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Frases de Marco Felipe

28 frases

Mais um dia, mais uma hora, menos tempo em nossas vidas. Seja nas reflexões vespertinas, no cansaço diário, nas reflexões noturnas... Perdemos tempo ou nos perdemos no tempo?
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Mais um dia, mais uma hora, menos tempo em nossas vidas. Seja nas reflexões vespertinas, no cansaço diário, nas reflexões noturnas... Perdemos tempo ou nos perdemos no tempo? Tudo na vida tem seu ônus e seu bônus. Reflitamos mais um dia...

Podemos desmoronar ao simples toque de uma crítica. A escancarar nossos defeitos mais íntimos, colocando o dedo fino no nariz alheio
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Podemos desmoronar ao simples toque de uma crítica. A escancarar nossos defeitos mais íntimos, colocando o dedo fino no nariz alheio como dardos venenosos a nos atingir. Com discernimento e introspecção saberemos nos reerguer. Temos todo o tempo que não nos pertence, mas que nos permite viver em paz (ou não) conosco mesmos.

Andar na linha... em busca de um ponto final pausa, vírgula, ponto e vírgula.
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Andar na linha... em busca de um ponto final pausa, vírgula, ponto e vírgula. Nossas vidas formam um elo, corrente, engrenagem em que um depende do outro para movimentar-se e sobreviver. Ninguém é uma ilha, ilusão de quem pensa ser autossuficiente. O que buscamos para nossas vidas, o que o destino nos reserva? Pensar muito da um nó difícil de desatar. Melhor viver cada dia como gotas homeopáticas.

A noite, ahh a noite... Tempo que decorre entre o por e nascer do sol... para uns brilho,
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A noite, ahh a noite... Tempo que decorre entre o por e nascer do sol... para uns brilho, para outros solidão, para uns outros só escuridão, e outros mais, apenas alucinação provocada. Para uns descanso, sono, sonho, para outros produtividade, criatividade, insônia. Fim do dia que é noite. E começo de mais um dia que terá fim... Indefinido, até não estarmos mais aqui.

Escarnar a carne que cobre a alma em busca daquilo que nos cure
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Escarnar a carne que cobre a alma em busca daquilo que nos cure de íntimos sofrimentos: desilusão, angústia, ansiedade, melancolia, quer mais? quero sumir... essa dor que a olho nú é invisível que não é palpável. E não a encontraremos, pois perdido ficou na imensidão do ser e dilacera a carne que nos aquece a alma e que ao pó da terra retornará.

Tudo começou com uma palavra, um gesto, um abraço, um afago, um carinho. E finalmente um beijo. Criatura fragilizada, em pedaços, sentiu-se segura em seus braços.
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Tudo começou com uma palavra, um gesto, um abraço, um afago, um carinho. E finalmente um beijo. Criatura fragilizada, em pedaços, sentiu-se segura em seus braços. Ela não poderia se envolver, mas ela o desejava. Ela já não podia mais resistir, mas ele a seduzia. Ele prometeu juntar os cacos, jurou amor eterno. Em meio a ilusão, desejo e sedução, finalmente ela se entregou... Sem medo, sem escrúpulos, sem limites, só queria ser feliz. Foi se envolvendo numa teia e quando viu já não podia mais sair. Presa fácil e frágil. Ele mostrou-se voraz, feroz, covarde, dominador, aprisionador de almas... Abusou, torturou, agrediu; quanta dor sentiu. Quanto mais ela tentava sair mais ela se embaraçava, se enrolava, se machucava. A teia tornou-se arame, de arame tornou-se barra de ferro, prisão fria e dolorosa. Ela retorceu-se na prisão mental, gritou, chorou, sangrou e pagou um preço alto pra sair de lá. E ainda continua presa na teia mental, mesmo fora daquele mundo criado a partir de uma ausência.

