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Frases de Matheus Ferreira de Vasconcelos

44 frases

De poucas palavras eu estou excluso das reuniões de letras Que libertavam meus pensamentos,
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De poucas palavras eu estou excluso das reuniões de letras Que libertavam meus pensamentos, Não lidos, solitários trocados pelas migalhas da indiferença, superados pelo ibope das banalidades da imensidão desse universo digital. Desprezo aqui o medo do erro, agudos ou circunflexos, dos acentos, dos conceitos maiúsculos em frases minusculas, dos conceitos minúsculos sobre ideias maiúsculas. Poupo-me, pois no meu silêncio eu não ouço os gritos da indiferença, na minha omissão eu não percebo quanto inútil seria tentar mostrar o que ninguém faz questão de ver, incomodo comodismo, dissonante conformismo. Exacerbei, joguei mais uma vez, sem medo algum de parecer pretensioso ou arrogante, pérolas aos porcos, fazendo-me sentir a mais numa terra que só quer menos.

FUNÇÕES DE LINGUAGEM Hoje eu acordei buscando a compreensão gramatical do dia, Sem espelho à minha frente apenas pensei sem ver
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FUNÇÕES DE LINGUAGEM Hoje eu acordei buscando a compreensão gramatical do dia, Sem espelho à minha frente apenas pensei sem ver E sobre nós, digo, sobre mim e sobre o dia, construí muitas funções de linguagem. Tentei ser denotativo, mas apelativo e expressivo sem ser poético foi o que consegui, Assumindo, com a humildade de quem se rende, a metalinguagem como sendo fonte de auto análise e como desculpa para ser conativo.

MATEMÁTICA DE SOLTEIRO "Nós", solteiros, de certa forma, estamos todos nas prateleiras, sendo escolhidos e escolhendo pelo sabor e pela embalagem. Por descuido somos substituídos pelo produto mais novo, que também será substituído, numa sucessão frenética que alimenta a solidão…
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MATEMÁTICA DE SOLTEIRO "Nós", solteiros, de certa forma, estamos todos nas prateleiras, sendo escolhidos e escolhendo pelo sabor e pela embalagem. Por descuido somos substituídos pelo produto mais novo, que também será substituído, numa sucessão frenética que alimenta a solidão e não aplaca a fome. Tornamos-nos mais um rostinho na lista de nomes do "Whatsapp" e do "Facebook", tornamos-nos estatística e vaga lembrança. Nunca gostei de matemática, mas não tem como a ignorar, afinal nos tornamos números de uma simples equação que fazemos questão de complicar.

O maior inimigo das minhas palavras também é o maior aliado dos meus pensamentos, que confusos parecem e de aparente objetividade padecem. Nas entrelinhas do meu subjetivismo é onde me encontram, mundo adentro com minhas metáforas, vou aliterando sem ser literal, tantas vezes ri…
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O maior inimigo das minhas palavras também é o maior aliado dos meus pensamentos, que confusos parecem e de aparente objetividade padecem. Nas entrelinhas do meu subjetivismo é onde me encontram, mundo adentro com minhas metáforas, vou aliterando sem ser literal, tantas vezes rimando para soar legal. Matheus Ferreira de Vasconcelos

A felicidade é um estado de espírito e uma conquista diária, não é um lugar ou um local, tampouco possuir algo ou estar com alguém. Também não é um estado permanente, como quase tudo nessa vida é composta de momentos e suas oscilações. Aproveitar os bons momentos na certeza que e…
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A felicidade é um estado de espírito e uma conquista diária, não é um lugar ou um local, tampouco possuir algo ou estar com alguém. Também não é um estado permanente, como quase tudo nessa vida é composta de momentos e suas oscilações. Aproveitar os bons momentos na certeza que eles passarão e esperar, pacientemente, que os maus também passem não é a melhor opção e sim a única, porque em todos os lugares, ao lado de cada pessoa diferente, a qualquer instante, algo diferente, bom ou ruim, acontece. Então, não superestime pequenos momentos ruins, nem subestime todo o resto que preenche a vida, ainda que esses restos não sejam sobras e sim a maior parte de bons momentos escondidos pelas entrelinhas da rotina.

A vida é uma escola, concordo. Vejo nela a cegueira que carregamos, para não ser contraditório, não vejo. Na morte, nome dado ao fim de uma jornada, associada a tristeza e a escuridão, eu tenho a esperança que também traz o fim: das ilusões;
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A vida é uma escola, concordo. Vejo nela a cegueira que carregamos, para não ser contraditório, não vejo. Na morte, nome dado ao fim de uma jornada, associada a tristeza e a escuridão, eu tenho a esperança que também traz o fim: das ilusões; dos conceitos distorcidos; de tudo que foi sentenciado como certo ou errado sem direito a defesa; da prisão imposta pelas ideias alheias que transpuseram as gerações e que termos como nossas; das verdades perdidas na estreita visão ou na pretensão de ter algo muito acima do próprio ser.

