Pular para o conteúdo

Frases de Lucian Rodrigues Cardoso

184 frases

Aeroporto em lotação Caos pra quem? Fato novo, mal moderno
Continuar lendo

Aeroporto em lotação Caos pra quem? Fato novo, mal moderno pro Eike ou pro João? Que não tem coisa melhor ver o rico, homem-fino indo atrás de um peão. Fato novo e coisa boa é ver o povo no avião. O aeroporto, as salas cheias, o operário, o “subalterno” ir ao lado do patrão!

Medida Provisória É medida provisória: “amor” tem que ser escrito com letra maiúscula.
Continuar lendo

Medida Provisória É medida provisória: “amor” tem que ser escrito com letra maiúscula. Vira nome próprio. Há de ajudar aqueles que não o tratam bem. Não deixará dúvidas de que tem que ser maiúsculo, em tudo e todo. Há de alguns descobrirem que não devem mais usar o “amor”, nem o “Amor”. Entretanto, há de aumentar nosso Amor.

Tua Magia Se teus olhos me encantarem, magia permanente,
Continuar lendo

Tua Magia Se teus olhos me encantarem, magia permanente, que dirá meu coração ao teu mago inconsciente? Dirá que são grandes o bastante para amedrontar-me, sucumbir-me, e simplesmente, enlaçar-me. Por magia esta, serei amarrado, enfeitiçado e teus olhos em fogueira, em fogueira brilharão porque resultantes à Santa Inquisição. Hereges, serão insultados, envergonhados zombados e, desde agora, farão do poeta, um encantado.

Bairro de Vó Ah, Santa Inez! onde não sabia
Continuar lendo

Bairro de Vó Ah, Santa Inez! onde não sabia o que era hora, dia ou mês. Onde os primeiros ensaios de amores mudavam de semana em semana e por não ser correspondido não sofria tanto, que dirá horrores. Agora as pinturas da Copa borrocaram. Os caracóis,linhas da queimada e do cruzamento, de pó preto bruto abarrotaram. Ah, Santa nostalgia! Essa música do Roberto - eu voltei, agora pra ficar... - dá uma saudade do ser pequeno, da praça, da Pestalozzi, da delegacia e do inconsciente ingênuo... Ah, Doces e amargas lembranças de Santa Inez! Não precisa ficar, rua da vó asfalto imendado amigos miúdos furingo de três. Eu volto até você pra que em mim você fique e volte toda vez.

Apareceu a vida: Aparecida Minha senhora, velhinha Aparecida,
Continuar lendo

Apareceu a vida: Aparecida Minha senhora, velhinha Aparecida, transpassara os tempos e os relógios da matéria não mais medem tua vida. Senhora velhinha, minha Aparecida, durma em paz e te descansa e vou cantar este poema que te lembra em minha vida. Minha velhinha, senhora Aparecida, te ofereço este poema e melhor que feito em morte é a homenagem feita em vida. E sempre, sempre que eu quiser, uma rima com a vida faz-se eterna minha senhora, minha velhinha Aparecida.

O olhar do poeta escapa Quintana disse: Ao olhar do poeta, não escapa nada.
Continuar lendo

O olhar do poeta escapa Quintana disse: Ao olhar do poeta, não escapa nada. Mas, não seria: O olhar do poeta não escapa à nada? Não! O olhar do poeta escapa, escapa à pessoa amada. E, quando escapa, tudo passa; o tudo é nada. O passarinho voa, treme uma asa pro poeta, nada. Uma nova estrela, revelou a Nasa pro poeta, nada. A formiga anda, adentra a casa pro poeta, nada. Se seu olhar somente escapa à pessoa amada, pode-se dizer que somente dela depende o tudo e depende o nada?

Que se revele o amor: eu não Pra que revelar este amor sem indícios de ser correspondido,
Continuar lendo

Que se revele o amor: eu não Pra que revelar este amor sem indícios de ser correspondido, se estes meus olhos não bastaram pra mostrá-lo conhecido? Pra me apontarem o dedo me zombando distante da realidade dizendo ser invenção um sentimento de verdade? Não! É que as noites, como esta que perco por ti, poderão e devem ser as mesmas em que sonhas sem mim. Portanto, não revelarei um amor inútil porque sem esperança deixo ele aqui, cá dentro, como dormíssemos feito crianças.

