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Frase de Matheus Ferreira de Vasconcelos

DETALHES Carrego coisas que muitos já teriam abandonado em uma esquina de um bairro desconhecido ou tão somente deixadas esquecidas numa prateleira qualquer de uma estante distante. Mas não eu, faço da gota o meu oceano e nele navego. Carrego pequenos detalhes com grande atenção e na relatividade de tudo nunca deixei que passassem sem os convidar a entrar para tomar um copo de água em meu mundo. Carrego-os para onde quer que eu vá, eles fazem parte de mim, ajudam-me a ser quem sou, lembrar de quem eu era, projetar o que não quero e tudo mais que preciso, mas carrego somente o necessário, sem grande bagagem, aliviando o peso do percurso. São os milésimos, os milímetros, as miligramas que compõem o meu mundo, um mundo só meu, com suas próprias cores e cheio de detalhes.

Matheus Ferreira de Vasconcelos

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Amar, verbo intransitivo, Trânsito irrestrito, Sentimento congestionado,
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Amar, verbo intransitivo, Trânsito irrestrito, Sentimento congestionado, Via de mão dupla, Sentido adulterado, Uso indevido, Uma contradição Sem contraindicação, Cura para muitas enfermidades, Medicamento muito falsificado. Amor nas bocas, nas telas, nas teclas, Jogado e não plantado, Proferido e não sentido, Profanado, banalizado, distorcido, E eu aqui tentando explicar O que a maioria faz questão de complicar, Tentando quantificar O tamanho do que não se pode mensurar.

A paz? Qual o preço da paz? Na evasiva acima de qualquer suspeita,
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A paz? Qual o preço da paz? Na evasiva acima de qualquer suspeita, Abaixo de toda retidão, sobre alguma razão, Sob qualquer emoção, Perdida na ação Ou asfixiada na omissão, Mal diluída em verdades e mentiras, De meias verdades à verdadeiras mentiras, Em overdoses homeopáticas de sinceridade Ou em doses alopáticas de endrômina, Enfim, qual o seu lugar? Não tem preço E vale o quanto se quer pagar, Paga-se o quanto se quer ter E ainda assim, em meio ao conflito Eu pergunto: qual o preço da paz?

MATEMÁTICA DE SOLTEIRO "Nós", solteiros, de certa forma, estamos todos nas prateleiras, sendo escolhidos e escolhendo pelo sabor e pela embalagem. Por descuido somos substituídos pelo produto mais novo, que também será substituído, numa sucessão frenética que alimenta a solidão…
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MATEMÁTICA DE SOLTEIRO "Nós", solteiros, de certa forma, estamos todos nas prateleiras, sendo escolhidos e escolhendo pelo sabor e pela embalagem. Por descuido somos substituídos pelo produto mais novo, que também será substituído, numa sucessão frenética que alimenta a solidão e não aplaca a fome. Tornamos-nos mais um rostinho na lista de nomes do "Whatsapp" e do "Facebook", tornamos-nos estatística e vaga lembrança. Nunca gostei de matemática, mas não tem como a ignorar, afinal nos tornamos números de uma simples equação que fazemos questão de complicar.