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Frases de Maria da Penha Boina

276 frases

Frio de Outono Está uma tarde fria sinto pelos pés
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Frio de Outono Está uma tarde fria sinto pelos pés termômetro infalível Já é hora para um longo banho quente repudiar os edredons e cobertores que abrigam a cama esquecer o pijama de flanela e sem lamentos o corpo agasalhar calçar as botas e luvas e sair pra labuta.

Ambição parasita Você julga injustamente o sucesso de alguém que mal conhece? Você conspira contra essa pessoa?
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Ambição parasita Você julga injustamente o sucesso de alguém que mal conhece? Você conspira contra essa pessoa? Você esperneia, cospe fogo e escreve desprovido de juízo? Você se baseia sem conhecimento mais profundo que ela, a pessoa que você difama prescindi das horas de lazer investe em noites e mais noites debruçada sobre livros e mesmo assim, acorda cedo no novo dia Sem perder a serenidade e tendo bastante idade persiste na sua labuta na tentativa de livrar as pessoas da morte, como você, dos seres inferiores que matam parasitas. E você, peso morto? Imagina que a vida do outro é vivida de aparência Caso você tivesse feito a sua parte não se vitimizando no emprego e se fazendo de louco não teria perdido o seu "troco" Tivesse dispensado o casamento só pelo contrato acreditando na parte que lhe caberia Tivesse aberto mão de um funeral grandioso para o seu morto Tivesse renunciado as meretrizes e viagens e não almejasse seu sucesso à custa dos outros também teria tido êxito na vida Saberia o sacrifício que é poder viver de aparência aparência que você ambiciona humano parasita.

Dualidade Poesia e fraqueza a primeira, o medo, a utopia
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Dualidade Poesia e fraqueza a primeira, o medo, a utopia a outra, covardia Ao medo, a minha estima à covardia, antipatia Obra poética divina temor, fantasia revelada na emblemática pintura da Capela Sistina à irreverência do grafite não menos belo não menos poesia Caída no abismo, a fraqueza o lado obscuro da dicotomia o veneno? A covardia ocultando a dor realçada na pupila picha, rasga, queima e ridiculariza o medo, a poesia.

Favoritismo Ah! Tenho todo o direito de defender a moral política
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Favoritismo Ah! Tenho todo o direito de defender a moral política do meu belíssimo país Tenho sim o direito, sem doutrina partidária estou a favor de uma Nação libertária, expositiva sem necessidade do dedo que tenta a mim rotular e influenciar a minha ética ordenada Tenho sim essa liberdade a mesma que dou a todos e sem preconceito porém, longe do fanatismo do profundo egoísmo com o propósito do poder individual gritando aos quadro cantos que é pelo objetivo social Isso é nacionalismo extremista é poderá ser o caos Seja justo, faça a sua própria cabeça não preconize um ritual liderando ovelhas moucas só instigará parvoíce sem sentido, fatal Para ter senso de liberdade e democracia saia da sua zona de conforto dispa-se do pensamento infértil ande sobre a ardente fogueira do miserável assim será douto para manifestar opinião.

Divagação Eu quero uma cadeira quero uma escrivaninha
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Divagação Eu quero uma cadeira quero uma escrivaninha quero uma folha de papel em branco quero a folha de papel sem pauta sem pauta por não gostar de escrever em papel pautado escrever? eu quero uma caneta quero uma caneta da marca BIC BIC transparente, tinta azul, ponta grossa e com tampa a tampa da caneta é importante entre o ócio e o criar tira clipe é até cutícula coça orelha, limpa cantinhos entre um gole e outro do chá a minha exigência é muita não é fácil de realizar mas, quero mais quero um cesto de lixo para dispensar o maldito rabisco.

Despedida A luta foi grande, a esperança também mas, o que tentei fazer certo
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Despedida A luta foi grande, a esperança também mas, o que tentei fazer certo foi danoso Persisti, afundei no lodo Em cada luta uma derrota Em cada ponta de esperança apreciei inenarrável promiscuidade Segregada e ferida, foi-se a ilusão Hoje, mais velha e sábia permito-me caminhar sozinha como apoio, uma bengala de madeira que a minha mão com delicadeza abraça um busto masculino entalhado no mais precioso marfim.

20 de agosto de 2016 A maioria das agressões mascara o medo. A pessoa chega a tornar-se violenta em nome de ocultar o medo que sente, que a torna vulnerável e cheia de fragilidade. A atitude da pessoa em querer provar alguma coisa para mim, fez com que não sobrassem olhos para p…
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20 de agosto de 2016 A maioria das agressões mascara o medo. A pessoa chega a tornar-se violenta em nome de ocultar o medo que sente, que a torna vulnerável e cheia de fragilidade. A atitude da pessoa em querer provar alguma coisa para mim, fez com que não sobrassem olhos para perceber os milagres que acontecem o tempo inteiro por aí e ao redor. No dia 20 de agosto de 2016, algo oculto, libertou a pessoa desse medo. Percebeu então, que vida é muito maior do que os relacionamentos viciados. Nesse dia obtive o consentimento para viver o que eu realmente sempre desejei - LIBERDADE SEM CULPA.

