Pular para o conteúdo

Frases de Matheus Ferreira de Vasconcelos

44 frases

Amar, verbo intransitivo, Trânsito irrestrito, Sentimento congestionado,
Continuar lendo

Amar, verbo intransitivo, Trânsito irrestrito, Sentimento congestionado, Via de mão dupla, Sentido adulterado, Uso indevido, Uma contradição Sem contraindicação, Cura para muitas enfermidades, Medicamento muito falsificado. Amor nas bocas, nas telas, nas teclas, Jogado e não plantado, Proferido e não sentido, Profanado, banalizado, distorcido, E eu aqui tentando explicar O que a maioria faz questão de complicar, Tentando quantificar O tamanho do que não se pode mensurar.

A paz? Qual o preço da paz? Na evasiva acima de qualquer suspeita,
Continuar lendo

A paz? Qual o preço da paz? Na evasiva acima de qualquer suspeita, Abaixo de toda retidão, sobre alguma razão, Sob qualquer emoção, Perdida na ação Ou asfixiada na omissão, Mal diluída em verdades e mentiras, De meias verdades à verdadeiras mentiras, Em overdoses homeopáticas de sinceridade Ou em doses alopáticas de endrômina, Enfim, qual o seu lugar? Não tem preço E vale o quanto se quer pagar, Paga-se o quanto se quer ter E ainda assim, em meio ao conflito Eu pergunto: qual o preço da paz?

Esse cara sou eu? Com o sucesso "esse cara sou eu" vejo comentários e suspiros de mulheres que procuram "esse cara" e outras que dizem que " esse cara" não existe. Será que quem procura "esse cara" é "essa mulher"?
Continuar lendo

Esse cara sou eu? Com o sucesso "esse cara sou eu" vejo comentários e suspiros de mulheres que procuram "esse cara" e outras que dizem que " esse cara" não existe. Será que quem procura "esse cara" é "essa mulher"? Porque se for "aquela mulher" só encontrará "aquele cara". Então, para "aquelas mulheres" (que são consideráveis nas estatísticas), desculpem-me acabar com seu conto de fadas da vida real, mas "esse cara" morreu. (texto escrito em virtude da música do Roberto Carlos que fez sucesso em uma novela e gerou muitos comentários por parte das mulheres nas redes sociais)

Simples explicações e complexa compreensão, gerando-me a dúvida sobre o simples e o complexo, fazendo-me duvidar também sobre a sanidade do emitente e a insanidade do destinatário, em que parte a sanidade perde-se em si, em que parte a insanidade tem razão. De simples não resta…
Continuar lendo

Simples explicações e complexa compreensão, gerando-me a dúvida sobre o simples e o complexo, fazendo-me duvidar também sobre a sanidade do emitente e a insanidade do destinatário, em que parte a sanidade perde-se em si, em que parte a insanidade tem razão. De simples não resta nem esse meu pensamento que perplexo fica com o complexo entendimento sobre a simplicidade.

Aquí parado, esperando, entre tantas caras y voces extrañas, me siento, en parte , extraño también. Quieto, callado, pero no en silencio. Me gustaría encontrar el botón que apaga esta máquina de pensar. En este ruido todo lo que percibo es lo difícil que es estar solo y lo mucho…
Continuar lendo

Aquí parado, esperando, entre tantas caras y voces extrañas, me siento, en parte , extraño también. Quieto, callado, pero no en silencio. Me gustaría encontrar el botón que apaga esta máquina de pensar. En este ruido todo lo que percibo es lo difícil que es estar solo y lo mucho que cuesta convivir con nosotros mismos, por eso nos refugiamos en libros, películas, aplicativos, y tantos otros medios de comunicación que nos impiden esa convivencia intimidatoria.

Você nasce vazio e as expectativas vão te preenchendo pouco a pouco. E com elas tantos outros sentimentos. Vivemos, simplesmente porque temos que viver e, quando a morte se torna um opção, desejamos viver. E nesse aparente simplismo convivemos com a despercebida complexidade que…
Continuar lendo

Você nasce vazio e as expectativas vão te preenchendo pouco a pouco. E com elas tantos outros sentimentos. Vivemos, simplesmente porque temos que viver e, quando a morte se torna um opção, desejamos viver. E nesse aparente simplismo convivemos com a despercebida complexidade que é o tempo. Este transforma a expectativa em agora, o agora em já passou e o já passou vira passado e azar de quem não foi o sujeito ativo da oração. Nesse cenário vamos acumulando muitas coisas, vitórias, derrotas, alegrias, tristezas, admiração, decepções, riquezas, dívidas e passamos a acreditar em seus valores e valoriza-los muito além do que deveríamos. Diante disso tudo, de tudo que vira passado, eu afirmo que o agora e as recordações são duas das maiores riquezas reais, ainda que subjetivas,pois elas são exclusivamente de cada um e ninguém pôde, pode ou poderá mudar isso.

