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Frase de May Lu

É margarida colorida Mas na intensidade é rosa Sim, essa sou eu. Despindo-se da mulher contraditória... A que tem a fortaleza no coração E a fragilidade do mesmo Aquela que é mais sonho que realidade E porque não? Sim... Sou devaneio, intensa, imaginação, poesia. Não sou a prudente, a que exala praticidade... Sou a que chora filha da entardecida melancolia Não me acerto com a exatidão Mas sim com as indescritíveis emoções Aquela que não aguenta se segurar por dentro Sou o livro aberto, as páginas escritas com o coração A história que se entremeia de sentimentos Sensações a flor da pele, romântica incurável Que machuca, dói e sangra as dores do mundo. Porquanto sou lágrimas quando ferida, sou vulnerável Sou presença, companheira e creio no amor profundo! Não sei caminhar em linha reta, sem apego... Meu caminho é assim: Imensidão... Olhos que volteiam ao redor, cheios de afeição Demasiadamente ternura, crença, pulsação Olhar arisco em olhos ternos Carrego um espírito bordado à mão... ... Ora dócil, ora selvagem em tez translúcida Quem me conhece, me vê por dentro Por vezes a voz terna entoa em grito Um grito reprimido, contrito Que às vezes revela uma mulher insegura Com alma de criança pura Sou a subjetividade da fé sem a teoria da religião A que crê na imensidão de Deus, do caminho, da vida... Sem explicação ou complexidade, mas facilmente concebida. E eu sou simples assim... A palma da mão Aberta, franca... Profusão.

May Lu

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Pensador.com

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Outras frases de May Lu

Amo como criança De jeito simples rasgado
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Amo como criança De jeito simples rasgado Sem medo Sem segredo Amo de olhos vidrados Sem restrições Sou criança crescida Que ainda chupa pirulito Masca chiclete Fazendo caras e bocas Estourando bolhas no rosto Mas não deixo de crescer Sai a criança Chega a mulher A esposa mãe Companheira... Cheia de cuidados De amor Amando como Mulher-menina que sou ou Menina-mulher Não preciso entender Só preciso amar como criança.

Quão bom é pegarmos as cinzas do passado E usarmos sobre elas a alquimia do amor Transformando-as em poesia
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Quão bom é pegarmos as cinzas do passado E usarmos sobre elas a alquimia do amor Transformando-as em poesia Posto o que já é cinza não nos queima mais Então porque fazer disso uma mágoa? Espalhemos as cinzas com leveza Desatemos os laços do passado Deixando que seja levado aos ventos Para colhermos paz e amor Plantemos pitadas de doçura Sobre as energias negativas É cansativo demais Ocupar nossos corações Com coisas que não mudam Com pessoas de espírito pequeno Olhemos os gomos do tempo A beleza de um entardecer A majestade de um amanhecer São linhas tão rápidas Tão diferentes Nunca as mesmas! Espaços de luz e sombras Que condicionam todo o esplendor A suntuosidade dos intervalos Saibamos aproveitar o néctar! O sabor está na transição A vida continua... ensina-nos Tudo muda! Acreditemos que podemos E devemos fazer diferente Melhor... Sem medos Com a alma leve Renovada! Com o coração aberto Espalhemos as folhas do outono Aproveitemos os espaços do tempo O importante é caminhar Continuar a travessia Abrirmos os braços ao que está por vir Semeemos hoje as sementes Para colhermos as flores do amanhã Da primavera que há de chegar.

Ser poeta... É ter nas pontas dos dedos Todas as promessas do mundo
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Ser poeta... É ter nas pontas dos dedos Todas as promessas do mundo E bordá-las em cores de seda Ser poeta... É sentir a solidão e o silêncio Que há no interior das pedras E abrigá-los dentro dos versos Ser poeta... É desvendar os mistérios que se abrigam No interior das pálpebras do tempo E dar asas à imaginação Ser poeta... É procurar novos caminhos Para a cegueira da humanidade E libertá-los da escuridão Ser poeta... É rasgar o fundo da terra Onde se aninham todos os segredos E despi-los em cada verso de um poema Ser poeta... É abranger todos os horizontes E não ter medo de voar Ser poeta... É virar a alma do mundo do avesso E contemplar a poesia Ser poeta... É ver o mundo sem janelas.