Frase de Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado
Amargura do cerrado Aqui no centro do cerrado Onde a chuva não chove Chora o pó sulcado Ressecado, onde o verde escorre Pelo vento que levanta o chão De sede que a existência morre E o céu que rubra em explosão O cinza que por ai colore O rincão árido de erosão O caboclo queixa por água Nas promessas em oração Das fendas escorregam bágua Suspirando bafo de sequidão De queimadas que frágua A amargura do sertão Poetado com carvão e mágoa O estio do cerrado em aflição...
Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado
No pensador.ai desde