MIOCÁRDIO A gente não comanda o coração Não conseguimos controlá-lo
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MIOCÁRDIO A gente não comanda o coração Não conseguimos controlá-lo Ele possui um sistema de condução de impulsos próprio Pulsa no ritmo da emoção O ser humano não tem controle sobre o seu ritmo ou intensidade Contrai amores, descontrai desejos Contrai dores, dilata sensações Pode bater forte por uma pessoa e por outra nem tanto Sentimento que corre nas veias e reflete no corpo Arrepio, borboleta na barriga, palpitação, sorriso espontâneo, prazer Somos seres com possibilidades infinitas Pulsantes, emotivos, ativos, racionais, indecisos Esse negócio de sentimento às vezes é complicado mesmo Entra um monte de incertezas na cabeça É a razão duelando com a emoção Desorienta, fica tonto, perde a noção Se optarmos pela emoção em detrimento da razão Sempre haverá perdas consideráveis Agora ou depois que a lucidez chegar

UMA QUESTÃO DE CONVENIÊNCIA Honestidade e mentira são como duas irmãs adolescentes que sempre estão em conflito entre si, mas que não desgrudam uma da outra, pois em cada uma há essência da outra. São irmãs gêmeas univitelinas.
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UMA QUESTÃO DE CONVENIÊNCIA Honestidade e mentira são como duas irmãs adolescentes que sempre estão em conflito entre si, mas que não desgrudam uma da outra, pois em cada uma há essência da outra. São irmãs gêmeas univitelinas. Tanto a honestidade quanto a mentira são uma questão de conveniência. Transitamos nos dois universos mesclando um ao outro de acordo com nossas necessidades. Honesto: atributo de bom caráter Mentiroso: atributo de quem falseia uma verdade Não sejamos hipócritas Podemos usar nosso bom caráter para falsear uma verdade Sejamos honestos, quem nunca mentiu que atire o primeiro mouse.

ASSASSINARAM O PORTUGUÊS A comunicação é um fator humano que não se mantém estática no tempo, transforma-se na medida em que o homem sente essa necessidade de mudança. Basta lembrarmos da palavra que alguns usam como cê, que aqui em Minas se diz ocê, que na verdade veio lá dos p…
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ASSASSINARAM O PORTUGUÊS A comunicação é um fator humano que não se mantém estática no tempo, transforma-se na medida em que o homem sente essa necessidade de mudança. Basta lembrarmos da palavra que alguns usam como cê, que aqui em Minas se diz ocê, que na verdade veio lá dos portugueses como vossa mercê, chegou no Brasil como vós mercê e se transformou em você. A língua é viva, dinâmica e esta sempre em movimento. A leitura e a escrita estão intimamente ligadas. A linguagem virtual está presente na sociedade como forma de comunicar-se desde o advento da Internet. Criou-se um novo dialeto próprio, o dialeto digital, uma nova maneira de comunicação mais dinâmica, mais diminuta, onde quase tudo se abrevia, encurta-se para ganhar tempo (vc, mto, qdo, td, lol, kd, vdd, vlw, s2, rsss, kkkkk). Se você conseguiu traduzir essas palavras considere-se digital. Escrever assim é fazer parte da construção de uma nova cultura colaborativa. O universo da Internet é terra de ninguém, onde qualquer um pisa e se expressa como bem entende. Há uma forte desconstrução linguística onde a norma culta é deixada de lado, para a construção de uma nova diversidade linguística, mas isso criou um preconceito linguístico. Português não é uma língua que se escreve exatamente como se fala, tampouco se escreve como se ouve, apesar de que muitos pensem assim. Muitas pessoas acham que por estarem na internet podem escrever de qualquer forma, escrever textos cheios de erros ortográficos e gramaticais, assassinando o nosso português com vícios de linguagem (menas, mendingo, prestenção, num sabe, iscrevi, min adiciona, axava, encinar, atrapaia, cem nosaum). “Xega né! Não mim juguem mau.” Na Internet nos deparamos com o Brasil verdadeiro, escrachado, onde lá encontramos todas as classes sociais, todas as raças, todas as cores, todas as crenças, todos os sons, todos os níveis, do semianalfabeto ao graduado, todo mundo num mundo só. Daí eu te pergunto: realmente importa que a pessoa se expresse sem erros de português, porém com palavras sem peso, valor e sentido ou é melhor que ela expresse espontaneamente suas ideologias e convicções fora da norma culta? O nível de escolaridade e a forma através da qual uma pessoa se expressa é irrelevante frente ao conteúdo que ela pode agregar ao nosso aprendizado. Escrever errado decorre da falta de leitura. Ajudaria muito se lêssemos mais livros, o hábito de ler sempre nos traz inúmeros benefícios. Falta esse contato maior com o livro, com a letra, com a literatura. Hoje se uma criança ganhar um livro ela vai perguntar: onde liga o livro, onde fica a tela touch, se o livro fala pra gente. A leitura de um bom livro é um exercício diário. Estimula o cérebro, a imaginação. Facilita a concentração. Nos deixa mais cultos. Enriquece o nosso vocabulário com palavras novas. Fixamos melhor as regras gramaticais e concordâncias verbais. Já a preguiça de ler é um mal dos tempos modernos. À medida que nosso tempo fica mais corrido, procuramos algo mais superficial e mais objetivo, mas às vezes falta informação para completar o raciocínio. Claro que também influi a maneira como o escritor discorre sobre determinado assunto, como a leitura prende a atenção do leitor despertando o interesse para que ele leia até o fim. O brasileiro não tem o hábito de ler, cerca de 40% da população leu algum livro no ano passado, a maioria escolhe um livro para ler seguindo esse passo a passo: - Olha se a capa é chamativa; - Lê a sinopse nas costas do livro; - Olha a espessura do livro; - Folheia bastante; - Olha o tamanho das letras; - Se tiver gravuras é bom; - Só depois resolve se leva ou devolve para a prateleira. Estamos ficando sem conteúdo, vazios como vaso oco, criando um vácuo intelectual enorme devido à correria dos tempos modernos. E isso reflete negativamente no Enem, numa entrevista de emprego, na criação de uma redação ou de um email formal, etc. Não estamos aqui para julgar, muito pelo contrário, que sirva apenas para alertar-nos devido ao fato de que não prejudique nossa busca de conhecimentos mais profundos, da formação de nossa opinião e visão macro de mundo. E não culpe os professores pelo seu desinteresse na leitura por favor hein. Perdoem-me por eventuais erros ortográficos e gramaticais.

