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Frase de Matheus Ferreira de Vasconcelos

É comum ouvir alguém analisando e criticando uma atitude de forma puramente teórica, já que não imergiu na situação analisada, tampouco se colocou a prova em situação similar, para autoanálise. Não é incomum eu ter o mesmo impulso crítico, sendo incomum eu não me auto questionar, ainda que posteriormente. Aproveitando-me do momento da crítica teórica, pego um fato similar passado envolvendo o crítico e o confronto com o presente alvo de seu julgamento para um choque de realidade. Afinal, por que me arriscaria entrar em um conflito se nem conheço o criticado? Porque o crítico é mais importante que o criticado, além do conflito não ser um caminho obrigatório e sim uma escolha. A consequência da minha ação é um caminho bem conhecido, a pessoa se ofende e tenta defender-se. Mas, por quê? Ego, carrasco da emoção e dilacerador da razão. Há dúvidas que se eu usasse como exemplo uma terceira pessoa, ausente e desconhecida, o crítico não se ofenderia? Em razão disso, eu deveria me desculpar? Desculpar-me por ter tido a intensão de ofender ou pela pessoa ter se ofendido? Está clara a não intensão ofensiva, então por que assumir a propriedade de algo que não me pertence? No mínimo minhas desculpas seriam uma apropriação indébita, mas esse não é um delito que esteja no código dessa sociedade de egos carregados de míopes conceitos e exarcebado coitadismo. É evidente que dialogar com a sinceridade de seus pensamentos é se expor, é se desnudar ante uma sociedade adaptada a dançar em bailes de máscaras, é assumir riscos próprios da existência, por outro lado, a omissão ou a dissimulação leva a aniquilação da personalidade. Se, de forma diversa, eu concordasse com o crítico, massageando o seu ego, desculpas seriam devidas? E por que não me usar como exemplo? Porque, para certas atitudes, eu não sirvo como exemplo e é exatamente por isso que evito fazer críticas, além disso creio que precisamos calçar os sapatos de quem criticamos e caminhar para sentir os calos. Será que minha postura é uma crítica ao crítico? Não creio, mas aceito que discorde. Eu apenas disse: "o cliente diz que o barulho é do motor e você diz que é da suspensão, vamos dar uma volta, quem sabe não pode ser do escapamento". Concluindo, as pessoas se colocam como se fossem os seus egos e deixam os seus egos demonstrarem quem elas não são

Matheus Ferreira de Vasconcelos

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Pensador.com

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Amar, verbo intransitivo, Trânsito irrestrito, Sentimento congestionado, Via de mão dupla, Sentido adulterado, Uso indevido, Uma contradição Sem contraindicação, Cura para muitas enfermidades, Medicamento muito falsificado. Amor nas bocas, nas telas, nas teclas, Jogado e não plantado, Proferido e não sentido, Profanado, banalizado, distorcido, E eu aqui tentando explicar O que a maioria faz questão de complicar, Tentando quantificar O tamanho do que não se pode mensurar.

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A paz? Qual o preço da paz? Na evasiva acima de qualquer suspeita, Abaixo de toda retidão, sobre alguma razão, Sob qualquer emoção, Perdida na ação Ou asfixiada na omissão, Mal diluída em verdades e mentiras, De meias verdades à verdadeiras mentiras, Em overdoses homeopáticas de sinceridade Ou em doses alopáticas de endrômina, Enfim, qual o seu lugar? Não tem preço E vale o quanto se quer pagar, Paga-se o quanto se quer ter E ainda assim, em meio ao conflito Eu pergunto: qual o preço da paz?

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MATEMÁTICA DE SOLTEIRO "Nós", solteiros, de certa forma, estamos todos nas prateleiras, sendo escolhidos e escolhendo pelo sabor e pela embalagem. Por descuido somos substituídos pelo produto mais novo, que também será substituído, numa sucessão frenética que alimenta a solidão e não aplaca a fome. Tornamos-nos mais um rostinho na lista de nomes do "Whatsapp" e do "Facebook", tornamos-nos estatística e vaga lembrança. Nunca gostei de matemática, mas não tem como a ignorar, afinal nos tornamos números de uma simples equação que fazemos questão de complicar.