Frase de Lurdes Bernardo
“Na calmaria” Na calmaria da noitada Sai da sombria ladeira A lua envergonhada Para se passear inteira. No vão daquela escada Soluçando em aflição Salta a Maria aprisionada Do seu carecido coração. Chega à rua sombreada E entre o lusco-fusco Vê a lua tão dourada Através do crepúsculo. Ficou então ali parada A sonhar com o seu amor Que a deixou abandonada Ao relento e sem pudor. Cheia de penas fugiu Não queria mais viver Descalça naquele frio Acabou por perecer. Mas logo os anjos desceram E a incensaram com carinhos Tão inocentes apareceram E a transportaram sozinhos.
No pensador.ai desde