Rum caseiro! Entrego-te nas mãos o meu jejum, enquanto despojo o teu. E sem pudor algum, unos, viramos lobo e fingido cordeiro!
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Rum caseiro! Entrego-te nas mãos o meu jejum, enquanto despojo o teu. E sem pudor algum, unos, viramos lobo e fingido cordeiro! Bebo um vaso por inteiro e de seguida mais um! O terceiro como o primeiro, soube a secura e bom rum! Por entre runs arfados, acendo mais um cigarro P’ra dar folga ao que não sei Ser banal ou bizarro! Trocamos de nomes, uns nobres, outros reles; Fundem-se prosas, taras e peles; Oh minha Deusa, dói-me tudo de te beber; Tenho a boca seca de te saber de cor; Os braços gritam queixosos, de te abrir o ventre a rombos de machado! Bendito o néctar que dá calor e nevoeiro! Beija bem, é doce mel beijoqueiro! Não tenho em mim, poro que não chore, nem cigarro que chegue ao fim! Acendes-me uma fogueira que me quer cortejar, Aquecer ou talvez amar... Mas a chama vai fraca, assim como a força do nosso enredo Que joguei ao lume… Fico tonto, de tanto olhar o céu, revoado de anjos e demónios! Uns, querem-me enviuvar, outros casar! Pergunto aos primeiros: De que vale amar Se quase ninguém o sabe fazer? Talvez a minha sina não seja essa, Talvez seja só procurar! Era o que havia: Amor bastardo, um cinzeiro, lume e rum caseiro! Bebemos tudo... O que havia p’ra amar!