Um rosto sem face, Um mundo que não é planeta, Uma terra de ninguém,
Continuar lendo

Um rosto sem face, Um mundo que não é planeta, Uma terra de ninguém, Ouvi no silêncio ortográfico De caligrafia congelada, Ortografia condenada, Concordância esquartejada Uma muda voz a me dizer Sobre o meu sumiço E eu a tentar entender De qual deles, Do real ou do virtual? Então eu disse Que estava sempre presente Nessa ausência virtual coexistente.

DETALHES Carrego coisas que muitos já teriam abandonado em uma esquina de um bairro desconhecido ou tão somente deixadas esquecidas numa prateleira qualquer de uma estante distante. Mas não eu, faço da gota o meu oceano e nele navego. Carrego pequenos detalhes com grande atenção…
Continuar lendo

DETALHES Carrego coisas que muitos já teriam abandonado em uma esquina de um bairro desconhecido ou tão somente deixadas esquecidas numa prateleira qualquer de uma estante distante. Mas não eu, faço da gota o meu oceano e nele navego. Carrego pequenos detalhes com grande atenção e na relatividade de tudo nunca deixei que passassem sem os convidar a entrar para tomar um copo de água em meu mundo. Carrego-os para onde quer que eu vá, eles fazem parte de mim, ajudam-me a ser quem sou, lembrar de quem eu era, projetar o que não quero e tudo mais que preciso, mas carrego somente o necessário, sem grande bagagem, aliviando o peso do percurso. São os milésimos, os milímetros, as miligramas que compõem o meu mundo, um mundo só meu, com suas próprias cores e cheio de detalhes.

Todos têm uma opinião, formada ou em formação, por informação ou má formação, sobre algo ou alguém. Faz parte da crítica humanidade que não possuí espelho. Então, viver uma vida regida sobre o que os outros pensam sobre você é suicídio da personalidade, é viver uma vida morta, é…
Continuar lendo

Todos têm uma opinião, formada ou em formação, por informação ou má formação, sobre algo ou alguém. Faz parte da crítica humanidade que não possuí espelho. Então, viver uma vida regida sobre o que os outros pensam sobre você é suicídio da personalidade, é viver uma vida morta, é ser um morto vivo, é viver sob as desinformações alheias, sob o peso dos paradigmas sociais, culturais, desse ou daquele, enfim, é deixar de ser e, acima de tudo, carregar todo o peso do não ser alheio

Existe um improviso em cada suspiro. Até o coração não segue o “script” e saí do ritmo. Vivemos um teatro cuja peça se desenvolve assim, a cada momento, a próxima cena, o próximo capítulo desbravado a cada acontecer. E o que pode parecer um tremendo fiasco teatral é a mais perf…
Continuar lendo

Existe um improviso em cada suspiro. Até o coração não segue o “script” e saí do ritmo. Vivemos um teatro cuja peça se desenvolve assim, a cada momento, a próxima cena, o próximo capítulo desbravado a cada acontecer. E o que pode parecer um tremendo fiasco teatral é a mais perfeita peça que não permite ensaios. Quando comecei a escrever não imaginava o que escreveria, muito menos como terminaria, apenas aconteceu, de improviso, como de costume, tudo se desenvolveu, nasceu, aconteceu a cada letra, a cada palavra, a cada frase, a cada ideia que não pôde ficar parada para não ser atropelada pela próxima que vinha logo atrás. Então, não fiquemos parados, existe um improviso esperando por cada um de nós, e tantos outros acontecendo agora mesmo. Agora? Já passou! Pegue o próximo segundo e improvise!

