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Frase de Marco Felipe

ESTAÇÕES DA VIDA Ela era feliz com a vida que tinha quando ele cruzou seu caminho naquela tarde encalorada da primavera da vida, na juventude mal iniciada dos dois. Sua felicidade aumentou de tamanho, mal cabia no peito. De início se encontravam às escondidas, faziam planos ousados, casar, ter filhos, emprego estável, bens materiais. o tempo passou... o seu amor por ele solidificou e numa tarde quente no final do verão da vida ele a deixou... mudou de casa, juntou suas coisas, a deixou desamparada. Pobre menina Ultimamente seu coração está apertado, dolorido, em frangalhos. É que o amor bateu na porta, entrou em casa, trocou os móveis de lugar e foi embora. Restaram a ausência, a carência, a saudade e a casa vazia de gente. Restaram os móveis empoeirados na sala, encobertos com tecidos encardidos pelo tempo. Um amigo lhe dissera que é assim mesmo, o amor às vezes nos prega peças, nos faz sofrer sem querer porque buscamos o melhor e ficamos na pior. Vou trancar as portas do meu coração disse ela revoltada. Desilusão dos sonhadores. E ela ficava debruçada na janela daquela casa olhando para o horizonte distante, como quem procura respostas no lugar errado. O tempo passou e numa manhã de frescor do outono da vida ele voltou, entrou pela porta do fundo e ela nem viu. A porta estava trancada com correntes mas ele tinha a chave do cadeado. E quando ela se deu conta os móveis já estavam arrumados, a casa estava perfumada, e lá estava ele sentado naquele sofá empoeirado a observá-la. Ela olhou nos seus olhos e caiu em seus braços, deitou-o em seu colo e pediu para que ele ficasse. E sonhou... E chorou... E sorriu... E ele fez promessas vãs. E ingênua que ainda é. tem a esperança de se casar no próximo inverno, num asilo qualquer.

Marco Felipe

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Mais um dia, mais uma hora, menos tempo em nossas vidas. Seja nas reflexões vespertinas, no cansaço diário, nas reflexões noturnas... Perdemos tempo ou nos perdemos no tempo? Tudo na vida tem seu ônus e seu bônus. Reflitamos mais um dia...

Tudo começou com uma palavra, um gesto, um abraço, um afago, um carinho. E finalmente um beijo. Criatura fragilizada, em pedaços, sentiu-se segura em seus braços.
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Tudo começou com uma palavra, um gesto, um abraço, um afago, um carinho. E finalmente um beijo. Criatura fragilizada, em pedaços, sentiu-se segura em seus braços. Ela não poderia se envolver, mas ela o desejava. Ela já não podia mais resistir, mas ele a seduzia. Ele prometeu juntar os cacos, jurou amor eterno. Em meio a ilusão, desejo e sedução, finalmente ela se entregou... Sem medo, sem escrúpulos, sem limites, só queria ser feliz. Foi se envolvendo numa teia e quando viu já não podia mais sair. Presa fácil e frágil. Ele mostrou-se voraz, feroz, covarde, dominador, aprisionador de almas... Abusou, torturou, agrediu; quanta dor sentiu. Quanto mais ela tentava sair mais ela se embaraçava, se enrolava, se machucava. A teia tornou-se arame, de arame tornou-se barra de ferro, prisão fria e dolorosa. Ela retorceu-se na prisão mental, gritou, chorou, sangrou e pagou um preço alto pra sair de lá. E ainda continua presa na teia mental, mesmo fora daquele mundo criado a partir de uma ausência.

Escarnar a carne que cobre a alma em busca daquilo que nos cure
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Escarnar a carne que cobre a alma em busca daquilo que nos cure de íntimos sofrimentos: desilusão, angústia, ansiedade, melancolia, quer mais? quero sumir... essa dor que a olho nú é invisível que não é palpável. E não a encontraremos, pois perdido ficou na imensidão do ser e dilacera a carne que nos aquece a alma e que ao pó da terra retornará.