Quando sonhadora Quando sonhadora prescindo de tudo
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Quando sonhadora Quando sonhadora prescindo de tudo eu me aventuro me divirto estudo trabalho talvez até, amo Arrasto para as minhas fantasias pessoas que se iludem das minhas peripécias Nossa! como fico ideal Quando me induzo sonhadora sou egoísta, até covarde mas, como não poderia ser? O sonho é somente meu no meu sonho posso tudo de resto o problema é seu.

Expectativa Quando cheguei achei que os olhares
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Expectativa Quando cheguei achei que os olhares seriam profundos seguidos por sorrisos tímidos e afetuosos e depois um longo abraço louco Afinal, era o primeiro contato Encontrava-me em um espectro de expectativas Quanto cheguei estava simplesmente perdida desesperada nada via, nada encontrava diante de uma brincadeira reles de esconde, esconde Depois de alguns minutos intermináveis o encontro Percebi um olhar vazio um sorriso irônico um abraço frouxo foi-se a minha fantasia Diante da circunstância, dura e cruel no embaraço, deu-se o laço que a minha mão em uma das pontas agarrou por muitos anos para ser puxado no momento mais conveniente à pensenidade fugidia.

Sutil artesã Este livro que com os olhos abraço vagando entre linhas e espaços
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Sutil artesã Este livro que com os olhos abraço vagando entre linhas e espaços me comoveu ao encontrar uma fotografia apreciei um rosto não sei bem se plebeu ou nobre não me interessou o que me encantou estava atrás, o encosto a almofada colorida amarela, cor de ouro com florzinhas de vergel amanhecido O meu peito de orgulho, inflou era ela a almofada resguardada, sem desgaste, impávida ela, tão distante, tão antiga e tão bela que cosi e talhei por puro gosto.

A Carta É hora de relatar a minha verdade, tudo junto e embolado. Sei lá a quem possa interessar, mas é assim, a minha verdade é sempre uma mentira para mim.
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A Carta É hora de relatar a minha verdade, tudo junto e embolado. Sei lá a quem possa interessar, mas é assim, a minha verdade é sempre uma mentira para mim. Sempre digo o que sinto verdadeiramente para os outros, mas para mim mesma, sempre minto. Escondo de mim as coisas boas da vida, tudo o que possa me levar ao êxtase. Tenho medo da verdade, ainda que pareço uma pessoa forte, sou mais fraca do que alguém possa imaginar. São tantos os meus medos que não tenho como expor. Não faço o mal, não desejo o mal. Se não posso ter uma opinião para o bem, me calo. Entrego-me as causas de pacificação, mas minto para mim. Minto para mim mesma sem misericórdia, sem paz interior. Tudo que é mais para fora é menos para dentro. Eu fujo de mim e doo tudo de melhor que na presença de mim mesma não consigo me dar. Não aprendi a conviver comigo, não sei quem sou, não me conheço. Meu cérebro é tão confuso que borbulha. Sou um espectro de mim mesma.

Quando eu morrer Quando eu morrer cante, grite, dance
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Quando eu morrer Quando eu morrer cante, grite, dance ao som de um rock progressivo com letra peculiar Beba, conte piadas morra de rir faça do momento a mais pura alegria Quando eu morrer não espezinha a minha alma esqueça as minhas terríveis condutas a vida é sábia, brilhante e justa

Recidiva Foge de mim aquela luz que gostaria de continuar a ver Perco já algumas lembranças, aquelas que jamais imaginei perder
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Recidiva Foge de mim aquela luz que gostaria de continuar a ver Perco já algumas lembranças, aquelas que jamais imaginei perder Algumas dores cessaram, sem que me esforçasse para isso Outras dores aparecem silenciosamente e incomodam Nada vem do corpo, surgem da animosidade É o homem em fúria destronado pelo episódio dos seus atos É o bem perdendo para o mal Nos pés dos poucos afortunados, a pele do animal em contraponto, os muitos descalçados É a impureza da memória do arbítrio à glória Pautado no desagrado, remanescente da história.

O baú do arco-íris Olá meu doce menino Onde você estava enquanto eu lutava
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O baú do arco-íris Olá meu doce menino Onde você estava enquanto eu lutava para encher o baú do arco-íris? Você estava no paraíso das alucinações viajando na ponta do arco-íris Meu doce menino Onde você estava enquanto eu lutava para termos um pouco do verão, céu azul e noites estreladas? Você só estava a espera do resultado do meu sacrifício Meu doce menino Assim não se pode ter o céu azul, nem noites estreladas nem verão nem nada Meu doce menino, hoje o céu não tem arco-íris e eu tenho o verão que quero onde quero conforme o meu sacrifício.