Estou feliz por estar vivo. Não é normal essa alegria, pois viver é uma grande rotina que faz muitas vezes a vida perder o seu colorido. Respiro, rotineiramente, o mesmo ar sem perceber o quanto ele é importante para me manter vivo. Não me lembro de já ter morrido, então não si…
Continuar lendo

Estou feliz por estar vivo. Não é normal essa alegria, pois viver é uma grande rotina que faz muitas vezes a vida perder o seu colorido. Respiro, rotineiramente, o mesmo ar sem perceber o quanto ele é importante para me manter vivo. Não me lembro de já ter morrido, então não sinto saudades nem anseio por isso, já me basta saber o quanto é inevitável. Hoje estou feliz, simplesmente por estar vivo e poder fazer as mesmas coisas e algumas diferentes, e rever as pessoas que eu amo, onde até o amor, na rotina, parece perder o seu esplendor. Se fosse o meu último dia eu não gostaria de saber, nunca gostei de despedidas, e eu apenas o viveria com essa alegria de estar vivo. A vida é assim para alguns, ela simplesmente parte sem aviso ou despedidas, e nós simplesmente esquecemos o quanto ela é importante por achar que sempre haverá um novo dia, um novo segundo, uma segunda chance, um próximo suspiro.

Cada passo um clique No tique e taque do relógio Na hora do selfie
Continuar lendo

Cada passo um clique No tique e taque do relógio Na hora do selfie A vida passando Para o momento registrar Ganhando o ponto E perdendo a partida No meio do momento A dúvida sobre o tempo Do ato de registrar Do instante a passar Sem se perguntar A quem devemos enganar, O vizinho a observar, O amigo a fuxicar Ou a nós mesmos, no flash Congelados vendo sem enxergar A areia da ampulheta da vida derramar.

O palhaço sorriu e ninguém percebeu o seu choro, O palhaço chorou e todos riram, O palhaço falou verdades brincando e ninguém acreditou.
Continuar lendo

O palhaço sorriu e ninguém percebeu o seu choro, O palhaço chorou e todos riram, O palhaço falou verdades brincando e ninguém acreditou. O palhaço rolou, correu, pulou e gesticulou mas ninguém entendeu o seu pedido de socorro. O palhaço foi o único que não achou graça por assistir uma agonizante platéia incapaz de compreender que suas brincadeiras falavam de uma triste realidade e que suas verdades eram brincadeiras sem a mínima graça.

Meus pensamentos se movem por vontade imprópria, com muita propriedade, quando não resolvem ter vontade própria. Se cada pensamento, no singular, correspondesse a um passo, no plural já teriam dado voltas ao mundo. De quantas voltas estou falando? Há segundos não saberia precisa…
Continuar lendo

Meus pensamentos se movem por vontade imprópria, com muita propriedade, quando não resolvem ter vontade própria. Se cada pensamento, no singular, correspondesse a um passo, no plural já teriam dado voltas ao mundo. De quantas voltas estou falando? Há segundos não saberia precisar, neste instante está mais impreciso ainda. Entre suposições e probabilidades, estou quase parado, locomovendo-me lentamente ante a assustadora velocidade quantitativa do pensar, porém locomovendo-me rápido demais ante a formiga que acabei de ultrapassar quase sem notar, numa dúvida sobre que ritmo manter e sobre que rimas utilizar, numa briga entre perspectivas, alimentando, “paranomaticamente”, expectativas, assassinando, por vezes, a ortografia por puro capricho, por leviano desleixo, por movimentadas vias, por congestionados questionamentos, por transitivas frases oriundas de intransitáveis pensamentos. Que confusão é esse meu pensar!

DIÁLOGO ENTRE SOLTEIROS Em uma conversa, a moça perguntou ao rapaz: - Você está solteiro por opção? To curiosa porque você é um cara muito legal, inteligente, bonito, educado, bem humorado…
Continuar lendo

DIÁLOGO ENTRE SOLTEIROS Em uma conversa, a moça perguntou ao rapaz: - Você está solteiro por opção? To curiosa porque você é um cara muito legal, inteligente, bonito, educado, bem humorado… O rapaz sem pestanejar respondeu: - Não por opção e sim por sua falta. Tem muito barulho no mundo e ninguém mais ouve ninguém, não escutamos o coração alheio, olhamos cada vez menos nos olhos uns dos outros por medo do vazio que carregamos. Nesse barulho ganhamos o receio do silêncio por medo do que vai gritar dentro de nós. Está cheio de gente a minha volta, toco agora mesmo, sem tocar, uma pessoa do outro lado do mundo, e permaneço só e assim como eu, a maioria. Ass: Rapaz.