Frase de Maria Firmina dos Reis
Os crus dissabores que eu sofro são tantos, São tantos os prantos, que vivo a chorar, É tanta a agonia, tão lenta e sentida, Que rouba-me a vida, sem nunca acabar.
No pensador.ai desde
Os crus dissabores que eu sofro são tantos, São tantos os prantos, que vivo a chorar, É tanta a agonia, tão lenta e sentida, Que rouba-me a vida, sem nunca acabar.
No pensador.ai desde
Ah! Não Posso Se uma frase se pudesse Do meu peito destacar;
Ah! Não Posso Se uma frase se pudesse Do meu peito destacar; Uma frase misteriosa Como o gemido do mar, Em noite erma, e saudosa, De meigo, e doce luar. Ah! se pudesse!... mas muda Sou, por lei, que me impõe Deus! Essa frase maga encerra, Resume os afetos meus; Exprime o gozo dos anjos, Extremos puros dos céus. Entretanto, ela é meu sonho, Meu ideal inda é ela; Menos a vida eu amara Embora fosse ela bela. Como rubro diamante, Sob finíssima tela. Se dizê-la é meu empenho, Reprimi-la é meu dever: Se se escapar dos meus lábios, Oh! Deus, - fazei-me morrer! Que eu pronunciando-a não posso Mais sobre a terra viver.
Eu não te ordeno, te peço, Não é querer, é desejo; São estes meus votos - sim.
Eu não te ordeno, te peço, Não é querer, é desejo; São estes meus votos - sim. Nem outra cousa eu almejo. E que mais posso eu querer? Ver-te Camões, Dante ou Milton, Ver-te poeta - e morrer.
Ela! minha estrela, viva e bela, Que ameiga meu sofrer, minha aflição; Que transmuda meu pranto em mago riso.
Ela! minha estrela, viva e bela, Que ameiga meu sofrer, minha aflição; Que transmuda meu pranto em mago riso. Que da terra me eleva ao paraíso... Seu nome!... Oh! meus lábios não dirão!
Eu a vi - gentil mimosa, Os lábios da cor da rosa, A voz um hino de amor!
Eu a vi - gentil mimosa, Os lábios da cor da rosa, A voz um hino de amor! Eu a vi, lânguida, e bela: E ele a rever-se nela: Ele colibri - ela flor.