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Frases de Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

757 frases

Alma do Poeta Não habita todo o entendimento Na dor da paixão fragmentada
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Alma do Poeta Não habita todo o entendimento Na dor da paixão fragmentada Apenas parte do sofrimento Escorre pela carne alvejada Num complexo ato insano A esperança vem em porção Maquiando o olhar profano Da ilusão cheia de traição Enquanto aguarda o novo tempo Reparte o momento em fração Tentando reciclar o intento Em alívio, suspiros e emoção Na poesia não é muito diferente É a arte manifestando sua meta Em versos em elos de corrente Das partículas da alma do poeta

Mais que agrado Como é bom ter satisfação Tornar a alegria na lembrança
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Mais que agrado Como é bom ter satisfação Tornar a alegria na lembrança Lembrar dia a dia a emoção Emocionar com está aliança Chorar de prazer e paixão Estar apaixonado nesta usança Usar como regra está recordação Recordar no viver está dança Dançar no ritmo do coração Amar e ser amado com confiança Como é bom ter está adição Mais que agrado. Bonança.

Louco Na alegria escarno a tristeza Incógnito fico a rir e a chorar
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Louco Na alegria escarno a tristeza Incógnito fico a rir e a chorar Esta é minha louca realeza Doido, verso e reverso o poetar Cada desatino de ser violador Chora a minha total lucidez De um insano no seu fingidor Onde mascara a loucura de vez Se existir é que é muito louco Então existo mais que o viver Ser louco ainda é muito pouco Nos acertos do normal saber Sem rumo, louco, afortunado Desatinado e cheio de muafo Da vida, vivo para ser amado De amor, louco, sem parágrafo (Quero da loucura ser inventado!)

Minha poesia Cada verso da minha poesia Rima choro rima alegria
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Minha poesia Cada verso da minha poesia Rima choro rima alegria E neste côncavo e convexo A voz e o olhar estão anexo Na ilusão que delira cada trova Atadas ao afeto e posto em cova O que prova toda a alquimia Da paixão que tenho na poesia A lágrima escrita com sorriso Também escreve o improviso Da vida, com sua diversidade “Poemando” toda a fertilidade Da inspiração, do amor, da emoção Todas rimas vindas do coração A minha poesia é caipira é do mar Do cerrado, montanha, qualquer lugar (São falas da alma que se põe a poetar)

Pedaço de Mim... Em cada verso sangrado, deixo um pedaço de mim Largado nas trilhas do desconhecido confim
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Pedaço de Mim... Em cada verso sangrado, deixo um pedaço de mim Largado nas trilhas do desconhecido confim Da alma, que almejou sempre a emoção Florescendo nas margens do coração E nesta arte de rimador Se com alegrias, fantasias, realidades ou dor Fui sempre fiel cavalheiro Em cada estrofe, um aparente verdadeiro Se por acaso omisso, pura necessidade Pra não me machucar nos espinhos da rosa Oferecidos em verso e prosa A cada uma das lágrimas vertidas Das chegadas e das partidas Traduzidas na ofertada flor Das necessidades de um amor...

PRESÉPIO FACTUAL Na gruta de pedra fria Sob o céu e a estrela guia
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PRESÉPIO FACTUAL Na gruta de pedra fria Sob o céu e a estrela guia Nasce o Filho, da Mãe Maria... Reiterada com tantas outras na favela Entre os burros e os bois de todo o dia Na casinha humilde de porta e janela Os Josés e Marias de coragem e ousadia Encenam seus presépios a luz de vela Ornados de sonhos, ilusões e valentia Rangendo no peito está endurecida tramela Dos solavancos da labuta e da hipocrisia É um povo simples, pastor, de puída lapela No ontem, hoje a mesma analogia (Desigualdade) O homem não sabe do amor ter tutela Não quer na vida conviver com fraternidade.

Baú Purgando a resenha de meus sonhos Deparei com meus fados empoeirados
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Baú Purgando a resenha de meus sonhos Deparei com meus fados empoeirados Num baú de olhares de risos tristonhos E venturas soltas em escritos amassados Cambaleei entre minhas fragilidades Tentando ocultar as minhas fraquezas Como se possível fosse rasgar verdades De tantas alegrias e de tantas tristezas São tempos passados e repassados Agora relembrados num canto peculiar Se esquecidos também guardados No puro encanto de sempre amar Já nem lembrava de alguma situação Que faz vivar a alma em miragem De afeto, de amor, fé e de emoção. E que a esperança é que nos dá aragem... (Renascidos neste baú de gratidão... Pois aqui estamos só de passagem!)

Marias... Mães Mulheres, Mães, Marias Milenares, estrelas
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Marias... Mães Mulheres, Mães, Marias Milenares, estrelas Narradas nas poesias Castas, donzelas Prostitutas, mediomanias Branca Maria Preta Maria Magra Maria Gorda Maria Simplesmente Marias Amadas, amorosas Abandonadas Marias carinhosas Enamoradas, casadas Bravas Solteiras, sorrateiras Escora da cria Fervorosas, nunca frias Resadeiras, sempre Marias Traz a vida, parteiras Altas, baixas, metade, inteiras Marias verdadeiras Marias passadeiras Faxineiras Marias de fé Marias de Nazaré Marias mulheres De afazeres Marias de poderes Cultas, analfabetas Marias poetas Marias... Marias... Brindemos o champagne! É seu dia, todo dia, dia a dia... Todas as Marias numa só... Mãe

Navegar pela leitura é preciso Traz emoção, sonho, destino Nos aventurando no paraíso
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Navegar pela leitura é preciso Traz emoção, sonho, destino Nos aventurando no paraíso Do fingidor, do sábio, do divino Inspiradas no poder conciso Da junção grifada no livro. Tente! Experimente! Assim, sem qualquer compromisso Se deixando levar pela mente Mergulhada na imaginação E não mais que de repente Vai estar apaixonado pela composição... De corpo e alma ao ter o livro nas mãos.

Cordão da saudade La vai um cordão puxado por confete e serpentina La vai um cordão puxado por samba e marchinhas
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Cordão da saudade La vai um cordão puxado por confete e serpentina La vai um cordão puxado por samba e marchinhas La vai um cordão de índios, mascarados e colombinas La vai um cordão de farra nos pés das cabrochinhas Lá vai um cordão de ilusão de quatro dias de folia La vai o cordão da minha saudade destes dias Hoje sentado na janela vendo o que foi só alegria Tornar-se sem inicio e sem final No gosto de quero mais na nostalgia da quarta feira Num emaranhado e desengraçado carnaval.