COTIDIANO URBANO Uma mulher elegante rasga a multidão de transeuntes a passos largos com seu salto agulha. A tranquilidade do velhinho sentado no banco da praça incomoda alguns com sua conversa fiada e afiada.
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COTIDIANO URBANO Uma mulher elegante rasga a multidão de transeuntes a passos largos com seu salto agulha. A tranquilidade do velhinho sentado no banco da praça incomoda alguns com sua conversa fiada e afiada. O vendedor com voz de locutor grita na porta da loja as promoções do dia. Uma criança sardenta chora por um picolé de chocolate do Bené, e a mãe impaciente grita com o filho: - picolé no frio não pode senão inflama a garganta. Do outro lado da rua vendedoras bem maquiadas trocam ideias animadas na porta da loja deserta. O barbudo ambulante vende goiabas e peras gigantes na esquina jurando que as frutas são orgânicas. Ao seu lado um homem grisalho oferece produtos importados com o slogan “bom e barato”. As adolescentes mal saídas das fraldas comentam animadas no ponto de ônibus sobre a beleza do funcionário da padaria. Um rapaz “vida loka” compartilha seu funk “bombadão” com todos pelo celular barulhento enquanto observa as “novinha” passarem com seus micro shorts. Entremeio os carros ziguezagueia um ciclista aventureiro (ou inconsequente) pendurado numa roda só. Uma senhora de idade avançada para na faixa de pedestre, tenta atravessar a rua sem sucesso, pois os motoristas a ignoram. Já a mulher marombeira atravessa facilmente fora da faixa, pois para o trânsito com sua roupa de academia dois números a menos, destacando suas curvas, celulites e culotes. Uma moça em seu vestido esvoaçante atravessa a rua falando ao celular, quase é atropelada, é buzinada e nem percebe. Já sua amiga distraída segue no mesmo caminho colocando em perigo a vida do seu poodle encardido. E a senhora de idade ainda esta lá tentando atravessar na faixa de pedestre sem sucesso. Um jovem oriental com camiseta de super-homem ajuda o deficiente físico com suas sacolas até o ponto do ônibus. Aqui uma estátua viva finge-se de morta para sobreviver. Acolá artistas de rua também se esforçam para agradar e esmolar uns trocados. Meninos e meninas saem animados da escola, tagarelas, brincalhões com uniformes surrados e imundos depois de uma tarde de aprendizado diverso. Um homem calvo fala ao celular, gesticula, anda pra lá e pra cá, esbraveja como se quisesse que a pessoa se materializasse na sua frente para que pudesse apertar o pescoço do infeliz. Pessoas se acotovelam, se empurram e se espremem para entrar no coletivo lotado “soltando elogios” para todos os lados, lei do mais forte, do mais esperto ou do menos educado? É o cotidiano urbano. Vida que vai e vem, vem e vai. Pulsante desafio diário, sofrível, recompensador, aprendizado. Olhe à sua volta... Qual o sentido da vida quando se vive uma vida de gado confinado? Pensou na mesmice desse mosaico vivo? E o mendigo indigente a tudo observa em silêncio tragando sua bituca de cigarro. Rosto cadavérico, raquítico, cabelo encruado, mãos calejadas, homem vivido. Ele é como uma sombra que quase ninguém vê, o qual a maioria prefere apenas desviar o olhar e o corpo para nele não roçar. Ele observava a tudo e esboçava um sorriso de canto de boca por não entender a natureza humana, tanta aflição, agitação, tanta correria pra que. Ele vive como “Carpe Diem”. Aproveita ao máximo o agora, vive dia a dia, só se preocupa com o que matar a sua fome e matar o vício antes que morra. Sentado no chão em meio à multidão, aspira a fumaça dos veículos, a poeira dos calçados frenéticos, o odor alheio, em silêncio. Ouvem-se as portas dos estabelecimentos baixando causando um frenesi imediato. Ansiedade latente, a agitação toma conta do ambiente, pressa pra voltar pra casa ou ir seja lá pra onde for. De repente a rua se esvazia de gente. Restam carros transitando e lixo parado nos cantos da rua. Mais um trago no cigarro, mais um gole de cachaça, mais um papelão para passar mais uma noite. E amanhã recomeçar novamente a vida de gado de cada dia, de cada um, de quase todos nós...

