Poeminha para flor Flor são flores São primavera
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Poeminha para flor Flor são flores São primavera De todas as cores Haste da quimera Falam de amores Amor as venera A flor tão bela!
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Poeminha para flor Flor são flores São primavera
Poeminha para flor Flor são flores São primavera De todas as cores Haste da quimera Falam de amores Amor as venera A flor tão bela!
Se ficar sem afeição O amor fica sem teto
...Tal como o suspiro carece da atmosfera A lágrima necessitar da emoção Em cada poema há quimera
...Tal como o suspiro carece da atmosfera A lágrima necessitar da emoção Em cada poema há quimera Em cada quimera oblação...
AMOR Amor... pode rimar com dor Com alegria, com essência
AMOR Amor... pode rimar com dor Com alegria, com essência Mas tua rima maior é o valor Deste vocábulo de cadência De “a” de alma, de acolhedor Para louvar, nossa reverência Para haver, mestre professor A base de todo o bem, referência Onde o coração pulsa no infinito No âmago desta retórica serena De estórias cantadas em manuscrito De vivência e de emoção plena Que nos leva a ensaiar o infinito Único, de tal palavra tão pequena E tão grande na existência, tenho dito!
Em cada verso sangrado, deixo um pedaço de mim
A existência é um caracol De curvas e lombadas Tem o breu da lua e o brilho do sol
A existência é um caracol De curvas e lombadas Tem o breu da lua e o brilho do sol Sobe e desce e algumas paradas Neste cordel, Amor tem que ter no farnel
Cerrado À sombra do pequizeiro Delirei a vida a sonhar
Cerrado À sombra do pequizeiro Delirei a vida a sonhar No uivo do guará faceiro Chora o meu recordar Nos galhos tortuosos Brotam as saudades De cheiros maravilhosos De infância, alacridades Tem gosto de gabiroba Aridez do sol a rachar Vigor doce de mangaba Buritis a nos sombrear Constrói o João de barro Nostalgias em todo lugar O vaga-lume tão bizarro Ilumina o meu poetar O horizonte é sem fim Onde põe a lua a repousar Lobeiras talham o jardim Das savanas a enfeitar A arapuá em sua cabaça Ornam o beiral do passado Ipês em flor pura graça Desenham o meu cerrado... Rio, 22/03/2011, 17’07”
Quando chove no cerrado Quando chove no cerrado Metamorfoseia por todo lado
Quando chove no cerrado Quando chove no cerrado Metamorfoseia por todo lado A natureza num abraço apertado Cada gota no chão empoeirado Sinfonia dos céus anunciado Alegria, pois chove no cerrado! Molha o chão, chão molhado Cê bem vinda! Esperado, rogado Quando chove no cerrado...
Amargura do cerrado Aqui no centro do cerrado Onde a chuva não chove
Amargura do cerrado Aqui no centro do cerrado Onde a chuva não chove Chora o pó sulcado Ressecado, onde o verde escorre Pelo vento que levanta o chão De sede que a existência morre E o céu que rubra em explosão O cinza que por ai colore O rincão árido de erosão O caboclo queixa por água Nas promessas em oração Das fendas escorregam bágua Suspirando bafo de sequidão De queimadas que frágua A amargura do sertão Poetado com carvão e mágoa O estio do cerrado em aflição...
Haverá quando não mais teremos importância Um ao outro seremos somente consonância
Eu em você, você em mim Hoje, preciso de você com qualquer humor
Eu em você, você em mim Hoje, preciso de você com qualquer humor com qualquer sorriso... Pode ser! Mas venha com amor Aqui estou pronto para oferecer Aqui cheio de terno calor E também louco por ter Se juntos podemos dispor Porque não então viver Caminhar lado a lado, onde for E ser eu em você e você em mim Transpassado o desencontro e a dor E nesta solidão por fim...
O fruto da fruta, tem sabor, cheiro, e é absoluto... Vem da labuta.
Primavera no cerrado Depois da chuva das flores Colore o cerrado de amores
Atrás da esquina da ilusão Ficaram os frustrados sonhos Os momentos enfadonhos
Atrás da esquina da ilusão Ficaram os frustrados sonhos Os momentos enfadonhos A lágrima de uma saudade A mentira em forma de verdade A flor oferecida com amor Murcha e sem o devido valor O olhar perdido na contramão Os soluços da magoada emoção A infidelidade do amigo A dor de se ter partido O amargor do coração ferido O sangue da injuria pela alma escorrido O perder-se entre a multidão Os valores, dignidade, razão O amor sem o perfume da paixão Todos, atrás da esquina da ilusão..
Desejo... Deixa que eu me perca neste contorno Deixa que eu seja este apetite
Desejo... Deixa que eu me perca neste contorno Deixa que eu seja este apetite Sem limite!
Se asas eu tivesse... As daria para a minha emoção Para buscar na imensidão
Se asas eu tivesse... As daria para a minha emoção Para buscar na imensidão Do teu olhar... O amor...
Sem fé Vazio é Não se fica de pé
Sem fé Vazio é Não se fica de pé E vive em marcha à ré...
Breve Verso de Ser Teu Sinto-te (ainda que não te toque) e canto o amor (ainda que não me ouças)
Breve Verso de Ser Teu Sinto-te (ainda que não te toque) e canto o amor (ainda que não me ouças) aonde eu for (ainda que não estejas comigo) cheio de ardor (ainda que pareça um amador) serei sempre teu ( ainda que não repare) somente teu (ainda que a eternidade nos separe)...
A despedida tem que ser devagarinho, até acostumar com a hora, tentando elastizar um pouquinho, o encontro de ir embora
E com toda a desaventurança É tão bom um dia de cada vez O renovo é a brida da esperança
E com toda a desaventurança É tão bom um dia de cada vez O renovo é a brida da esperança Nada é perene, tem sempre um talvez
Se procurar vai achar Não busque explicação Achismos é adotar
Se procurar vai achar Não busque explicação Achismos é adotar o inexplicável como razão. (da vida)
Soneto de um amor O amor é um delicioso balsamo Que perfuma a alma com afago
Soneto de um amor O amor é um delicioso balsamo Que perfuma a alma com afago Traz ao coração nenhum estrago E a doce felicidade, olhar calmo O amor quando se realiza Abre caminhos a emoção A alma se veste de paixão E a dor da solidão cicatriza O amor desperta saudade No carinho traz fidelidade Na razão é ingenuidade É poesia para o amador De rima suave e multicor Poetar o amor de um amor
Amor fingido, é igual: a falsa arte, pode ser idêntica mas nunca será autêntica...
Os retratos respiram A cada suspiro dado Do abstrato saíram