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Frases de Lucian Rodrigues Cardoso

184 frases

O Dia do Estudante Capixaba Os apitos, os cartazes as pernas, os gritos
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O Dia do Estudante Capixaba Os apitos, os cartazes as pernas, os gritos batucadas! A luta, não baderna, -“minha nossa!”- é a vanguarda organizada! E se são 4 ou 6 mil - me pergunto – o que importa pra gente que se uniu? Importa que não se vive mais no chumbo: o dia do estudante capixaba não é 11 de agosto, foi dia 3 de junho!

Cida e Maria Na falta da branca, as mães-pretas.
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Cida e Maria Na falta da branca, as mães-pretas. E a presença das pretas acalmava a da branca. Na falta dos filhos, o branco. E a presença do branco acalmava a dos filhos. Mães-pretas, me perdoem, roubei de vocês os filhinhos! Mães-pretas, me abençoem, no corpo sou branco na alma, neguinho!

De repente, amor e poema Preocupa-me o fato de não vir um poema. Daqueles poema concretos - vindo da mente pro papel.
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De repente, amor e poema Preocupa-me o fato de não vir um poema. Daqueles poema concretos - vindo da mente pro papel. Ouso-me fazer o inverso: papel para poema ser escrito na mente. Coço a barba, faço força, olho a hora, bato caneta no queixo. Esperançosamente, fico quieto e me vem uns dizeres ao fundo... E este é o poema que me veio de repente. Feito você, meu doce poema, que me faz sentir o leve peso destes versos e me veio de presente.

As vezes do poema Às vezes é uma insônia, às vezes é uma dor,
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As vezes do poema Às vezes é uma insônia, às vezes é uma dor, às vezes é uma alegria. Às vezes é um acaso, às vezes é um propósito, às vezes um cotidiano, às vezes um inesperado. Às vezes é uma mulher, às vezes um passarinho às vezes um terremoto. Às vezes é um vento... e o que é sempre é o poema que chega.

Primeira Sentado num sofá, teu sorriso fez-me dançar
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Primeira Sentado num sofá, teu sorriso fez-me dançar numa valsa dançante e me pus a acompanhar. Fixei-me em seu moldado olhar , que dum jeito querendo fugir -fugir da realidade. Levava-me contigo de toda essa maldade. Quissá que todas fossem alvas assim e teríamos neve enfim. Pena, não sou mais um menino. Quero amar deuses traçando meu já traçado destino.

Bravil Brasil minha terra que sempre prospera
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Bravil Brasil minha terra que sempre prospera país de guerra que a bola enterra. Brasil minha casa que sempre evasa país do jovem que se faz homem. Brasil pátria amada por que andas armada?! país do futuro já és bem maduro. Brasil...oh Brasil! Não se torne vil seja varonil cesse a guerra civil.

Negro Corredor Thiago, um grande-bom gago,
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Negro Corredor Thiago, um grande-bom gago, correndo da fome, correndo como homem. Em pedregulhos de vidros, em sonhos sonhados, ou sonhos vividos. Na casa simples, de caráter acolhedor, nas pernas finas - marcas de um corredor. Corre menino. Corre anjo-negro. Corre destino. Corre sem medo. Thiago: correndo de rimar, da rima com diabo.

Sintomas de saudade Eu vi. Eu vi a carência
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Sintomas de saudade Eu vi. Eu vi a carência nos olhos de quem só sente a saudade, tal força contida, virou já maldade. Eu vi. Eu vi peles caindo sem sentir a idade, que apesar de pouco tempo ecoava eternidade. Eu vi. Eu vi a maneira com que me olhaste apreciando cada instante, como querendo lembrar lembrar alguém distante. Eu vi. Eu vi, e senti.

Bairro Praia das Gaivotas (ou Gaivotas) É bom acordar-te sobre meus cílios, Gaivotas. É bom sentir-te nos ventos mais rebeldes, Gaivotas.
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Bairro Praia das Gaivotas (ou Gaivotas) É bom acordar-te sobre meus cílios, Gaivotas. É bom sentir-te nos ventos mais rebeldes, Gaivotas. É bom ouvir-te na mistura sinfônica de natureza e gente, Gaivotas. É bom olhar-te no aguardo da espumas da praia, Gaivotas. É bom, é bom, é bom, é bom , és tu... Gaivotas, Gaivotas, por mais quatro vezes que te descreva tê-la como minha é o que importa.

