Frase de Messias Belém
Aquela língua repartida entre nós - que não se fala com a boca, mas que por onde vai, se enxerga a sua voz (CODA, O Menino Astronauta, p. 60)
No pensador.ai desde
Aquela língua repartida entre nós - que não se fala com a boca, mas que por onde vai, se enxerga a sua voz (CODA, O Menino Astronauta, p. 60)
No pensador.ai desde
Quantos entardeceres vimos sem poesia? Por quantos apenas passamos, sem nos darmos conta ou importância? (O LEDOR DE ENTARDECERES)
Como é triste não termos lembrança de quem nos amou para sempre. Para sempre é sempre. Nunca acaba. São as boas lembranças que nos ajudam a ficar leves. E a maior de todas elas são as que temos guardados das pessoas que amamos, delas sorrindo e nos ensinando - Os adultos ficam p…
Como é triste não termos lembrança de quem nos amou para sempre. Para sempre é sempre. Nunca acaba. São as boas lembranças que nos ajudam a ficar leves. E a maior de todas elas são as que temos guardados das pessoas que amamos, delas sorrindo e nos ensinando - Os adultos ficam pesados porque se esquecem disso. O "para sempre" dos adultos parece que tem prazo de validade (CODA, O MENINO ASTRONAUTA, p. 26)
(Para Bruno Alves, falecido de forma trágica em 2017) “Bruno!” – Espero que ainda dê tempo de minhas palavras lhe alcançarem nesse grande mar. Nessa turba de ondas de além, deixo-as ir em paz contigo, não há distâncias no Infinito; toda palavra é infinita e tu olhas assustado…
(Para Bruno Alves, falecido de forma trágica em 2017) “Bruno!” – Espero que ainda dê tempo de minhas palavras lhe alcançarem nesse grande mar. Nessa turba de ondas de além, deixo-as ir em paz contigo, não há distâncias no Infinito; toda palavra é infinita e tu olhas assustado o grande mar revolto enquanto atravessa-o forçosamente. Uma pequena cabeça que insiste em não submergir, um grande coração na imensidão escura – a noite é só um pano de fundo; melancólico. Atentos estão os seus conservos – no grande mar; nos fortes ventos No horizonte que se aproxima enfim de ti. No pequeno barco de papel, vem te receber o profeta – E de Gentileza te acolhe – o nosso barqueiro é mais gentil; sem moedas, sem espólio, sem alforge. Até que tu te avistas – com a grande mãe dalém do grande mar; – “Salve Anastácia, rainha” – a mãe eterna dos pretos e pobres livres. Acolha este guerreiro forro em Aruanda; e me acolha junto – parte de mim ficou também no mar.
POESIA CODA Sou muitas mãos E muitas vozes
POESIA CODA Sou muitas mãos E muitas vozes Também sou muitos ouvidos E tantas outras expressões Sou telejornal e novela das 8 Encarte de mercado Promoção de biscoito Sou a pausa – do sinal afoito Astronauta em dois mundos Indo e vindo neles... amiúde Alguém que se reinventa Sou um poema (nas mãos) de Nelson Pimenta Sendo assim, deixa-me suspenso Entre configurações de mãos e grunhidos de meus pais Sinto deles o cheiro (até hoje) Quando falo em sinais