Sempre acredito Que o melhor que Deus nos dá É o seu amor infinito!
Frases de Lurdes Bernardo
22 frases
Se tem saúde agradeça Se é feliz agradeça Se sabe sorrir agradeça
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Se tem saúde agradeça Se é feliz agradeça Se sabe sorrir agradeça Se está vivo agradeça E se está viva... Viva a vida.
Não olhe para trás A vida não tem costas.
“Nesta pedra” Nesta pedra onde me sento Vejo a terra em movimento
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“Nesta pedra” Nesta pedra onde me sento Vejo a terra em movimento Aqui venho descansar Aqui oiço a voz do vento Fico a ouvir o silêncio E o meu coração pulsar. Nesta pedra onde me sento Venho para meditar Sobre o amor que está no ar Onde te amo docemente Ouço-me em tom de preces Que me rogam que regresses. Nesta que foi a nossa pedra Onde sempre nos sentamos As sestas que aqui fizemos As cartas que aqui deitamos As músicas que compusemos. Quando estendíamos a manta Há sombra do castanheiro Enamorados cativávamos Tudo parava no tempo Esse em que nos alheávamos. Levávamos o baralho De cartas para jogar Mas de tão enfeitiçados Mimávamo-nos aninhados Com tanto amor para dar.
Um beijinho na ponta dos dedos! Tem muito mais peso que um carvão incandescente 🌹
"Verão" Batendo a estrada em paralelos Gastando as solas dos sapatos
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"Verão" Batendo a estrada em paralelos Gastando as solas dos sapatos Rumo à praia fluvial de Fornelos Descendo por vinhas e socalcos. Por estrada de frondosos castanheiros Descendo por carreiros até ao rio Aguilhão Que em dias de grande estio refrescam Nossas caminhadas em tardes de Verão. Sol escaldante em terras durienses De verdejantes relvados bem tratados Num ventre de águas transparentes Em correrias de tilintares soluçados. Espraiado em penhascos e vinhedos Numa bela orquestra de cachoeiras Por encostas e campos cultivados Entre penedos e silvados de amoreiras.
"No silêncio Deus fala" No silêncio Deus fala No silêncio eu o escuto
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"No silêncio Deus fala" No silêncio Deus fala No silêncio eu o escuto No silêncio me embala No silêncio eu luto. No silêncio eu chorei No silêncio eu sorri No silêncio eu tanto amei No silêncio rejuvenesci. No silêncio eu encanto No silêncio eu abraço No silêncio eu canto No silêncio eu traço. No silêncio eu semeio No silêncio eu calo No silêncio eu premeio No silêncio eu falo.
"Já me faltam as letras" Já me faltam as letras Para descrever esta natureza
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"Já me faltam as letras" Já me faltam as letras Para descrever esta natureza Nas saudades que o meu peito encerra Se enche toda a terra desta beleza. Terra minha poiso onde eu nasci Naquele morro que mais sobressai Não te veem mas meus olhos miram O que não viram meus ancestrais. Será que gostariam de ver agora A terra amada do seu coração Hoje! Fornelos já não tem aquela imagem Que em tempos floresceu o meu coração. Tantas horas tantas tardes tantas noites Tanta vida que se viveu em Fornelos Quantas saudades deixaram esses dias Que bons que foram, quantas alegrias. Velho Fornelos da minha juventude Aonde os dias foram de alegrias Tantas horas passaram em nossas vidas Tantas histórias de tantas magias. Vivências jamais vividas desses dias Que na memória repousam em sua casa Em anos áureos de tantas alegrias Que gostava de fazê-los regressar Ainda que fossem apenas por uns dias.
Vou ali e já venho Gastar as solas ao descer Até à praia fluvial de Fornelos
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Vou ali e já venho Gastar as solas ao descer Até à praia fluvial de Fornelos E do meu mergulho tirar prazer. Hei-de depois esticar-me ao sol A bronzear-me na relva um pouquinho A beber um ice tee fresquinho Ou a comer um geladinho. Quando o fim do dia acontecer E a casa de novo regressar Tentarei o prazer do luar Na frescura da noite a passear.