5 Aiaiai ou AI-5 Tô parado amarrado
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5 Aiaiai ou AI-5 Tô parado amarrado fui socado enjaulado e torturado. Tiraram meu poder tiraram meu comer tiraram meu dizer tiraram meu viver. Digo a eles: Não. Não deixo o país não o amo infeliz nem quero o bis dessa diretriz. Pois se o que querem é conseguir meu direito de ir e vir... ...To parado amarrado fui socado enjaulado e torturado... ...e eu jamais irei calar.

Terceira ou Nova Idade As pernas mudas já não respondem.
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Terceira ou Nova Idade As pernas mudas já não respondem. Os olhos caídos as coisas escondem. A boca amarga que os dentes somem. O cabelo ralo não só em homem. ''Temi o momento de ficar passado, de ser avô e de velho chamado. Pensei no futuro sobrevivo o presente e mais que nunca aspiro o passado, mas não me arrependo de ter-me usado. Hoje, jogado ao chão qual cachorro leproso qual miserável e turrão. Já brinquei perguntei solucei namorei casei duvidei não fiquei e hoje sei que nem tudo sei. Entretanto, perantei o governo, a sociedade a lei, eu jazei.''

Do tempo de amigos Vivo no tempo em que amigos
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Do tempo de amigos Vivo no tempo em que amigos podem ficar no meio do caminho mas nunca antes de completarem seu percurso. Estou no tempo que não se fabricam amigos - a fábrica fechou, qual único funcionário aposentou. Se acata a todos pra não ter inimigos. Sou do tempo que pra ser amigo basta um sorriso, não necessita talento, rodeios, palavras, dotes e nem tempo... ...afinal, tempo material não acompanha o sentimental. ...e digo mais... Sentimento não tem tempo Sentimento, tem momento.

Mulher do Jurerê Nunca perca este sotaque, minha catarinense
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Mulher do Jurerê Nunca perca este sotaque, minha catarinense Nunca perca este destaque, minha divina trance. Jamais perca este frio das tuas mãos, para que eu possa esquentar esquentar teu ganha-pão. Jamais perca o balançar dos teus voadores cabelos, para que eu possa verão à verão, pelo ares vê-lo. E, se posso, lhe faço mais um apelo: nunca e jamais leia estes versos de forma que, se não me queres, não venhas a fazer inverso.

Teu poema Procurando teu poema, madrugada a dentro - manhã chegou.
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Teu poema Procurando teu poema, madrugada a dentro - manhã chegou. Os teus traços, o teu encanto nenhum deles revelou. Prostra-se a manhã e não exito em te escrever. Fosse eu poeta fino, já diria - vai menino e te entregaria este fazer. Teu poema eu fiz agora, bem parece com você: texto único, obra ímpar, versos próprios em belas rimas que em poetas ou meninas eu jamais me pus a ler.

Espelho seu Seus olhos-de-cana me atraem pra cama,
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Espelho seu Seus olhos-de-cana me atraem pra cama, levam-me ao mar, fazendo incendiar. Tens beijos molhados, doces, amargos, salgados. Cabelos mexidos revelam segredos e os lindos vestidos encobrem-te aos pés sob encantos fiéis. Nossos corpos amarrados, cheiros entrelaçados num abraço colado qual fazem-me amado. Sorriso aberto sinto-me certo. Sinto-me bom. Sinto-me um. Sinto-me eu. Sinto-me dois. Sinto-me nós. Escuto sua voz que me leva pra longe e depois nos esconde. Deixa eu te amar, deixa eu sonhar deixa eu falar. Só não me deixe recordar.

Loura à Recantar Vontade de ir, vontade de rir.
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Loura à Recantar Vontade de ir, vontade de rir. Não posso! Fico sério. fico velho. Cê balança o cabelo, eu as pernas. eu pareço breve, Cê eterna. Passa um caminhão em nossa frente (intervalo de saudade), quando ele acabou de passar, sensação de eternidade. São uma e quatorze. Nós em horário de almoço. e não pára de trabalhar, o coração deste moço.

La Ventana Minha porta está fechada o mundo inteiro:lá fora
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La Ventana Minha porta está fechada o mundo inteiro:lá fora pessoas enterradas daqui, vejo ir tudo embora. Quando acendem as luzes, iluminam as ruas escurecem caminhos eu, só, viro Lua. Meu horizonte é humano cinzento,pobre-enriquecido minha paisagem é sombria respiro ar poluído. O meu alto se torna baixo e meu baixo é inabitado. Vos descrevo tudo que fotográfo da janela do meu quadrado.