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Frase de Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

Elevação Chega um tempo, que as prioridades são outras O beijo na boca, a paixão desmedida, é bom, mas a vida metamorfoseia Os sacolejos, quedas, subidas, descidas, trazem ouras Aí o silêncio, a cama redolente, a pegada na areia São os reais sentidos E este tempo, traz horas, eternidade Amenizando os minutos feridos De desigualdade Então, só se quer pensamentos perdidos Um abraço, o ombro simplesmente para chorar Dando a alma sentimentos sem conflitos Quietude Sem dizer nenhum termo Só querendo solicitude Tal qual necessita um enfermo Ter uma presença amiga Com sorriso, neste momento ermo O tempo de alguém nos presentear com uma cantiga Musicando o inesperado E neste apoio a vida prossiga Com esperança, e não o sentimento de estar abandonado Um gesto apenas Um olhar, que diga, você é amado Acariciando suas melenas Ao seu lado Chega um tempo, que o que vale são as afeições do céu e pouco as terrenas... © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 05/04/2016, 05'30" – Cerrado goiano

Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

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ME PERDI, E ME ACHEI Não me perdi na imensidão... me perdi Na melancolia do cerrado. E me julguei
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ME PERDI, E ME ACHEI Não me perdi na imensidão... me perdi Na melancolia do cerrado. E me julguei No chão, e da terra então, eu me achei Se daqui eu sai, hoje, meu lugar é aqui Mas há ilusão no tempo, se acolá e ali Outros houve, e assim, eu então farei Caminho, na diversidade, caminharei Num ardor sublime, na terra araguari Ah! Ó saudade de cólera tremenda Os sonhos sonhados agora fugitivos E as lembranças ao coração inflama Poetizaram nas rimas desta lenda A emoção tão comuns dos vivos Os desenganos os deixo na lama. © Luciano Spagnol poeta do cerrado Novembro, 2018 Triângulo Mineiro Olavobilaquiando

O grito A angústia morde os lábios Árido de tanta perturbação
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O grito A angústia morde os lábios Árido de tanta perturbação A alma gretada cata os sábios Fundamentos do terno coração Ardendo o pedido de socorro Sufocados no amorfo pulmão Onde a erudição se faz forro E manta das quedas do coração O corpo chora as agonias E o alarido estridente uivo aflito Tentando cuspir arrelias Das entranhas num seco grito © Luciano Spagnol poeta do cerrado 06/08/2012, 18’58” Cerrado goiano