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Frase de Lurdes Bernardo

⁠Vou ali e já venho Gastar as solas ao descer Até à praia fluvial de Fornelos E do meu mergulho tirar prazer. Hei-de depois esticar-me ao sol A bronzear-me na relva um pouquinho A beber um ice tee fresquinho Ou a comer um geladinho. Quando o fim do dia acontecer E a casa de novo regressar Tentarei o prazer do luar Na frescura da noite a passear.

Lurdes Bernardo

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Pensador.com

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Outras frases de Lurdes Bernardo

⁠Sempre acredito Que o melhor que Deus nos dá É o seu amor infinito!
"Já me faltam as letras" Já me faltam as letras Para descrever esta natureza
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"Já me faltam as letras" Já me faltam as letras Para descrever esta natureza Nas saudades que o meu peito encerra Se enche toda a terra desta beleza. Terra minha poiso onde eu nasci Naquele morro que mais sobressai Não te veem mas meus olhos miram O que não viram meus ancestrais. Será que gostariam de ver agora A terra amada do seu coração Hoje! Fornelos já não tem aquela imagem Que em tempos floresceu o meu coração. Tantas horas tantas tardes tantas noites Tanta vida que se viveu em Fornelos Quantas saudades deixaram esses dias Que bons que foram, quantas alegrias. Velho Fornelos da minha juventude Aonde os dias foram de alegrias Tantas horas passaram em nossas vidas Tantas histórias de tantas magias. Vivências jamais vividas desses dias Que na memória repousam em sua casa Em anos áureos de tantas alegrias Que gostava de fazê-los regressar Ainda que fossem apenas por uns dias.⁠

⁠"No silêncio Deus fala" No silêncio Deus fala No silêncio eu o escuto
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⁠"No silêncio Deus fala" No silêncio Deus fala No silêncio eu o escuto No silêncio me embala No silêncio eu luto. No silêncio eu chorei No silêncio eu sorri No silêncio eu tanto amei No silêncio rejuvenesci. No silêncio eu encanto No silêncio eu abraço No silêncio eu canto No silêncio eu traço. No silêncio eu semeio No silêncio eu calo No silêncio eu premeio No silêncio eu falo.

"Verão" Batendo a estrada em paralelos Gastando as solas dos sapatos
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"Verão" Batendo a estrada em paralelos Gastando as solas dos sapatos Rumo à praia fluvial de Fornelos Descendo por vinhas e socalcos. Por estrada de frondosos castanheiros Descendo por carreiros até ao rio Aguilhão Que em dias de grande estio refrescam Nossas caminhadas em tardes de Verão. Sol escaldante em terras durienses De verdejantes relvados bem tratados Num ventre de águas transparentes Em correrias de tilintares soluçados. Espraiado em penhascos e vinhedos Numa bela orquestra de cachoeiras Por encostas e campos cultivados Entre penedos e silvados de amoreiras.⁠