Se houvesse uma compreensão do significado da liberdade, num mundo atual estereotipado com formas mediocremente quadradas e inexpressivas como tijolos.
Os gregos esculturavam em formas arredondadas, expressão de uma mentalidade livre, não é o mesmo em outra cultura como a dos egípcios, com formas geométricas expressão de um povo submetido a ditaduras e tiranias.
O maior aprendizado seria justamente não somente ter a capacidade de ser livre, mas principalmente reconhecer o significado dessa liberdade.
a individualidade não torna a pessoa menos humana, mas sim, com mais coerência com a vida e consigo mesma, não se aproveitar dos outros e procurar se preservar dos maus intencionados e sem querer ficar por aí fazendo o papel de bonzinho. E se isso vai de encontro com a mentalidade predominante e nos torna mais isolados, o que fazer, ao menos quando interagimos, o fazemos verdadeiramente. Nossos sonhos devem seguir o coração, como se fosse uma criança e orientado pela lucidez da mãe inteligência. Não deve ser tão difícil, abrir para aquilo que Deus nos enviou.
A força do livre
Arbítrio com certeza...
Ah!... que nos escapa em fuga
Como que a brindar loucos
desvairados e excêntricos
se deuses ou demônios
comandando
num tabuleiro jogos.....
com expressões sublimes
fitando com surpresas
exclamações e consternados risos
a se divertirem no Olimpo
com reações dos arbitrariedados
gladiadores
dessa nossa suposta
presunção de livre arbítrio.
sem as pedras não ficaria tão lindo....
ficaria reto e liso,
faltando contornos e quedas
dando relevos a vida...
e ao olhar então...
nem se fala...
os passarinhos não
cantariam tanto
dando coro
a enxurrada
e a mata embaçaria
o verde das folhas
a deslizar sobre
as águas...
Amor virtual
criado em games
como complemento
das carências
um suprir fortuito das horas vagas
que se desliga ao cumprimento do real
espécie de delírio
paralelo ao real
vou acabar por gostar
deste game abstrato
que acesso quando quero
ou transportá-lo ao real.
Amor virtual ou uma fortuita ideia surreal.
Estava sentada olhando as montanhas no
horizonte, o correr e formatos das nuvens.
A frente uma árvore sem nenhuma folha
levadas pelo outono, com multiplos galhos
e semi galhos, que pareciam seus braços e
dedos. Ao bater do vento, ela em uma delicada
dança se remexia. Eu senti nitidamente que ela dançava para mim, ela sabia da minha presença......
Somos unicos
temos a nós mesmos,
quando temos algum sofrimento,
por mais que tenhamos
alguém ao lado,
a dor é própria,
não se transfere ou divide. Podemos ter um acalento,
mas seria único se outro a compreendesse completamente
Sigo levando a mim, afetos e paixões que vem em pedaços de amores e dissabores; concordância ou discórdia mas porque nunca totalmente completo como se pudesse preencher algum plano quase que metafísico e que
parece impossível, um universo de sentimentos invisíveis e desconhecidos até aos mais próximos, e infinito.
....eu sinto mas sobrevivo, tenho o meu eu, onde tenho a mim.
Cansastes das passadas
que vão caindo para trás
que insiste em não avançar
queres tanto seguir
em frente
de embaraços
mas como...
se não podes seguir sem par
se para trás é fácil
não olhar,
mas para o lado
não tens como evitar
Olhar para frente em par,
pois a natureza induz ao par
como negar...
em par de idéias
aconchego
não de escoras
que te invalidam
a vida
aprender a seguir
sem negar
negando sempre...
Vestido vermelho
denunciando desejos
pernas e poder
na sua pretensão de deusa
nessa audácia de Dalila
em curvas cintilando
a cobiça do teu olhar
ofegante
seduz ao fogo
sucumbindo-o ao coito
como loucos
deliciando-se
ao salivar sabor
da mágica sutileza
do vermelho
dessa ousada menina
Suspenso no espaço
sem chão
numa extasiante
vontade de prosseguir...
Em estado de desalento
como uma desarticulada marionete
sem fios
solta na imaginação
a devagar na imensidão
sem saber onde chegar
alma num corpo em flutuação
que não aprendeu a esperar
Ate que por si só
vai se deteriorando
e despencando como
se não se sustentasse
mais na altura
e na suspensão do ar...
Verde olhar
fixo obtuso a fitar
o mar que em espelho
ao reflexo deste olhar
verde está...
o pensamento em marasma
neste apartamento
a marisia a consumir
a alma em metal
com gosto de guarda-chuva
Oh! Verde mar...
destes olhos a fitar
a cumplicidade da vida
e arrastar pensamentos...
te arrancar deste apartamento e
te levar para prencher o mar
de verde do teu olhar
Rosas...
já tão exaltadas
de todas as formas
intensa ou singela...
Vermelha
fervilhante beleza...
de entusiasmo à vida
Amarela
lúdica referência ao sol
da lucidez do teu calor
e intensidade dos teus raios
Branca
envolvente pureza acetinada
serenada de orvalho
deslizando em gota
a exalar seu aroma
Ah!...que todos os poetas
se silencie...
somente
para admirá-las
Mar de pessoas
em idas e vindas
em rotineira romaria
sem reformulações num
mar sem ressacas
à espera do novo
ciclo lunar como
ondas chacoalhando
na areia já tão granulada
por tantas batidas
num vai e vem da vida
que se desfaz em
grãos que se
dissipam n'água
como a vontade aparente
desses grãos fadados
a um comum acordo
convencional das adversidades
à diversificação
como um grito no cristal.
