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Frases de Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

757 frases

quero... um bom dia um café
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quero... um bom dia um café sorriso e alegria pra melhor ficar de pé um beijo um par de torradas chá ao som de realejo as gargalhadas... um como vai? Carinho e carícias um abraço, aiai... Só boas notícias! e no fim da jornada, quero! um olhar como foi o seu dia? e um "eu te amo" pra finalizar. eu quero! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 25/02/2016 - Cerrado goiano

Sorriso Sorriso pinta a tua dor Da cor que se desejar
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Sorriso Sorriso pinta a tua dor Da cor que se desejar É ofertar com uma flor O triste pra se alegrar Sorriso abrevia o vazio Se nada mais restar Sorria um mirar macio Aprazendo o alheio olhar Sorriso traz à vida luz E aos dias só encanto Sorria para a sua cruz Sorria pro seu pranto E assim sorrindo, amar Num teatro fulgente A maioria irá pensar Que és um ser contente © Luciano Spagnol – poeta do cerrado Abril, 2016 – cerrado goiano

Elevação Chega um tempo, que as prioridades são outras O beijo na boca, a paixão desmedida, é bom, mas a vida metamorfoseia
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Elevação Chega um tempo, que as prioridades são outras O beijo na boca, a paixão desmedida, é bom, mas a vida metamorfoseia Os sacolejos, quedas, subidas, descidas, trazem ouras Aí o silêncio, a cama redolente, a pegada na areia São os reais sentidos E este tempo, traz horas, eternidade Amenizando os minutos feridos De desigualdade Então, só se quer pensamentos perdidos Um abraço, o ombro simplesmente para chorar Dando a alma sentimentos sem conflitos Quietude Sem dizer nenhum termo Só querendo solicitude Tal qual necessita um enfermo Ter uma presença amiga Com sorriso, neste momento ermo O tempo de alguém nos presentear com uma cantiga Musicando o inesperado E neste apoio a vida prossiga Com esperança, e não o sentimento de estar abandonado Um gesto apenas Um olhar, que diga, você é amado Acariciando suas melenas Ao seu lado Chega um tempo, que o que vale são as afeições do céu e pouco as terrenas... © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 05/04/2016, 05'30" – Cerrado goiano

termo meus poemas são meus olhos falam com o juízo do coração
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termo meus poemas são meus olhos falam com o juízo do coração na alma destrancam ferrolhos enferrujados pela corrosão dos desprezos e embrulhos dos enganos da emoção e mesmo assim, entre rimas de dor que escrevo sem fim teimo nas estórias de amor © Luciano Spagnol – poeta do cerrado Abril, 2016 – Rio de Janeiro, RJ

Minerês Ô minas, arguém já te poetô Eu sempre tenho poetado
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Minerês Ô minas, arguém já te poetô Eu sempre tenho poetado E ainda poetando eu tô Cadquê, meu estadão amado Ocê é trem bão dimais E óio aqui os sêus mistério Tão difícil, decifrá jamais Tal arrilia é tão sério Que o poeta proseia, proseia E ainda fica o quê proseá... © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 27 de abril, 2016 – cerrado goiano Parodiando Patativa do Assaré

Fotografia e lembrança Um dia o hoje será um instante Perdido nas lembranças do ontem
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Fotografia e lembrança Um dia o hoje será um instante Perdido nas lembranças do ontem Os sonhos pareceram distantes E o passado aquém... Restaram os perfumes das flores Da mocidade perdida no tempo Em confusas paletas de cores De um fado em seu andamento Um dia fará falta e vira a solidão Lá da porta onde vimos a vida passar Os lamentos nos ouvidos secarão E a saudade vai nos abraçar... Um dia seremos fotografia e recordação! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado fevereiro de 2016 – Cerrado goiano

Saudade, palavra agridoce da dor Oh Saudade! Eu tentei tanto Esconder de ti na melancolia
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Saudade, palavra agridoce da dor Oh Saudade! Eu tentei tanto Esconder de ti na melancolia E ainda te revelas no meu pranto E na angústia de minha poesia É de um alguém, um lugar Se afirmar, estarei a mentir Se minto é pra me preservar Se tu vens, rendo-te no sentir Se povoada está a minha nostalgia Nas palavras gosto de amarga aflição Frouxo estão os ponteiros da fantasia Que ritmam os temperos do coração É vazio cheio sem que se possa ver Solidão da alma no pleno amor Grito na escuridão sem comover Saudade, palavra agridoce da dor... © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 04/05/2011, 01’33” – Rio de Janeiro, RJ

Apanhador do cerrado Uso o meu olhar para apanhar o cerrado As palavras tortas compõem o mato crivado
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Apanhador do cerrado Uso o meu olhar para apanhar o cerrado As palavras tortas compõem o mato crivado De cascas grossas, cascalhos e céu estrelado O chão na temporada de sequia, é maltratado Os jatobás fatigados tão firmes como as perobas Rodeiam os pequizeiros, tão "bãos" como as guarirobas Cheiro forte sabor da terra, como as doces gabirobas Entendo bem o sotaque é o povo deste chão Sou daqui, tenho respeito a toda esta tradição Povo das sucupiras, flores rasteiras e abelhas arapuá Tudo aqui tem força, tem suor, é aqui, é acolá Assim como a magia do canto da seriema e do sabia Deste cerrado místico, torto, certo e errado, sempre a brotar Que o tal desencanto encanta o poeta no poetar Este quintal que é o maior do mundo, que faz sonhar Me faz ser apanhador do cerrado, no meu versar. © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 30/03/2016, 22'22" – Cerrado goiano

SONETO SAUDOSO Choro, ao pé do leito da saudade Que invade o corpo sem descanso
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SONETO SAUDOSO Choro, ao pé do leito da saudade Que invade o corpo sem descanso Se fazendo de fiel cordeiro manso E a agrura numa brutal velocidade E vem me trazer recordações, afeto Tão apetecida em tempos outrora Agora na ausência, lerda é a hora E cruel a minha emoção sem teto Chorei, choro por esta separação Neste fado dessa longa despedida Que partiu a vida daquela posição Se eu, tenho na sorte malferidos Aqui sinceramente peço perdão Movidos nos desfastios vividos © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 06/04/2016, 21'00" – Cerrado goiano

⁠CONCERTO… (soneto) Concerto... de performance revestido Em admiração e espanto, na cor canela
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⁠CONCERTO… (soneto) Concerto... de performance revestido Em admiração e espanto, na cor canela Onde o céu em rubor dispa da aquarela Musicando e luzindo o horizonte pálido Divinal, tal sinfonia com poético sentido Desce a túnica da noite com lua e estrela Deixando o sol com a alumiação de vela Num cenário de um sentimento prazido Orquestra, ó cerrado do Triângulo Mineiro No sossego e silêncio doidejante e faceiro Matizando o sertão com música e poesia São acordes de cores de um cancioneiro Cheio de harmonia e de mágico cheiro Compondo-se de atração nesta noite fria © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 17 de junho, 2020 – Triângulo Mineiro Olavobilaquiando