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Frase de Matheus Ferreira de Vasconcelos

De poucas palavras eu estou excluso das reuniões de letras Que libertavam meus pensamentos, Não lidos, solitários trocados pelas migalhas da indiferença, superados pelo ibope das banalidades da imensidão desse universo digital. Desprezo aqui o medo do erro, agudos ou circunflexos, dos acentos, dos conceitos maiúsculos em frases minusculas, dos conceitos minúsculos sobre ideias maiúsculas. Poupo-me, pois no meu silêncio eu não ouço os gritos da indiferença, na minha omissão eu não percebo quanto inútil seria tentar mostrar o que ninguém faz questão de ver, incomodo comodismo, dissonante conformismo. Exacerbei, joguei mais uma vez, sem medo algum de parecer pretensioso ou arrogante, pérolas aos porcos, fazendo-me sentir a mais numa terra que só quer menos.

Matheus Ferreira de Vasconcelos

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Pensador.com

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Amar, verbo intransitivo, Trânsito irrestrito, Sentimento congestionado,
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Amar, verbo intransitivo, Trânsito irrestrito, Sentimento congestionado, Via de mão dupla, Sentido adulterado, Uso indevido, Uma contradição Sem contraindicação, Cura para muitas enfermidades, Medicamento muito falsificado. Amor nas bocas, nas telas, nas teclas, Jogado e não plantado, Proferido e não sentido, Profanado, banalizado, distorcido, E eu aqui tentando explicar O que a maioria faz questão de complicar, Tentando quantificar O tamanho do que não se pode mensurar.

A paz? Qual o preço da paz? Na evasiva acima de qualquer suspeita,
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A paz? Qual o preço da paz? Na evasiva acima de qualquer suspeita, Abaixo de toda retidão, sobre alguma razão, Sob qualquer emoção, Perdida na ação Ou asfixiada na omissão, Mal diluída em verdades e mentiras, De meias verdades à verdadeiras mentiras, Em overdoses homeopáticas de sinceridade Ou em doses alopáticas de endrômina, Enfim, qual o seu lugar? Não tem preço E vale o quanto se quer pagar, Paga-se o quanto se quer ter E ainda assim, em meio ao conflito Eu pergunto: qual o preço da paz?

MATEMÁTICA DE SOLTEIRO "Nós", solteiros, de certa forma, estamos todos nas prateleiras, sendo escolhidos e escolhendo pelo sabor e pela embalagem. Por descuido somos substituídos pelo produto mais novo, que também será substituído, numa sucessão frenética que alimenta a solidão…
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MATEMÁTICA DE SOLTEIRO "Nós", solteiros, de certa forma, estamos todos nas prateleiras, sendo escolhidos e escolhendo pelo sabor e pela embalagem. Por descuido somos substituídos pelo produto mais novo, que também será substituído, numa sucessão frenética que alimenta a solidão e não aplaca a fome. Tornamos-nos mais um rostinho na lista de nomes do "Whatsapp" e do "Facebook", tornamos-nos estatística e vaga lembrança. Nunca gostei de matemática, mas não tem como a ignorar, afinal nos tornamos números de uma simples equação que fazemos questão de complicar.