Nada importa, nada
O que importa,
São conquistas...
Realizações
Como num leilão
Quem da mais...
Quem da mais...
Quem paga mais...
Quem tem mais...
Seu Rolex...
Sua guitarra...
Seu leilão vira feira
Seus solos viram marchas
Dois pra lá... Dois pra cá
Pois acaba virando tudo... A mesma coisa...
Eu não sou...
Me falta algo
Que não sei bem o quê
Mas sei que falta...
As tardes ficam vazias
Os domingos sem entardecer...
Não da pra preencher
Com amenidades
Ou com um idiota qualquer
Preciso do solo da sua guitarra
A me preencher a alma
Com uma linguagem
Como se fosse a mim mesma
Espantar uma solidão
Que não se engana
facilmente...
Não da pra ficar sem uma canção de amor...
A minha verdade esta em meu eu...
E mesmo se não encontrando iguais,
sigo comigo mesmo.
Há momentos só com meu eu,
e há momentos só...
Num mundo tão grande
E tão cheio de gente...
Mas tenho meus comparsas e cúmplices.
De uma teoria inusitada.
O de ser ninguém...
Apenas uma fagulha encadeada pela procura do amor.
Escaneando corações por pura identificação de alma,
que não estejam sabotadas.
Simplesmente por reconhecimento...
Imaginei, sonhei...
Transbordei-me...
Mas nem sei de mim
Na procura de ti
Perdi-me
Sofri
Chorei
Mas, amei...
Não me economizei
Doei-me
Gastei-me
Ridicularizei-me
E aprendi
Que tenho mesmo, a mim
Perdoar é libertar-se da sensação até do próprio perdão...
É a compreensão e o desprendimento do ego.
Não deixar que a situação fique maior que a capacidade de ser feliz
Voar... Voar...
Como balão desvencilhando-se das amarras
Alçando vôo
Dando cor ao céu
Misturando-se ao sol
Voar... Voar...
Ressentimentos atravessando espaços...
Sem ter onde prender-se
Acreditar que podemos alçar vôo
Soltando, sacos de areia...
Andei, busquei...
Sobrevoei teu sono
Como pássaro encantado
Sobrevoando oceanos profundos
Sobre dunas entre pingos de chuva
No mais profundo azul
Por não ter aonde ir
Seguindo tuas pegadas
Nas areias dessa praia
Meu coração tocando como pêndulo
Um lamento dessa busca...
Onde encontra sentido
Nos teus olhos violeta
E nos seus beijos de amor...
Vida que leva e trás.
Em alucinações e
Deliciosas sensações.
Quando não me engolfas
Em ondas tirando-me o fôlego.
O medo tomando-me toda
Em aterrorizadas agonias.
Que paro, sinto e peço,
Que se vá...
Por não suportar carrega-las.
Aquieto-me e espero que passe
Serenando-me a alma
Num banho de mar.
Hoje a cidade parou
Parou para ver... a lua
Ou a cidade sou eu...
Que parei
O céu púrpuro
E a lua subindo...
Bem de mansinho
Formando um caminho...
Como gostaria de caminhá-lo
Em encontro a mim mesmo
Na certeza que não há somente aqui
Mas muito além...
E ela ali me firmando
A imensidão do carinho
Que a vida tem conosco
E que negamos tanto...
Caleidoscópio multi facetado
Em nuances de cores
A rodopiar minhas sensações
Girantes emoções degradée
Emoldurada tela da vida
Em sombreadas tonalidades
De uma obra retratada
Por mãos firmes
Na certeza de apenas seguir
O talento natural que me inspiras...
Perdoa-me por não ter preenchido teu olhar com toda ternura que sinto por ti,
Não demonstrando, escapando, fugindo nem sei de que...
Quantos afagos ficaram esquecidos no costume do cotidiano, e agora me culpo
Por não tê-los te dado, mãe...
Beijos, abraços, arrumar seus cabelos... sinto como se tivesse te abandonado...
Por que não vou poder mais te ver... você não foi sozinha...
foi levando meu coração junto... vai tranqüila, mãe...
em paz...
fique sabendo, que sempre te amarei....
Só que me sinto tão só... por saber, que não vou mais te ver, conviver, conversar com você, mãe... te amo
Pra ti escrevo com devoção
Por ter a mesma linguagem
que a minha...
Te reconheço em cada palavra
como se fosse a mim...
Por isso afirmo que te amo...
Por que te encontro em mim...
Como identificação de alma
de um ser igual a mim...
Um amor sem propósitos e
nem de propósito...
Apenas sentido... encontrado...
Num planeta mais um...
Dissipando a solidão
em canais de freqüência, por saber
que no mundo não estou só
pois há quem pense igual a mim...
Como é bom saber que você esta aqui...
Sou poeta
Pode dizer que não
Mas sou...
Sou porque quero
Sou porque sinto
E é a única coisa que gosto de fazer
Que me dá prazer...
Somente escrever
Tentar com aberrações
de palavras e sentidos...
Tudo que vejo e sinto pelo mundo.
Esmiuçadas miçangas de cristal,
a gotejar sobre o assoalho
num tilintar indelével.