INTRUSO Ele entrou acompanhado e logo percebemos sua presença E foi logo falando aos nossos ouvidos coisas de arrepiar.
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INTRUSO Ele entrou acompanhado e logo percebemos sua presença E foi logo falando aos nossos ouvidos coisas de arrepiar. Um de nós questionou quem havia permitido esse intruso adentrar Alguém de lá gritou que ele mesmo abrira a porta devagar Vento frio de julho Chega atrevido sem fazer barulho Traz consigo sensações Esfria, resfria, arrepia Lugar fechado é um terror Coriza, tosse, muco, ardor Constipação, garganta, nariz Espirro, febre, mal estar, chafariz Farmácia, medicamento, injeção Põe na conta ou vai no cartão? E tem gente que adora inverno Porque é bom pra dormir Acorda gente...

ESTAÇÕES DA VIDA Ela era feliz com a vida que tinha quando ele cruzou seu caminho naquela tarde encalorada da primavera da vida,
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ESTAÇÕES DA VIDA Ela era feliz com a vida que tinha quando ele cruzou seu caminho naquela tarde encalorada da primavera da vida, na juventude mal iniciada dos dois. Sua felicidade aumentou de tamanho, mal cabia no peito. De início se encontravam às escondidas, faziam planos ousados, casar, ter filhos, emprego estável, bens materiais. o tempo passou... o seu amor por ele solidificou e numa tarde quente no final do verão da vida ele a deixou... mudou de casa, juntou suas coisas, a deixou desamparada. Pobre menina Ultimamente seu coração está apertado, dolorido, em frangalhos. É que o amor bateu na porta, entrou em casa, trocou os móveis de lugar e foi embora. Restaram a ausência, a carência, a saudade e a casa vazia de gente. Restaram os móveis empoeirados na sala, encobertos com tecidos encardidos pelo tempo. Um amigo lhe dissera que é assim mesmo, o amor às vezes nos prega peças, nos faz sofrer sem querer porque buscamos o melhor e ficamos na pior. Vou trancar as portas do meu coração disse ela revoltada. Desilusão dos sonhadores. E ela ficava debruçada na janela daquela casa olhando para o horizonte distante, como quem procura respostas no lugar errado. O tempo passou e numa manhã de frescor do outono da vida ele voltou, entrou pela porta do fundo e ela nem viu. A porta estava trancada com correntes mas ele tinha a chave do cadeado. E quando ela se deu conta os móveis já estavam arrumados, a casa estava perfumada, e lá estava ele sentado naquele sofá empoeirado a observá-la. Ela olhou nos seus olhos e caiu em seus braços, deitou-o em seu colo e pediu para que ele ficasse. E sonhou... E chorou... E sorriu... E ele fez promessas vãs. E ingênua que ainda é. tem a esperança de se casar no próximo inverno, num asilo qualquer.

