Frase de Messias Belém
Quantos entardeceres vimos sem poesia? Por quantos apenas passamos, sem nos darmos conta ou importância? (O LEDOR DE ENTARDECERES)
No pensador.ai desde
Quantos entardeceres vimos sem poesia? Por quantos apenas passamos, sem nos darmos conta ou importância? (O LEDOR DE ENTARDECERES)
No pensador.ai desde
Como é triste não termos lembrança de quem nos amou para sempre. Para sempre é sempre. Nunca acaba. São as boas lembranças que nos ajudam a ficar leves. E a maior de todas elas são as que temos guardados das pessoas que amamos, delas sorrindo e nos ensinando - Os adultos ficam p…
Como é triste não termos lembrança de quem nos amou para sempre. Para sempre é sempre. Nunca acaba. São as boas lembranças que nos ajudam a ficar leves. E a maior de todas elas são as que temos guardados das pessoas que amamos, delas sorrindo e nos ensinando - Os adultos ficam pesados porque se esquecem disso. O "para sempre" dos adultos parece que tem prazo de validade (CODA, O MENINO ASTRONAUTA, p. 26)
(Para Bruno Alves, falecido de forma trágica em 2017) “Bruno!” – Espero que ainda dê tempo de minhas palavras lhe alcançarem nesse grande mar. Nessa turba de ondas de além, deixo-as ir em paz contigo, não há distâncias no Infinito; toda palavra é infinita e tu olhas assustado…
(Para Bruno Alves, falecido de forma trágica em 2017) “Bruno!” – Espero que ainda dê tempo de minhas palavras lhe alcançarem nesse grande mar. Nessa turba de ondas de além, deixo-as ir em paz contigo, não há distâncias no Infinito; toda palavra é infinita e tu olhas assustado o grande mar revolto enquanto atravessa-o forçosamente. Uma pequena cabeça que insiste em não submergir, um grande coração na imensidão escura – a noite é só um pano de fundo; melancólico. Atentos estão os seus conservos – no grande mar; nos fortes ventos No horizonte que se aproxima enfim de ti. No pequeno barco de papel, vem te receber o profeta – E de Gentileza te acolhe – o nosso barqueiro é mais gentil; sem moedas, sem espólio, sem alforge. Até que tu te avistas – com a grande mãe dalém do grande mar; – “Salve Anastácia, rainha” – a mãe eterna dos pretos e pobres livres. Acolha este guerreiro forro em Aruanda; e me acolha junto – parte de mim ficou também no mar.
POESIA CODA Sou muitas mãos E muitas vozes
POESIA CODA Sou muitas mãos E muitas vozes Também sou muitos ouvidos E tantas outras expressões Sou telejornal e novela das 8 Encarte de mercado Promoção de biscoito Sou a pausa – do sinal afoito Astronauta em dois mundos Indo e vindo neles... amiúde Alguém que se reinventa Sou um poema (nas mãos) de Nelson Pimenta Sendo assim, deixa-me suspenso Entre configurações de mãos e grunhidos de meus pais Sinto deles o cheiro (até hoje) Quando falo em sinais
O POEMA DO MENINO ASTRONAUTA (Acredite: Eu acho que fica mais bonito quando declamado em língua de sinais) "Sou do tamanho do espaço Surdo - infinito.
O POEMA DO MENINO ASTRONAUTA (Acredite: Eu acho que fica mais bonito quando declamado em língua de sinais) "Sou do tamanho do espaço Surdo - infinito. Sempre crescendo a cada novo sinal que vou aprendendo. O espaço Surdo é assim: expansivo e criativo. Está vendo aquele ônibus que dá longas voltas para chegar ao seu destino? Pois bem, aqui não se diz longo e demorado. Se diz _ônibus-cobra_, que é para encurtar. E todos entendem de pronto! Isso deixa os blablablantes tontos. E se pode imaginar uma cobra grande e com rodas, transportando as pessoas, dando voltas sem fim? A resposta é sim - sem problemas. Afinal, é um ônibus-cobra. Olha que incrível, e que tem bem mais a ver: imaginar a cena é mais prático que a descrever! Os jogos das mãos; o ballet do corpo e das expressões - criativa imaginação que vira comunicação. Percebo: Os olhos também foram feitos para escutar - é assim que acontecer vai além de ser e estar. [...] " (CODA, O MENINO ASTRONAUTA, p. 54 - 55)