Em cada conta uma lembrança
do passado a me trazer a tona,
felicidades, saudades e lágrimas.
Caindo e rolando em gotas.
Paro e fico a observar...
Devo catá-las ou deixar onde estão.
Como uma fotografia nostálgica
de minha alma feminina
se empoeirando sobre a estante...
Ah! meu querido
de historias tristes,
já nem suporto mais
Foram tantos que
tombaram, pelo caminho
que virou um cemitério,
com tantas cruzes e lápides
Frustração de querer entender
e não encontrar respostas...
Que ardem no coração
Tantas coisas sem solução
Como resposta da vida... apenas viva...
A aridez da vida é tão crua
que nos assola...
Portanto jogue fora o coração,
para não sofrer, não... não...
é justamente o coração...
que nos ensina a sobreviver...
Se eterno não conta tempo nem espaço e pode ser num flash...
Como diz o poeta...
Então só pode mesmo, ser o amor...
Um amor tão intenso que me deixa petrificada...
E nada pode destruí-lo...
Distorci todo o texto, só para te provocar...
O melhor beijo vem
acompanhado do olhar
aquele olhar... cobiça do amor
desvairado... sem pudor
ofegante...
não suportando mais ficar calado...
as juras do teu amor...
no seu olhar sedutor...
Lembranças do que foi,
mas se estou presente...
não percebes meu amor,
que nunca fiquei ausente;
ficarei sempre contigo,
como parte de mim mesma.
Nosso amor é como destino,
de versos e peixes...
como este...
que consegues pescar
com as mãos...
meu pescador de ilusões...
Não sei se enlouqueci
mas te esquecer nem pensar
A respiração presa de emoção
por ter encontrar...
Tudo se misturou numa fusão louca
o coração não quer ficar aqui
a saltar, pular e me empurrar pra ti
como louco desvairado, numa busca
que nem sei por onde ir...
Ah! Meu Deus porque esse louco
não se aquieta e me deixa em paz
mesmo nesta vida sem nexo
se não sei... de ti
Como criança perdida, sem saber o que encontrar
ou o que esperar ...
Enlouqueci... enlouqueci...
O que posso fazer por mim...
Se você soubesse, como reagiria...
fugirias de mim...
as vezes gosto de zoar e
não apenas falar sério
e como escape da vida
ou de mim mesma
se emoção é seriedade
pra mim escapa
em confusão d'alma
pois sou água...
faço rimos de versos...
mas de correntezas
nem sei...
se profundas escapo,
prefiro o fluir natural e leve
zombeteiro como de um
peixinho colorido palhaço
Um anjo num invólucro incandescente,
carregando lírios brancos da paz...
Um ser iluminado... alado...
que nos conduz a entreter-mos
com as dádivas do amor...
mensageiro da consciência que a tudo rege
me guie pelos caminhos da vida...
regendo minha mente com suas sábias palavras...
e mantendo meu coração aquecido,
pela força da tua presença...
Não sei se faço uma oração para dormir
ou uma prece por ti existir...
Ruas escuras e desertas, silêncio profundo como
se não houvesse mais ninguém ali...
Antigos postes com luzes amarelas, afastados...
causando um sombreamento do remexido das árvores...
como fantasmas a correr pelo chão...
e o piar da coruja.
As folhas secas sob os pés... e a rolar ao vento...
Na espreita observação de manias...
Identificando a noite e o cheiro da floresta...
Nos instintos natural da noite...
sucumbindo-a loba...
As pegadas na areia molhada
e o reflexo dourado do sol...
duma longa caminhada
ao destino... a vida...
As marcas ao horizonte
foram tantas...
lavadas pelas águas... se apagaram...
e não houve a troca de olhares...
Só restou saudades... desencontros...
do que não aconteceu... mas sonhou...
A praia é longa... o litoral imenso...
é o mar calmo... e não apagará mais as suas marcas...
que se estenderão ao longo
em encontro com as minhas pegadas...
Embaixo dos contorcidos galhos secos
da árvore toda desnuda das folhas secas,
levadas pelo outono...
arrastadas pelos ventos...
E em um galho mais alto, uma única folha seca
reticente e presa...
Na tentativa de se manter ainda pelo pouco de verde
que ainda lhe resta na haste, prender-se...
até a chegada da primavera...
Mas, ainda temos um inverno...
Numa manhã a folha sumiu... seguindo o vento...
Cumprindo o eterno ciclo da vida...
Que a todos, tanto nos apreende...
com o inopinado...
Apenas nos entregar e nos deixar ir...
fazendo parte de todo um ciclo,
que por mais que queiramos...
chega uma hora que nos leva o tempo...
Uma senhora de 97 anos, cabelos branquinhos...
e com um sorriso de tempos...
Borboleta branca tão esvoaçante,
cintilante ao meu olhar...
Venha ao meu alcance e num toque de amor,
me traga a mensagem de um anjo...
Vou sentir até medo que esse amor tão lindo,
possa ser singelo... mas não breve...
Venha borboleta branca, leve minha mensagem...
diga a este anjo, de um conceito de amor...
que de tantas vidas se eternizou...
pela simples razão do reencontro...
numa esvoaçante busca do amor...