DETOX NA ALMA Buscamos nesse mundo de concreto frio lotando consultórios e clínicas, algo inexplicável e abstrato que dê respostas para nossas mazelas, elimine dúvidas e que faça-nos sentir melhor do que somos.
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DETOX NA ALMA Buscamos nesse mundo de concreto frio lotando consultórios e clínicas, algo inexplicável e abstrato que dê respostas para nossas mazelas, elimine dúvidas e que faça-nos sentir melhor do que somos. Lotamos templos religiosos na busca de um algo mais que preencha esse vazio existencial que dói, corrói, dilacera e sangra. Sobrevivemos na certeza de que cada dia vivido torna-se um dia a menos em nossa existência aqui. Não temos tempo a perder, o tempo é finito e corre rápido, corremos contra o tempo, corremos atrás do tempo, corremos em torno de nossas ocupações úteis para honrar compromissos, corremos para preencher nossas ocupações fúteis, ainda sem entender que as atribulações fazem parte dos tempos modernos. Precisa-se urgente de um detox na alma para limpar impurezas mentais, eliminar toxinas deletérias, expurgar nossas inferioridades. Só assim teremos condições reais de fazer ascepsia contundente que vai refletir no subconsciente e nos mudar de dentro pra fora. Estamos cansados, exaustos, desmotivados, cercados de pessoas frias, tristes, sozinhas e vazias. Elas existem aos montes ao nosso redor, podem estar até mesmo no espelho do seu quarto. Estão disfarçadas com máscaras nesses rostos magros e surrados pelo tempo, e que sem dó nem piedade desmoronam nosso castelo de cartas com críticas vâs. Detox na alma... Queremos perder quilos de orgulho gorduroso, metros de egoísmo pastoso, inveja, soberba, arrogância, intransigência, ganância e tudo mais que apodrece o ser, sem esforço íntimo e sincero, sem dieta de pensamentos imorais, como se uma prece de palavras prontas resolvesse tudo. A quem queremos enganar além de nós mesmos? Contaminamos a psicofera terrestre, com emanações nocivas pesando a atmosfera como metal num desequilíbrio mental tal, que formam nuvens negras e pesadas acima de nossas cabeças ocas. Difícil raciocinar assim? Adianta reclamar sem agir? Por onde anda a tal felicidade? Perdemos de vista faz tempo dizeis. Visão limitada do nada, ela mora aqui dentro, está latente em nós. É hora de reagir, vamos lá, disseminar bons fluidos e contagiar almas afins. A esperança é o alimento da alma, quem quer morrer de fome? Detox na alma... Que seja leve, releve ofensas que seja doce, releve azedumes que seja simples, atreva-se a viver bem consigo mesmo. Agindo assim qualidade de vida virá sem que percebas. Ao invés disso vamos nos perdendo por aí entre murmúrios e lamentos, fruto de nossas más escolhas, de não enxergarmos um palmo a frente do nosso nariz comprido. E deixamos a esperança em dias melhores empoeirada num canto qualquer da consciência, esperando um detox na alma.

