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Frases de Maria Firmina dos Reis

10 frases

Ah! Não Posso Se uma frase se pudesse Do meu peito destacar;
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Ah! Não Posso Se uma frase se pudesse Do meu peito destacar; Uma frase misteriosa Como o gemido do mar, Em noite erma, e saudosa, De meigo, e doce luar. Ah! se pudesse!... mas muda Sou, por lei, que me impõe Deus! Essa frase maga encerra, Resume os afetos meus; Exprime o gozo dos anjos, Extremos puros dos céus. Entretanto, ela é meu sonho, Meu ideal inda é ela; Menos a vida eu amara Embora fosse ela bela. Como rubro diamante, Sob finíssima tela. Se dizê-la é meu empenho, Reprimi-la é meu dever: Se se escapar dos meus lábios, Oh! Deus, - fazei-me morrer! Que eu pronunciando-a não posso Mais sobre a terra viver.

Nas Praias do Cuman / Solidão Aqui na solidão minh'alma dorme; Que letargo profundo!... Se no leito,
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Nas Praias do Cuman / Solidão Aqui na solidão minh'alma dorme; Que letargo profundo!... Se no leito, A horas mortas me revolvo em dores, Nem ela acorda, nem me alenta o peito. No matutino albor a nívea garça Lá vai tão branca doudejando errante; E o vento geme merencório - além Como chorosa, abandonada amante. E lá se arqueia em ondulação fagueira O brando leque do gentil palmar; E lá nas ribas pedregosas, ermas, De noite - a onda vem de dor chorar. Mas, eu não choro, lhe escutando o choro; Nem sinto a brisa, que na praia corre: Neste marasmo, neste lento sono, Não tenho pena; - mas, meu peito morre. Que displicência! não desperta um'hora! Já não tem sonhos, nem já sofre dor... Quem poderia despertá-lo agora? Somente um ai que revelasse - amor.

Seu nome! é minha glória, é meu porvir, Minha esperança, e ambição é ele, Meu sonho, meu amor!
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Seu nome! é minha glória, é meu porvir, Minha esperança, e ambição é ele, Meu sonho, meu amor! Seu nome afina as cordas de minh'harpa, Exalta a minha mente, e a embriaga De poético odor. Seu nome! embora vague esta minha alma Em páramos desertos, - ou medite Em bronca solidão: Seu nome é minha idéia - em vão tentara Roubar-mo alguém do peito - em vão - repito, Seu nome é meu condão. Quando baixar benéfico a meu leito, Esse anjo de deus, pálido, e triste Amigo derradeiro. No seu último arcar, no extremo alento, Há de seu nome pronunciar meus lábios, Seu nome todo inteiro!...

E as dores no peito dormentes se acalmam. E eu julgo teu riso credor de um favor: E eu sinto minh'alma de novo exaltar-se,
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E as dores no peito dormentes se acalmam. E eu julgo teu riso credor de um favor: E eu sinto minh'alma de novo exaltar-se, Rendida aos sublimes mistérios do amor. Não digas, é crime - que amar-te não sei, Que fria te nego meus doces extremos... Eu amo adorar-te melhor do que a vida, melhor que a existência que tanto queremos. Deixara eu de amar-te, quisera um momento, Que a vida eu deixara também de gozar! Delírio, ou loucura - sou cega em querer-te, Sou louca... perdida, só sei te adorar.