lhe falar... te mando mensagens...
Que eu te amo...
Parecia tão consistente
Quanto uma montanha
Mas não passou de uma
Miragem...
Que me seduzia
Me vertia em sensualidades
Agora se dasata numa sangria
Como delírio no deserto
No fimamento de um
Oásis que se desanuvia
No desejo de uma fonte
Com água cristalina
É como sentir saudade
Daquilo que não houve
Preciso parar de
Acreditar em sonhos
E buscar só a realidade
A vida...
Vou encarar tudo apenas
Como uma perturbação emocional
Que eclodiu em sentimentos
Em arrebatamento... em amor...
Vou cerrar meu sorriso... minha alegria...
Pois tudo não passou de
Uma alucinação deliciosa
Uma cavalgada galopante
De sentidos...
Num corcel negro com franjas
Ao vento... ao luar
Deste meu entorpecimento
Enlevamento...
Que existiu apenas na minha imaginação...
De um desejo...
Por isso fiz pra ti esta poesia...
Ter um namorado
e baixar a guarda
ser menos,
ser mais.
É dar um beijo de
batom vermelho no
escuro do cinema e
quando as luzes
se acendem,
rir, ficar quieta
e deixar que todos
percebam
sua cara lambuzada.
É te dar liberdade
de ir e vir
saber que podes chegar
sem hora marcada.
Mas nem tente se
sentir bem sem
a minha presença
para que eu não
pense que não
tenho mais posse
deste sentimento
só meu, nosso...
Saber que dentre
seis bilhões de pessoas,
tem um...
o meu namorado!
Mantenha-se presente
lembrando-me que
existo ...
Para que eu não
me perca em
mim mesma
Nas minhas
confusões e
conflitos
Quando te sinto,
sinto a mim
mesma, como
uma transfusão
de espíritos...
Porque só você
comprende este
sentir, me fazendo
compreender que eu
existo...
Não sei se isto é o
amor ou um
significado que
preciso...
Mas necessito que você
perceba o quanto
é importante pro
meu espírito...
Sua presença é
tão forte, que me
decifra os enigmas...
Ah! Como compreender este
tipo de emoção, que
sempre busquei, nunca
compreendendo bem
Mas agora ao menos,
Sinto...
Se me chamam de maluca
Maluca nem sei se sou
Vou para os neuróticos anônimos
Ah! Pra essa eu não vou
Prefiro os neuróticos atuantes
Pois ao menos vejo gente
Que não sejam como eles
Tão certinhos e corretos
Que me detonam o coração
Com tantas certezas
Que sei lá do que são
Se não tenho certeza nenhuma
Nem de nada nem de ninguém
Se ao menos busco dizer o que sou
Não quero ser dona de nada
Nem da droga da razão
Tomara eu cuidar de mim
E ainda ter que aturar os donos da questão.
Olho favela
na penumbra escuridão
da noite
com luzes confundindo
uma constelação
submerso mundo
submundo dos aflitos
com lágrimas e sorrisos
em levar mais um amanhã
da superação humana
A noite caindo
e se derramando
sobre a montanha
em continuação a
linha do horizonte
é inconcebível querer
entender...
Até me faz criar raízes
nesta pedra
onde arpoo
meus pensamentos
em detrimento
a este mar
de sentimentos...
As ondas borbulhantes
vem em espuma branca
engolfar as pedras
e me faz pensar que somos
como aqueles mariscos
entre as ondas e os rochedos
entre a realidade e a vida...
Letal como navalha
Em corte profundo
Sangrando a inocência
Extirpando em corte cirúrgico a infância
Herança de pais e país
Se nem pais tem
País em pedaços de chão
Com territórios demarcados por canalhas
Políticos bradando salvações em saudações
Da arrogância contrariada disfaçada
De benevolência .
Tem como destino a fatalidade das ruas
Da verdade da miséria
Das quais quem sobrevive formará uma nova raça
Com alma de metal
Coração destroçado
Tendo marcas saltadas
Navalha letal das esquinas, das ruas
Da fatalidade da miséria
O destino das ruas é a fatalidade.