É comum ouvir alguém analisando e criticando uma atitude de forma puramente teórica, já que não imergiu na situação analisada, tampouco se colocou a prova em situação similar, para autoanálise. Não é incomum eu ter o mesmo impulso crítico, sendo incomum eu não me auto questionar,…
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É comum ouvir alguém analisando e criticando uma atitude de forma puramente teórica, já que não imergiu na situação analisada, tampouco se colocou a prova em situação similar, para autoanálise. Não é incomum eu ter o mesmo impulso crítico, sendo incomum eu não me auto questionar, ainda que posteriormente. Aproveitando-me do momento da crítica teórica, pego um fato similar passado envolvendo o crítico e o confronto com o presente alvo de seu julgamento para um choque de realidade. Afinal, por que me arriscaria entrar em um conflito se nem conheço o criticado? Porque o crítico é mais importante que o criticado, além do conflito não ser um caminho obrigatório e sim uma escolha. A consequência da minha ação é um caminho bem conhecido, a pessoa se ofende e tenta defender-se. Mas, por quê? Ego, carrasco da emoção e dilacerador da razão. Há dúvidas que se eu usasse como exemplo uma terceira pessoa, ausente e desconhecida, o crítico não se ofenderia? Em razão disso, eu deveria me desculpar? Desculpar-me por ter tido a intensão de ofender ou pela pessoa ter se ofendido? Está clara a não intensão ofensiva, então por que assumir a propriedade de algo que não me pertence? No mínimo minhas desculpas seriam uma apropriação indébita, mas esse não é um delito que esteja no código dessa sociedade de egos carregados de míopes conceitos e exarcebado coitadismo. É evidente que dialogar com a sinceridade de seus pensamentos é se expor, é se desnudar ante uma sociedade adaptada a dançar em bailes de máscaras, é assumir riscos próprios da existência, por outro lado, a omissão ou a dissimulação leva a aniquilação da personalidade. Se, de forma diversa, eu concordasse com o crítico, massageando o seu ego, desculpas seriam devidas? E por que não me usar como exemplo? Porque, para certas atitudes, eu não sirvo como exemplo e é exatamente por isso que evito fazer críticas, além disso creio que precisamos calçar os sapatos de quem criticamos e caminhar para sentir os calos. Será que minha postura é uma crítica ao crítico? Não creio, mas aceito que discorde. Eu apenas disse: "o cliente diz que o barulho é do motor e você diz que é da suspensão, vamos dar uma volta, quem sabe não pode ser do escapamento". Concluindo, as pessoas se colocam como se fossem os seus egos e deixam os seus egos demonstrarem quem elas não são

Qual a motivação das festas (aniversário, natal, ano novo etc)? Comemorar, ver pessoas que gostamos? Nesse exato momento observo, como um passageiro de uma locomotiva em alta velocidade que se dá conta que vai para onde não quer, pessoas reunidas ao redor de mesas, pratos, copos…
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Qual a motivação das festas (aniversário, natal, ano novo etc)? Comemorar, ver pessoas que gostamos? Nesse exato momento observo, como um passageiro de uma locomotiva em alta velocidade que se dá conta que vai para onde não quer, pessoas reunidas ao redor de mesas, pratos, copos e garrafas. Na fartura sinto a má digestão pela escassez de sentido. Às vezes não consigo notar a diferença prática entre nós, humanos, e as máquinas que programamos para reproduzir e repetir.

Desculpe se o meu bom dia são meras letras que impedem o entrelaçar de nossos braços, os bons momentos foram substituídos pelos maldosos quilômetros que nos partem, ainda assim continuamos íntegros com nossos sentimentos. Deveria ter sido repetitivo ao te falar de meus sentiment…
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Desculpe se o meu bom dia são meras letras que impedem o entrelaçar de nossos braços, os bons momentos foram substituídos pelos maldosos quilômetros que nos partem, ainda assim continuamos íntegros com nossos sentimentos. Deveria ter sido repetitivo ao te falar de meus sentimentos porque a vida é como um complexo quebra cabeças que termima sem que todas as palavras tenham sido ditas. Hoje eu gostaria de segurar a sua mão e caminhar pela grama ou pela areia, tanto faz, pois as coisas do coração me importam mais que as coisas que estão sob os nossos pés.