Frase de Maria Firmina dos Reis
Nas Praias do Cuman / Solidão Aqui na solidão minh'alma dorme; Que letargo profundo!... Se no leito, A horas mortas me revolvo em dores, Nem ela acorda, nem me alenta o peito. No matutino albor a nívea garça Lá vai tão branca doudejando errante; E o vento geme merencório - além Como chorosa, abandonada amante. E lá se arqueia em ondulação fagueira O brando leque do gentil palmar; E lá nas ribas pedregosas, ermas, De noite - a onda vem de dor chorar. Mas, eu não choro, lhe escutando o choro; Nem sinto a brisa, que na praia corre: Neste marasmo, neste lento sono, Não tenho pena; - mas, meu peito morre. Que displicência! não desperta um'hora! Já não tem sonhos, nem já sofre dor... Quem poderia despertá-lo agora? Somente um ai que revelasse - amor.
No pensador.ai desde