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Frase de Maria da Penha Boina

Flor roubada Lembra da flor vermelha que me ofertou? Estava no carro que a gente comprou Era linda, fiquei lisonjeada Depois, fiquei sabendo que foi roubada Logo me descontentou e, a deixei esquecida murchou no painel do carro Lembra dos espinhos que lá ficaram? Eu engoli os desgraçados com um sorriso no lábios Mas até hoje encontram-se em minha garganta entalados É assim a vida feita de pequenas nocividades que desvendam grandes enigmas da personalidade Uma flor roubada provoca grandes feridas Uma risada para o amor enfraquecido, desiludido um artifício para suportar até o momento da derradeira despedida.

Maria da Penha Boina

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Pensador.com

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Nirvana Sou meio abestada às artes manuais Engenho melhor as máquinas Introspectiva fico diante delas, fico imbecil e o silêncio enche o meu mundo, meio estúpido Vivo sossegada, descompromissada Diante de mim, uma parede acinzentada um varal com peças de roupas penduradas alguns sons que veem de fora, inidentificáveis Desenredo o meu silêncio em palavras turvas, mudas, inexatas Desprezo os clichês e as suas cópias desordenadas que quebram o fascínio poético daqueles que bem escrevem os seus nadas Assim, passo as minhas horas, encantada entre turbilhões de ideias vou afugentando as ditas realidades dessa sociedade cheia de crendices Desculpai. Mas não nasci para os afazeres banais para costurar as roupas rotas e almoçar ao meio dia e meia a minha didática de vida é outra Sei, desiludo, não sou de bom trato boa companhia Vou, conforme vai o vento lamento por causar desapontamento sou obtusa diante do compreensível.