Emoções tão engessadas
e veladas num velório pedante
que logo explodirá
em ondas volumosas em ressaca
dragando os inanimados grãos
arrastados pelas águas...
Gota negra
maquiando um olhar
em estilo...ou sentido...
a carimbar
sobre balcão
papéis desimportantes
enfadonhosamente rotineiro
como um ser noturno
na obscuridade da escolha
a não condizer
com a palidez de
seu plácido rosto málacio
a denunciar-te
alguma fraqueza
Um anjo
com um candelabro
a iluminar a noite
como vagalume
piscando fechos de luz
ao passar entre
bloqueios das folhas...
Vagante noturno
nas lembranças infantis
afastando o medo
vem em proteção
enfrentar o medonho escuro
para suportamos
e vencermos a noite
até quando ao raiar do sol
num novo tempo
chegar...
um anjo lindo
e seguirmos na noite
para adimirar-mos a lua...
O que seria do mundo sem anjos
se deflagaria a solidão
e o mundo esvaziaria...
O que falo não sinto
mas sinto tudo o que falo
como biruta ao vento
que desarma no marasma
catalizador do tempo
de amenidades ao léu
como barquinho de papel
para ungir ouvidos
com aromático mel
no refrescante frescor do vento
inspirar o acre úmido
e inconfundível sabor de sal
me parecem versos românticos
mas nem de amor fala
para purificar ao vento
os doces sentimentos ao léu...
O coração já não suporta mais
Essa fantasia lírica
Me arrancando os impulsos das entranhas
E me jogando na vida
Esfacelando-me a certeza colorida
Lançando-me numa realidade crua
Da qual me dispo dos encantos
Das puras suposições minhas
Caio patinando a esmo
Por não encontrar fantasias
Da maneira que sinto
Neste mundo hostil
Preciso me reinventar
Buscando o que aqui não vim procurar
Meu mundo não é daqui
Não posso reinventá-lo
Então vou reinventar a mim...
Vou achar um caminho inverso,vou...
Incerto do destino
Deste nem quero saber
Apenas saltar à certeza do destino
Vagante colhedor de estrelas
Amante da natureza
Generoso despertar
Alçar meus anseios
Buscar quem me procura
Unicamente por me entender assim
Nada querendo mudar
Descobrindo-me
Ao invés de quem me anula
Das minhas impressões
reflexões
resultam as expressões
resultado do exterior
assimilado pelo meu verdadeiro sou
somatizado com sabores e dores
digo quem sou
a quem queira saber
não sou ninguém
nem mais nem menos
diferente
vim ao mundo curtir
cheguei aqui encontrei muita burocracia
vou levando
sem muitas pretensões
a não ser te conhecer...
Deixe uma árvore se expandir na sua plenitude
para expressar toda sua dádiva de vida,
e assim essa energia ser expandida e disseminada.
Do contrário a energia fica retida não sendo liberada.
Assim como nós...
Se um árido deserto.
Tem uma esterilidade que assusta
e ao mesmo tempo uma beleza que extasia.
Retendo encantamentos como num paraíso,
a nos fazer pensar no fascínio da natureza
e em como ela pode ser pródiga
A natureza sempre se transforma... e nos transforma
Basta olhar-mos para termos a certeza
Da força da sua presença e em como ela atua
O segredo esta no resgate da essência da natureza
Pra aquilo que fomos criados e não ao que inventamos
Se estou aflita você me acalma
Se estou perdida você me aponta um caminho
Se estou ansiosa você me faz acreditar
Se estou iludida você me mostra uma realidade linda
Se estou chorando você me faz rir
Se estou vaidosa você me mostra que a simplicidade e mais fácil
Se estou triste você me acalenta
Se te desejo você me realiza
Tudo isso eu consigo só de olhar pra ti
Só porque estou te amando...
Qual a real do irreal
Como saber ate aonde não sou louca
Não quero ser micha,
nem tampouco perfeita
Se o que sinto é verdade
Como saber sem ver o brilho dos teus olhos
Nem sei se falo de mim
Espelhando-me em ti
Ou delírio de volúpia na minha loucura.
Ou tenho medo de tocar
E a realidade se apresentar outra
Meu sonho se desmanchar
O encanto se quebrar
E eu me descobrir outra
Não... Não consigo parar de te olhar
Me perguntar tantos será!...
Se não posso acabar
Pois acabaria comigo
Ficaria como zumbi
A entender menos que antes
O que faço para aquietar minha mente
Aquietando a sua...
Acreditando que difícil e fácil não existe
O que sinto sim
Só não sei se real a realidade
O que faço...
Bater em sua porta no meio da noite
Sem que você saiba quem sou...
Louca de amor
Posso rir, se nada existir
Ou não suportaria este riso
Ao invés de suspiros...
Um caminho parece sem saída
Num olhar restrito e com fim...
Quem sabe! Talvez uma curva...
Entremeada entre cordilheiras espetadas
Se abrindo em uma paisagem...
De um céu sem fim...
De um azul dourado sobre águas...
A te conter um murmúrio...
Olhos marejados,
e um suspiro...