A vida não é sarcástica, mas sim o que fazem dela...
O amor é especial
quando trás paz, alegria de viver
e não de se esconder;
quando se sente a generosidade
fluir pelas mãos,
pois não só tens
como também irradia
o equilíbrio na vida;
o conhecimento da alma
de encontro a verdade
e não das fantasias...
a compreensão...
e principalmente o sentir da liberdade,
fluir como um encanto...
na satisfação de se amar,
simplesmente por causar felicidade....
Eu te amo, quando olho nos
teus olhos e encontro os meus...
quando te beijo e encontro
desejos...
quando te encontro nesta vida,
para não ter que te buscar na próxima...
Quando te vejo
sinto uma euforia
tomar meu ser
Este magnetismo
inexplicável que me
atordoa, como uma atração
que me confunde...
sensorial ou fantasia
é que não me falta
fantasias...
Alço vôo
com tanta facilidade
que horas penso
que meu mundo
não é daqui
Só mesmo, olhar para ti
para me aterrissar
ou ainda mais
me confundir...
Enquanto nesta incerteza de
um sonho duvidoso
Tentando
entender...
Ainda que neste
momento quando busco
o seu ser...
Quem é essa figura...
Negro terno
Longa barba
Chapéu ou cartola...
Será que há
Coelho
Ou pombinhos lá...
Num ritual preciso
Com estirpe de mágico
Mas sem sorrisos...
Oh! Mundo...
De gomos e guetos
Como tangerina
A cuspir-mos caroços
Me faz pensar
Como se fossemos
Grandes mestres
A pincelar
Obras que julgamos
Primas
Mas que na verdade
Somos todos meras
caricaturas...
Rasgo folha
amasso papel
e esse barulho de buzina
céu em cedilhas
desconvidando o sol
neste ostracismo lânguido
dessa realidade invadindo
como água
úmida
a me gelar o espírito
a me tirar do sossego
dos meus sonhos
em aterrissagem
de albatroz...
não há humor
que agüente a ausência
forçada dos sonhos que
nos gritam inconveniente atenção
de dias frios de calor
cadê você...
não aparece, sumiu
ou nunca existiu...
Meu sol, meu mar, meu ar...
fincando bandeira de posse em meu chão
em meu caminhar...
que a mim não me desferez nada além de vocês
partirei em domínio deste território
apossar-me, onde todos pensam ser posseiros
ignorando-me...
Onde deixei a ermo
na minha tradução de vida
se pudessem, levariam-me até meu pensar...
em detrimento de mentalidades que sempre ignorei.
Encontrar forças e retornar ao que a mim pertence
antes que por numa espécie de troféu do domínio
me levem além dos anos, também a alma...
Preciso tanto renascer, ressurgir como a uma fênix das cinzas de mim mesma...
Sozinho encontrar um caminho
onde me arranque das garras do condicionamento
onde me parece tudo perdido e triste...
só falta você além de mim mesma...
Vi minha sombra no espelho
E pensei não ser eu
Parece que fugi de mim
E não sei pra onde fui
Fiquei a pensar, por que
Daquela imagem fria
Foi que então percebi
Que meu coração não estava ali
Tentei, busquei
Saber em que canto se enfiou
E descobri num pássaro que cantava em flor
Um canto de lamento e dor
Uma lagrima em meu rosto brotou
E como pedra rolou
Na flor que desabrocha em cor
A frieza de um amor
Meu coração se despedaçou
Em pedacinhos rolou
Numa praia se formou
Para eu construir castelinhos...
Na sutileza de uma pluma, onde somente o vento percebe a canção chegar.
No toque leve de uma melodia de piano, como olhar de Amélie Poulain.
Como uma cantiga de ninar.
A fragrância pairando no ar buscando seu olfato, num aroma de orvalho.
Em toque sutil e leve, onde somente a quem interessar.
