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Frases de Messias Belém

6 frases

⁠Aquela língua repartida entre nós - que não se fala com a boca, mas que por onde vai, se enxerga a sua voz (CODA, O Menino Astronauta, p. 60)
⁠O POEMA DO MENINO ASTRONAUTA (Acredite: Eu acho que fica mais bonito quando declamado em língua de sinais) "Sou do tamanho do espaço Surdo - infinito.
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⁠O POEMA DO MENINO ASTRONAUTA (Acredite: Eu acho que fica mais bonito quando declamado em língua de sinais) "Sou do tamanho do espaço Surdo - infinito. Sempre crescendo a cada novo sinal que vou aprendendo. O espaço Surdo é assim: expansivo e criativo. Está vendo aquele ônibus que dá longas voltas para chegar ao seu destino? Pois bem, aqui não se diz longo e demorado. Se diz _ônibus-cobra_, que é para encurtar. E todos entendem de pronto! Isso deixa os blablablantes tontos. E se pode imaginar uma cobra grande e com rodas, transportando as pessoas, dando voltas sem fim? A resposta é sim - sem problemas. Afinal, é um ônibus-cobra. Olha que incrível, e que tem bem mais a ver: imaginar a cena é mais prático que a descrever! Os jogos das mãos; o ballet do corpo e das expressões - criativa imaginação que vira comunicação. Percebo: Os olhos também foram feitos para escutar - é assim que acontecer vai além de ser e estar. [...] " (CODA, O MENINO ASTRONAUTA, p. 54 - 55)

⁠POESIA CODA Sou muitas mãos E muitas vozes
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⁠POESIA CODA Sou muitas mãos E muitas vozes Também sou muitos ouvidos E tantas outras expressões Sou telejornal e novela das 8 Encarte de mercado Promoção de biscoito Sou a pausa – do sinal afoito Astronauta em dois mundos Indo e vindo neles... amiúde Alguém que se reinventa Sou um poema (nas mãos) de Nelson Pimenta Sendo assim, deixa-me suspenso Entre configurações de mãos e grunhidos de meus pais Sinto deles o cheiro (até hoje) Quando falo em sinais

⁠(Para Bruno Alves, falecido de forma trágica em 2017) “Bruno!” – Espero que ainda dê tempo de minhas palavras lhe alcançarem nesse grande mar. Nessa turba de ondas de além, deixo-as ir em paz contigo, não há distâncias no Infinito; toda palavra é infinita e tu olhas assustado…
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⁠(Para Bruno Alves, falecido de forma trágica em 2017) “Bruno!” – Espero que ainda dê tempo de minhas palavras lhe alcançarem nesse grande mar. Nessa turba de ondas de além, deixo-as ir em paz contigo, não há distâncias no Infinito; toda palavra é infinita e tu olhas assustado o grande mar revolto enquanto atravessa-o forçosamente. Uma pequena cabeça que insiste em não submergir, um grande coração na imensidão escura – a noite é só um pano de fundo; melancólico. Atentos estão os seus conservos – no grande mar; nos fortes ventos No horizonte que se aproxima enfim de ti. No pequeno barco de papel, vem te receber o profeta – E de Gentileza te acolhe – o nosso barqueiro é mais gentil; sem moedas, sem espólio, sem alforge. Até que tu te avistas – com a grande mãe dalém do grande mar; – “Salve Anastácia, rainha” – a mãe eterna dos pretos e pobres livres. Acolha este guerreiro forro em Aruanda; e me acolha junto – parte de mim ficou também no mar.

⁠Como é triste não termos lembrança de quem nos amou para sempre. Para sempre é sempre. Nunca acaba. São as boas lembranças que nos ajudam a ficar leves. E a maior de todas elas são as que temos guardados das pessoas que amamos, delas sorrindo e nos ensinando - Os adultos ficam p…
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⁠Como é triste não termos lembrança de quem nos amou para sempre. Para sempre é sempre. Nunca acaba. São as boas lembranças que nos ajudam a ficar leves. E a maior de todas elas são as que temos guardados das pessoas que amamos, delas sorrindo e nos ensinando - Os adultos ficam pesados porque se esquecem disso. O "para sempre" dos adultos parece que tem prazo de validade (CODA, O MENINO ASTRONAUTA, p. 26)