Na paz! Serei a calmaria, a sabedoria, a boa vontade,
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Na paz! Serei a calmaria, a sabedoria, a boa vontade, a pessoa certa para toda a verdade. a bondade e a plena harmonia, a alegria e a consciência sã do melhor dia a dia Entre o hoje e o amanhã.
"Há de tudo um pouco nesta vida" Os que valorizam e respeitam Os que menosprezam e enjeitam
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"Há de tudo um pouco nesta vida" Os que valorizam e respeitam Os que menosprezam e enjeitam Os interesseiros e intriguistas Os oportunistas e hipócritas Os que mendigam, os lambe botas Os parasitas que pouco ou nada fazem Os que no fundo não passam de farsolas Os manientos e armados em chiques Os que não passam de alambiques Os bem falantes e comediantes Os tristes de espírito ensanguentado Que só pensam em espezinhar os outros Os salafrários calhordas usurários Os pertinentes de enfado acentuado Os cabeças duras e casmurros Os peneirentos birrentos e turras Os calculistas e usurários Os fanáticos, lunáticos arbitrários Os pelintras armados em ricaços Os palermas armados em palhaços Os interesseiros e os marotos Os capazes e afoitos Os calvos e calados, Os sonhadores desenrascados Os senhores, os benfeitores, os retos Os cavalheiros os homens de bem, Os amorosos que se amam de paixão Os esposos de alma e coração.
“Na calmaria” Na calmaria da noitada Sai da sombria ladeira
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“Na calmaria” Na calmaria da noitada Sai da sombria ladeira A lua envergonhada Para se passear inteira. No vão daquela escada Soluçando em aflição Salta a Maria aprisionada Do seu carecido coração. Chega à rua sombreada E entre o lusco-fusco Vê a lua tão dourada Através do crepúsculo. Ficou então ali parada A sonhar com o seu amor Que a deixou abandonada Ao relento e sem pudor. Cheia de penas fugiu Não queria mais viver Descalça naquele frio Acabou por perecer. Mas logo os anjos desceram E a incensaram com carinhos Tão inocentes apareceram E a transportaram sozinhos.
“Quando morrer” Se a morte vier e me quiser levar Entrego o meu espírito para descansar
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“Quando morrer” Se a morte vier e me quiser levar Entrego o meu espírito para descansar Na graça divina me quero abrigar Minha alma em paz quero repousar. Meus bens terrenos de nada me valeram. Fui mais fiel àquilo que me ofereceram. Estimei muito o amor que me devotaram. Fui uma idealista a quem não prezaram. Aos que me estimaram...quero agradecer Amaram-me em vida...enquanto criatura. De quem em vida tanto me fez sofrer. Nem flores quero ter na sepultura. Meus amigos amei profundamente. Dividi com eles pouco do meu ser. Deles fui muito amiga. Mas lhes dei muito pouco do meu viver. Que fazer com a distância Que nos privou dessas exultações Mas ficaram para sempre na lembrança Instantes passados...boas ocasiões. Amei muito as minhas alegrias. A vida fantasiei de várias cores. Quis muito viajar, conhecer mundo Perdurei por esse desejo profundo. Algumas vezes espinhosa Hoje colorida e maravilhosa. Teve porém o condão de ser A vida que Deus me deu para viver.
A verdade não está no que cada um pensa! Mas naquilo que cada um sente.
"Tenho um abraço" Tenho um abraço e à tua espera Assim que chegares te estreitarei
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"Tenho um abraço" Tenho um abraço e à tua espera Assim que chegares te estreitarei É muito apertadinho de emoções Cheio de paixão e tanto bem. Vens cá buscar ou queres que o leve Naquele sonho que se tornou viral Na concretização da saudade Que juntos fomos regando devagar. Que enfadonha é a ansiedade Deixando em rebuliço o coração Penas esvoaçantes de saudade. Que a aproximação e a bondade Chegando em preces de emoção Encha de brisa suave esta liberdade.
"O brilho do sol" Quero ser a tua estrela... Em todos os desafios...
