Frase de Luciano Spagnol (poeta do cerrado)
SUSPIRO OFEGANTE Que é saudade sem ter-te? apenas um vão Dum sentir frio e o vazio sem a face da lua O desejo sem te ter? Esvaziado na solidão Emoção que pelo céu a recordação flutua Passo a passo. O caminho sem ti? Imensidão Da noite usurpando o dia, grito e agonia nua Sofrência? Lágrimas, ai! E pranteia o coração Pra esquecer o encanto, a graça, prenda sua Que é de meu poetar? Calado e pobrezinho Sem o teu olhar. São palavras soltas sem lugar Peregrino solitário, infecundo e sem carinho Íngreme e pesado fado, sou eu sem instante Onde o afeto vive perdido e sem poder amar Na sobra da tristura e num suspiro ofegante! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado Maio, 11, 2021, 09’46” – Araguari, MG
Luciano Spagnol (poeta do cerrado)
No pensador.ai desde