Onde embora pareça encoberto por um fog, mas uma sensação de profundidade.
Mesmo que pareça solitário, mas com um sentido devasso e longe das incertezas.
Longe de barulhos aguçados, numa penumbra acolhedora.
Distante de interferências exaustivas, na leveza de uma pluma ao vento.
O coração esvaziou
Acabou-se o tormento
A boca selada sem lamentos
Não mais se empadece
Na ânsia do momento
De olhos vazios
Com serenidade triste
Num pacato arrependimento
Dos pensamentos ardentes
Que sumiam com o chão
Te confundiam a alma
Que subiam a mente
Numa estranha confusão
Agora sozinho sem sofrimento
Numa enorme imensidão
Se o acaso não nos arrasta
O que nos leva em arrastão
Se não o acaso, então...
Nos pega desprevenidos
Como paixão...
Mesmo sem querermos
E quando nos carrega contra a vontade
Os sonhos...
E ainda ter que encontrar força
Para seguir no fluxo
Porque se retiver, represa.
Estagna, pára.
Se em fluxo...
Num percurso correnteza
Senão do acaso
Então...
O tempo é uma ilusão
Na contagem das voltas da terra...
Como podemos classificar isto como tempo
Pela seqüência dos dias e fatos...
Pelo endurecimento dos sentimentos...
O tal do amadurecimento
O enruguecimento da pele
O esquecimento ou a aceitação
Ao que nos sentimos incapazes
Quando descobrimos que somos humanos e não deuses
Aí que o tempo castiga mais...
Quando descobrimos ele.
Minha deusa Gaia
Olhai pelo meu pequeno
Ganhou o mundo
E partiu ao seu destino
Não me cabia mais nos braços
Não o tenho mais em minha companhia
Mas em tua
Que sei que o guiara
Pelos caminhos índigo
Deste planeta
Desta alma marinho como o céu
Num entardecer
Nutra meu menino
Com o mesmo carinho que nutri
Pois agora já não me pertence mais os cuidados
Virou gigante
Dono de si
E os seus caminhos
Entrego a ti
Mãe terra
Não sei se sou teu desejo
Mas sei que és meu sorriso
Identifico-o pelo que sei
Nas emoções que carrego comigo
Apenas em reconhecimento
Sei que és o amor que sinto
E que o reconheço em você
Pois és o que acredito
Não sei se te preencho
Como as águas num oceano
Mas a mim
Sinto a atmosfera que respiro
Do ar que preciso
Do vento que me sopra
Sem nenhuma ansiedade
As caricias do tempo
Se te encontro ou não
Não sei
Só sei que sei quem és
Pela simples razão
Da alegria que sinto
E por saber
Que você sabe exatamente
O que eu sinto
Sua íris azul olhando para
Minha transparência
E eu te vendo no
Velho blue jeans
Sobre dunas d’água
Em mãos a velha guitarra
Dum tamanho sonho
E sentimento pelo mundo
Seus dedos correndo as cordas
Que tocavam minha alma
Nos relampejos da adolescência
Agora o Baume & Marcier
Marcou esse tempo
As flores num canto
As cordas quebradas
As lágrimas rolando
Como pedras lançadas
Não há volta no tempo
Só nas lembranças guardadas
Grampeada pelo endurecimento
A vida se mostrou outra
E nos amadurecemos...
Mas aquele olhar continua eterno
Quando olhamos para nos mesmos.
Você esta aí, agora... não é
Não sei quem és
Mas reconheço tua presença
Por que não me leva logo
Então...
Fica a me fitar,
Numa ascensão a
A me observar, como proteção
Por que... não sei...
Sinto toda essa energia subir
Fluir em corpo, como
Uma dança louca
De entrega...
De corpo e alma
Por senti-lo...
No ritmo e coreografia da vida
Que me proporcionas
Cheia do seu amor
Quero bailar, a noite toda
Se o joelho me deixar...
Com você em mim...
Eu em você
Como um todo
Iluminado de azul
Vestido púrpura
E amor....