Redação do Trabalhador no ENEM “A educação é fundamental, é a chave para que o Brasil se torne de fato um país desenvolvido” (ROUSSEFF, Dilma. 2010). Ideia atraente em palavras e, disto, decorre a falsificação da realidade, bem como o seu mau-uso nesta mesma realidade. Falando…
Continuar lendo

Redação do Trabalhador no ENEM “A educação é fundamental, é a chave para que o Brasil se torne de fato um país desenvolvido” (ROUSSEFF, Dilma. 2010). Ideia atraente em palavras e, disto, decorre a falsificação da realidade, bem como o seu mau-uso nesta mesma realidade. Falando em realidade, nos atentemos a ela. Sábado e domingo, fiscalizando o Enem, deparei-me com o seguinte paradoxo: o trabalhador quer mudar de vida através da educação (nada mais bonito de se constatar). Entretanto, como mudará de vida através dela – da educação - se no dia anterior trabalhou o dia ou a noite inteira e, naqueles dois dias, estava diante de uma prova de 90 questões por dia (além da redação no domingo)? Com a licença de uma amiga a qual comentei isto, reproduzirei parte de nossas trocas de ideias. Ao comentar o caso, ela me disse que “a pessoa tem que estar focada, mas não tem como desistir. A superação é maior do que a realidade permite, a pessoa tem que se superar pra depois não se arrepender”. Pois bem, “focada”, o “foco do indivíduo”, “a força de vontade”. Isto é o que o Capitalismo auxiliado pelo pensamento Liberal faz alguns pensarem, pensar que só depende da pessoa e, desta maneira, se consegue, heroísmo e dotado de grande força de vontade, se não consegue, preguiçoso e sem falta de vontade própria, não se superou, fracassado. A amiga também disse da negociação entre trabalhador e patrão. Como haver negociação favorável ao trabalhador se o mesmo se encontra em desigualdade. Como esperar conciliação se há interesses divergentes? O governo não deve esperar negociação, ou melhor, não deve esperar “a falsificação de uma falsa negociação”, uma falsa conciliação. Meu pai é empresário, e pelo que lhe conheço, sei que liberaria – até orgulhosamente – seu funcionário caso ele pedisse folga no dia anterior à prova para “preparar-se melhor”. Porém, e se um dia lhe ocorrer de não “conciliar” o seu interesse com o de seu trabalhador? E se o seu trabalhador não tiver audácia – sim, pois para alguns empresários, tal pedido seria encarado assim – de pedir-lhe a liberação? Não há conciliação de interesses entre patrões e empregados. Não há conciliação entre capital e trabalho. Não se deve esperar a boa vontade do empresário. Desta boa vontade, o “inferno” está cheio. O governo, que se propõe ao lado do trabalhador, deve, de fato, defender seus interesses. Fracassados? Voltando a realidade daqueles dois dias, percebi que as duas senhoras que declararam ser trabalhadoras – uma, inclusive, trabalhando à noite inteira numa cozinha porque não atendida pelo patrão quando pediu uma “folga” – não estavam em mínimas condições físicas e psicológicas de fazer a prova. Sentadas na cadeira, lutavam pra manter os olhos abertos e fixos nas questões. No insucesso, uma delas entregou-se aos cochilos por várias vezes e a outra suspirava fundo, andava um pouco no corredor, ia ao banheiro, lavava o rosto – inclusive, me perguntando se, em algum lugar, conseguiria café, o que respondi em poucas (e dolorosas) palavras, como me foi incumbido, que não tinha conhecimento uma vez que era a primeira vez trabalhando ali. O que constatei observando as duas senhoras é que não, estas duas senhoras e mais milhares de outros trabalhadores não são fracassados, já são vencedores somente ao se proporem mudar socialmente pela educação, não podendo ser culpabilizados pelas condições que não lhes eram favoráveis, como foram a mim quando fiz a prova, descansado, sem ter trabalhado no dia anterior ou em quaisquer outros dias, ou seja, minhas condições - e a de vários “concorrentes” das duas senhoras naquele dia - era de preparo físico e psicológico, além de, é claro, teórico. (Estou aqui falando somente da preparação física – e, até certo ponto, psicológica - do trabalhador que é o imediato do exame. A preparação em outro sentido, qual seja nos conteúdos, é algo mais complexo pra caber neste pequeno texto, mas igualmente importante.) Além disso, constatei também que não se pode restringir algo que se propõe – e deve ser de fato – universal: o acesso à educação. Não falo da igualmente ridícula “concorrência em igualdade de condições”. No acesso à educação que se pretende universal, não há concorrência, caso contrário e obviamente, não é universal. Falo, pelo menos neste pequeno texto e mais imediatamente, de um caso dentre as diversas condições desfavoráveis ao trabalhador no acesso à educação, condições estas, falsificadas por frases de efeito, ideais e raras histórias de “superação pessoal”. Mais uma vez, voltando à realidade, a trabalhadora que tentou ficar acordada o tempo todo, por fim e vencida pelo cansaço, desiste de terminar a prova, desiste no meio de sua redação. Frustrada e cabisbaixa, desenha, cochila, desenha, cochila, desenha, coch... E o governo, que se diz preocupado tanto com a educação - encarando-a como indispensável pr’uma mudança social - quanto com os trabalhadores – haja vista que o Partido dos TRABALHADORES está à sua frente – nada faz nesta lamentável situação. Contraditório, não?