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"O brilho do sol" Quero ser a tua estrela... Em todos os desafios... Como o brilho do sol... Distinto em elogios... Estrela que do sol recebe... A sua luz cintilante... Ser a tua recompensa... A todo e qualquer instante... Que o brilho seja o fulgor... De teus olhos radiantes... Em que o meu e o teu amor... Seja sempre como dantes... Em que os beijos se tornem O açúcar dos amantes Seremos berço imortal Apaixonados...hilariantes.
“Um abraço” Um abraço te vou dar Meu amigo de coração
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“Um abraço” Um abraço te vou dar Meu amigo de coração Aquele abraço sincero Carregado de carinho E estimação. Abraços e beijinhos Queria abrir a excelência Para que sempre seja O tempo que passa e não volta Na solução do desejo Onde a tormenta se ausenta. E vira apenas desejo De realização real Entre um abraço e um beijo Sempre será Primavera No coração dos amigos Numa amizade natural.
“As férias” já terminaram Estou a chegar a correr
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“As férias” já terminaram Estou a chegar a correr Das caminhadas que fiz Para o corpo manter feliz E a minha mente crescer. Para convosco estar de novo Em felizes contemplações Companhias do meu espírito Que quando sozinha estou Sinto como reflexões. Neste corpo às vezes cansado Que ouvidos atentos já mal tem Em seu voar de pensamentos Deixa largar os seus também. De olhos semicerrados A retrospetiva faz Dos seus dias bem passados Mas que ficaram para trás. Acabou-se o que era bom As férias para o ano há mais Mais um ano se passou E a vida soltou seus ais.
"O amor" É como um jardim florido Onde o cheiro inebria
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"O amor" É como um jardim florido Onde o cheiro inebria Onde o calor dos beijos entontece Onde as caricias e desejos Se entranham na pele Onde o brilho dos olhos se espelha Onde o coração dispara a mil à hora Onde tudo se sente e aflora No corpo elétrodos faíscam Sensações esquentam e aceleram. Intensas... Sugam as entranhas. Há um vulcão incandescente Prestes a entrar em erupção. Um clímax de êxtase Extravasa a essência do amor. Raios de sol enchem de luz O âmago do ser, Num espaço celestial Acalma-se o peito arfante Engole-se uma lufada de ar. Uma sensação inexplicável Uma doçura inimaginável Só quem sentiu...
"Se eu pudesse iluminar" Se eu pudesse iluminar a Primavera Com o brilho dos meus olhos feiticeiros
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"Se eu pudesse iluminar" Se eu pudesse iluminar a Primavera Com o brilho dos meus olhos feiticeiros Esta vida seria uma encantadora quimera E os dias eram sempre domingueiros. Com o olhar embevecido de meiguice Tranquilamente sossegasse o coração Na luminosidade de uma traquinice Pudesse iluminar também o Verão. E assim a vida era simplesmente querida Num mágico e transmissível abandono Em que todas as rosas vermelhas da vida Florissem também o revoltoso Outono. E chegasse ao frio Inverno da saudade O calor que o mundo inteiro esquecesse Então travaria toda a minha ansiedade Aquela que os sentimentos adoecessem.
“Queimam em mim” Queimam em mim Estes dias de isolamento
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“Queimam em mim” Queimam em mim Estes dias de isolamento Tolhendo o melhor que a vida tem A liberdade em movimento Que nos deixam um pouco aquém. Bem basta que pare o tempo Para… Os que atravessam a fronteira Do desconhecimento Numa viagem derradeira. Cores onde estais? Neste invernoso momento De taciturnos ais Turvais-me o pensamento. Fugindo de mim mesma Das sensações sublimes Que a vida em surpresa Se fechou Com os seus crimes. Ensandecida de dor Sem direitos só deveres Em fachadas de calor Sem flores e sem prazeres. Vai correr tudo bem É preciso acreditar Seguindo o sumo bem Deus virá para curar.
E se Deus nos deu a alegria de acordar de novo Será porque quer que continuemos a viver Ainda que com os atropelos e engodos
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E se Deus nos deu a alegria de acordar de novo Será porque quer que continuemos a viver Ainda que com os atropelos e engodos A vida deve fazer-se de recuos e recomeços.