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Frase de Luis Mateus

⁠Rum caseiro! Entrego-te nas mãos o meu jejum, enquanto despojo o teu. E sem pudor algum, unos, viramos lobo e fingido cordeiro! Bebo um vaso por inteiro e de seguida mais um! O terceiro como o primeiro, soube a secura e bom rum! Por entre runs arfados, acendo mais um cigarro P’ra dar folga ao que não sei Ser banal ou bizarro! Trocamos de nomes, uns nobres, outros reles; Fundem-se prosas, taras e peles; Oh minha Deusa, dói-me tudo de te beber; Tenho a boca seca de te saber de cor; Os braços gritam queixosos, de te abrir o ventre a rombos de machado! Bendito o néctar que dá calor e nevoeiro! Beija bem, é doce mel beijoqueiro! Não tenho em mim, poro que não chore, nem cigarro que chegue ao fim! Acendes-me uma fogueira que me quer cortejar, Aquecer ou talvez amar... Mas a chama vai fraca, assim como a força do nosso enredo Que joguei ao lume… Fico tonto, de tanto olhar o céu, revoado de anjos e demónios! Uns, querem-me enviuvar, outros casar! Pergunto aos primeiros: De que vale amar Se quase ninguém o sabe fazer? Talvez a minha sina não seja essa, Talvez seja só procurar! Era o que havia: Amor bastardo, um cinzeiro, lume e rum caseiro! Bebemos tudo... O que havia p’ra amar!

Luis Mateus

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Pensador.com

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⁠Amo-te assim! Amo-te assim, como o fogo ama arder E arremessar calor e luz do seu ninho;
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⁠Amo-te assim! Amo-te assim, como o fogo ama arder E arremessar calor e luz do seu ninho; Quero assim como ele, amar-te e morrer Contigo e assim arder devagarinho. Amo-te assim meu amor, e lá mais adiante Quando formos pó, poeira e coisa nenhuma, Debaixo da terra, serei teu amigo e amante, Serei teu mundo, até que ele nos consuma. Amo-te assim, tão-só e simplesmente, Que tão certo é Deus ser fé e piedade Como a minha boca que não te mente Ou estrelas e astros terem gravidade! Perca eu a voz, o chão e tu e de repente, Se este soneto não é, todo ele verdade.

⁠O primeiro amor Antes de tudo e todos, vem o primeiro Encanto, beijo, paixão, ou amor talvez,
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⁠O primeiro amor Antes de tudo e todos, vem o primeiro Encanto, beijo, paixão, ou amor talvez, Uma flor que se dá ou não por inteiro Ou o primeiro amor ou a primeira vez. Pousa a borboleta na flor de um jeito, Que no mel de seu ventre faz encosto, Como o tolo coração, que fora do peito Bate, antes de lhe bater um desgosto. O primeiro beijo é tépido e desajeitado, A prima paixão, tonta e sem medida E a primeira vez é um céu estrelado! Nada é eterno! Tudo é início e partida. E o primeiro amor dura só um bocado Até vir o primeiro desgosto da vida.

⁠Profetas Papaloni Certas tolas manadas de burlados credores Carregam profetas ilusionistas em andores
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⁠Profetas Papaloni Certas tolas manadas de burlados credores Carregam profetas ilusionistas em andores Que amestram uma tal curvada humanidade Num certo pasto d’uma reles fraternidade! Dizem cuidar d’um tal rebanho espremido, Da ovelha que lá foi e não devia ter ido, Como a que não sabe por onde tem andado: Se submissa, a pecar ou a roçar o pecado. Papaloni é ser um tal pastor engenheiro De questionável fé e duvidosa salvação, Que através de um tal medo aduaneiro, Cobra ao mundo uma certa contribuição, Porque uns dão um desatento dinheiro A uma irmandade atenta à desatenção.

⁠Mentir o amor A mentira severa que dura Engana a boca que a profere!
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⁠Mentir o amor A mentira severa que dura Engana a boca que a profere! É lobo sem lei nem bravura! É cordeiro em pele de engodo Que a todos dor confere. Vai cavando a sua sepultura E conspurcando de mágoa, O algodão que tinha no princípio. A língua ensanguentada É limpa depois com tintura, Pra desinfetar culpas e aflição! E nas entrelinhas do seu errar, Vai pedindo ao amor, Perdão! Mentir, Quem não usou já dessa pomada? O problema da mentira É a sua incontinência! Quando já nada a segura! Quando ela vira gente E mente, mente, mente!