Súplica sóbria ao amigo Sempre que um namora é provável que um amigo,
Continuar lendo

Súplica sóbria ao amigo Sempre que um namora é provável que um amigo, este suma. Na paixão, hoje é Lais, Erika mineira uma do sul, Ana carioca loira em Piúma. Diego, grande amigo companheiro da vida noturna, apaixone-se pela Federação não ame a nenhuma que a boemia serve a paixão esta que bebe, esta que fuma.

Eu Três: Três Eus Eu com ela... Estou eu,
Continuar lendo

Eu Três: Três Eus Eu com ela... Estou eu, eu com ela. Em eu com ela, quem sou eu? Em eu com ela, sou eu com ela. Em eu com ela, sou eu e ela. Eu sem ela... Estou eu eu sem ela. Em eu sem ela, quem sou eu? Em eu sem ela, sou eu sem ela. Em eu sem ela, sem eu e ela. Eu comigo mesmo... Estou eu, eu comigo mesmo. Em eu comigo mesmo, quem sou eu mesmo? Em eu comigo mesmo, sou eu eu mesmo. Em eu comigo mesmo, sou eu o mesmo. Teu nosso meu... Tu, nós eu. Três formas do eu. Em três formas, sou eu.

Feliz Dia de Finados!? Neste dia, triste de finados, não mais o luto novamente,
Continuar lendo

Feliz Dia de Finados!? Neste dia, triste de finados, não mais o luto novamente, dever-se-ia “comemorar“ os filhos que estão vivos os pais que aqui ficaram a vida dos presentes. Pra lembrar de quem perdi, do meu querido ente, não preciso de uma data dum sentimento de um só dia como sentisse e fosse embora programado e de repente. Desfaz-se a chuva e comemore de forma diferente. Grite a vida – não sua falta, posto que os mortos que perdemos não existem - e desaparecem sem os seus sobreviventes.

Os Pais Não Morrem Transpassam os tempos não só da infância.
Continuar lendo

Os Pais Não Morrem Transpassam os tempos não só da infância. Na mocidade, velhice os pais não ficam nem na lembrança. Não são esquecidos, não há saudade. Os pais vivem, em corpo ou não, na eternidade. Os filhos , pelo tempo, limitados os pais não o são. Os pais são eternos, eternos, na de outro ser, limitação. Os filhos , reféns do tempo, parados são “as crianças”. Se agora adultos, por hora ficam pros pais, na infância. O amor dos filhos, de ser eterno, incapaz. Perenes ficam se um dia os filhos, virarem pais. Os pais só morrem caso vá os filhos, esses, sem fruto. E se os filhos morrem, deixando filhos , não há um fim os pais, eternos, desfaz-se o luto.

Mente vazia: oficina do coração Mente vazia, oficina do coração.
Continuar lendo

Mente vazia: oficina do coração Mente vazia, oficina do coração. O bem ou o mau bem simples ocupação. Produz o por vir se dotado de esperança. Na falta desta, o que obra lembrança. Abre cedo, já ao acordar. Dorme tarde, o trabalho dormindo sonhar. Salário,folga, aposentadoria direitos vários não tem. Trabalho escravo hora açoitando ou mesmo alegrando alguém. Povoando esta mente o coração há de parar? Povoando esta mente, alienação do produto, rotina excessiva, expropriação do trabalho... "mais-valerá".

A rima revela O seu nome, balbuciei ao lhe ver da janela
Continuar lendo

A rima revela O seu nome, balbuciei ao lhe ver da janela ao não ouvir me senti numa cela comigo mesmo travei uma querela pra gritar e mostrar à favela Que o seu nome, por rimar com novela e canela, não é Marcela ou sequer Gabriela Porque o seu nome, se inspirou este poema a ela que escrevi num balcão com Stella e selei com os pingos da vela, esqueci de botar o nome dela. Não importa. Só por rima o amor se revela.

O porquê não grito tua beleza Eu, ao falar que hoje estás bela, cairei em grande redundância. Há que se buscar outros elogios, categorias do admirar,
Continuar lendo

O porquê não grito tua beleza Eu, ao falar que hoje estás bela, cairei em grande redundância. Há que se buscar outros elogios, categorias do admirar, pra fugir do lugar-comum, este que é tua beleza diária. Estás esplêndida? Esplêndida és todo dia... Fantástica? És todo dia... Sublime? És todo dia... Maravilhosa? És todo dia... Todo dia és tu, tu e tua beleza. Calar-me-ei pra que, tolo, não grite o cotidiano. Admirar-lhe-ei somente, pois meus olhos também são os mesmos, diariamente. Há que se fugir do lugar-comum que é gritar tua beleza.