DEMASIADO Sempre ouço que de certos tempos pra cá tudo está demasiado frio demais
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DEMASIADO Sempre ouço que de certos tempos pra cá tudo está demasiado frio demais violência demais chuva demais corrupção demais sol demais carência demais calor demais ausência demais desrespeito demais ser humano de menos... Sempre foi assim eternas reclamações descabidas... Se em meio a pedras nasce uma flor no nosso coração pode florescer o amor basta regar com o melhor de nós com uma pitada de boa vontade e fé Uns preferem desistir a insistir isso é da evolução de cada um não aponte seu dedo magrelo pra ninguém apenas faça sua parte dê o seu quinhão de colaboração para transformar o mais em menos.

PARTÍCULAS HUMANAS Sua mente cria o seu universo íntimo e pessoal, intocável, íntimo, único.
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PARTÍCULAS HUMANAS Sua mente cria o seu universo íntimo e pessoal, intocável, íntimo, único. Em nossas vidas tudo é muito relativo, somos seres individuais, que em sua maioria pensam diferentes. Aquilo que é bom pra mim pode não ser bom pra você e vice versa são apenas diversidades de opiniões. Pontos de vista diferem... diferem do meu, que diferem do dele, que diferem do seu, Contudo nossos universos se interagem, se completam, se encaixam, se mesclam, interdependência mútua. Tudo se torna único, somos partículas humanas num todo invisível e indivisível na evolução do mundo que fazemos parte.

CAIXA DE PANDORA Às vezes fico encucado a pensar, se nossas mentes não são como uma caixa de Pandora,
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CAIXA DE PANDORA Às vezes fico encucado a pensar, se nossas mentes não são como uma caixa de Pandora, se não deixamos escapar outrora os males que afligem a humanidade Males que não podem ser desfeitos por falta de vontade o bem e o mal o bom e o mau de que lado estaremos no fim da linha tênue Lucidez e loucura sem mácula sem cura sem culpa Só nos resta a esperança que está trancada, lacrada e em segurança na caixa de Pandora.

EFÊMERO Naquela noite fria, chuva fina batendo na janela
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EFÊMERO Naquela noite fria, chuva fina batendo na janela ela olhava saudosa aquele guardanapo que dizia: "Atropelaram meus sonhos, me ajude a juntar os cacos" ela sorriu e pensou... como o tempo voa um ano já se passou desde que te vi relacionamento se fez presente você foi intenso e fugaz seguiu seu caminho e parte restante é só esse guardanapo amarrotado que eu escrevi pra você naquela fria noite de solidão e vazio. Naquela mesma noite numa cidade distante debruçado no parapeito 9º andar ele observava a cidade orvalhada silenciosa e adormecida na madrugada. Pensou consigo, hoje completaria um ano ao teu lado, juntamos os cacos, sonhamos juntos, por tolices te abandonei, utopias vãs, e cá estou solitário a imaginar a falta que você me faz.

ROMPA SEM POMPA Busque entusiasmo e otimismo nas coisas simples da vida, felicidade é algo que vai além de um feriado prolongado,
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ROMPA SEM POMPA Busque entusiasmo e otimismo nas coisas simples da vida, felicidade é algo que vai além de um feriado prolongado, segunda não é sinônimo de desilusão, pense fora da caixa, enxergue além do horizonte, rompa com os limites que te impedem de pensar, de exercer o raciocínio lógico, mude seus paradigmas, viver é mais simples que se pensa, abandone hábitos ruins, cultive virtudes, se acha incapaz? tente pra ver descongele, não cristalize pensamentos inferiorizados, foco, força, fé, no final tudo vai dar certo, não deu certo? e quem disse que é o final?

ILIMITÁVEL Queria sair de si e ganhar o mundo, conhecer lugares, pessoas, prazeres,
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ILIMITÁVEL Queria sair de si e ganhar o mundo, conhecer lugares, pessoas, prazeres, sentir o vento no rosto, sentir a chuva no corpo, sentir algo ao qual nunca havia vivido antes. Impossível... Então mergulhava nos livros: aventura, ficção, romance, poesia queria voar, correr, viajar sem sair do lugar sem fermentados, sem ilícitos, nem destilados, sem alucinação ou devaneios, apenas a imaginação como passaporte pra ir até onde sua mente o permitia chegar. E conseguia facilmente ir a qualquer lugar a qualquer hora mesmo preso naquela cadeira de rodas que o fazia ganhar o mundo sem sair do lugar.