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Frases de Lucian Rodrigues Cardoso

184 frases

Papo cabeça Minha querida Andressa, falastes coisas lindas
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Papo cabeça Minha querida Andressa, falastes coisas lindas e se eles acharam feias, não te esqueças: o mundo andas às avessas.

Velocidade: Menos Tempo Racional Humano, seguiste a lei da física:
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Velocidade: Menos Tempo Racional Humano, seguiste a lei da física: aumentaste a velocidade e no mesmo espaço há menos tempo. Encurtaste anos, dias, horas: da vida, paciência, relação, cultura, lazer, momento. Se a velhinha atravessa buzina-se pra apressar: aumentaste a velocidade mas não sobra uns segundos pra esperar o que julgas lento. Humano, pra que ser racional se em tudo que avanças como querendo algo poupar resulta numa eterna forma de endividamento?

Amor platônico Não se mostre como é que o desencanto me fulmina,
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Amor platônico Não se mostre como é que o desencanto me fulmina, eu gostava do que eras quando não essa mulher porque só minha menina. Em tua representação eu via o que queria, tua voz dizia coisas que com tamanha precisão parecia que eu sentia. Mas ao te conhecer é que me veio outra magia pois se tu me encantou é desta forma que é você. Não lhe cabias fantasia.

Um doce d’ocê Se somente à vontade sempre que estiver
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Um doce d’ocê Se somente à vontade sempre que estiver tua voz vai oferecer o doce de verdade não sendo um qualquer e é este som d’ocê, esteja em liberdade pra que sempre que quiser com tua voz, me enflorecer caso não saiba a verdade este homem quando quer faz-te eterna ao lhe ver. Pois se Minas lhe deixou essa fala bem mansinha duma forma ritmada, o capixaba transformou tua fala arrastadinha em palavra que é rimada, pois se o tempo não tomou teu jeitinho mineirinha não perca este por nada porque o mar cá não levou esta forma gostosinha da tua fala encantada. “Uai trem pela carona d’ocê obrigada!” O doce d’ocê, no pote-poema: estais bem guardada!

O poema dos pés descalços O poeta calçado só exalta o espírito,
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O poema dos pés descalços O poeta calçado só exalta o espírito, venda a si e ao seu companheiro que é explorado o poeta descalço sente na pele, luta e grita quando ao povo miúdo só resta o percalço porque o poeta, se calça o pé, fantasia a vida, esquece que de matéria ela é; se calça o pé, jamais sentirá (e denunciará) o que aflige a “ralé” já que calçado o pé do poeta não fica no chão; calçado o poema só serve a uma fria erudição; calçado lhe faltará boa fé posto que ao que (e quem) serve o poema se o poeta calçado não o sente pelo pé?

Bilhete Sob tua presença - física ou não –
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Bilhete Sob tua presença - física ou não – escrevi alguns poemas, devo lhe confessar. Este não, este não é mais um poema cuja pretensão é escrever e não pretender entregar. Este é um bilhete, um bilhete objetivo sem vontade de esconder-se e sequer querer rimar. Um bilhete endereçado sem ruídos e direto cuja função não é, se não lhe comunicar: estás a me encantar.

Não tenho pai Meu pai me disse um dia e esta coisa não me sai:
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Não tenho pai Meu pai me disse um dia e esta coisa não me sai: “não sei se ajo certo como amigo de um rapaz ou devo ser mais sério, eu nunca tive pai.” Não vejo a magia: se todos são “normais” briga, não brinca, “boa noite” “bom dia” todos formais; no tratar de assuntos, grana, carro, mulher que passa na rua, meu pai somos dois imorais. Te digo neste dia: não aprenderá jamais se tu não percebeu não é assim que faz porque inventaste um novo amor, vai muito além de pai.

Caçador de Ti Procuro numa parecida que já é comprometida.
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Caçador de Ti Procuro numa parecida que já é comprometida. Vejo que não tem seu dote ''Ufa! Que sorte!'' Procuro daqui, procuro sem fim corro depressa vou caçando coitado de mim. Loiras bem-vindas, de longe quem sabe, não sendo você, como são lindas? Assim como outras que usei, você, eu não achei. Concluo, já de ante-mão, que tu não passa de breve de uma breve inspiração.

Ler-te Se um dia, chegar a revelar-te tal poema,
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Ler-te Se um dia, chegar a revelar-te tal poema, lerás: que a lua é laranja e a praia é pra dois, que o queixo tem furo e os olhos externos redondos, que os lábios são alças e as mãos soberbas, que as pernas são longas e os dedos famintos, que os cabelos são náilons e o cheiro é de rosa, que o mundo começa com Jota, de Júlia e juntos. Nada de novidade! Mas lerás o que meus olhos já lhe ensinam: admirar o profundo tal poema em pessoa.

Querida Professora, Ubiracy Ubiracy, lembra-te sempre que Minas
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Querida Professora, Ubiracy Ubiracy, lembra-te sempre que Minas é logo ali. Lembra-me sempre que filosofar é isto aqui. Lembra-te sempre que tenho um pedaço de ti. Lembra-te sempre que és um pedaço de mim. Lembranças, lembranças, parte boa que lhe alcança . Querida professora, mergulhe no teu Titanic que te leva pra Minas e nos traz de volta à uma sala, pra fazer lembrar, lembrar minhas retinas.

Volta e meia Difícil, difícil depois de uma certa idade
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Volta e meia Difícil, difícil depois de uma certa idade não achar que os novos conhecidos são fictícios. Cópias fiéis de já conhecidos velhas historinhas, mesmas reações e a sensação d'eu já munido. Mas, me ocorre despercebido o novo velho que traz consigo, a esperança a tilintar. Me bate a angústia, me recomponho, e eu retorno ao começar.

Minh'alma Se soubessem os amores que tenho alma de poeta
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Minh'alma Se soubessem os amores que tenho alma de poeta talvez eternizassem todos pra mim. Se soubessem as meninas que tenho alma de poeta talvez olhariam todas pra mim. Se soubessem os pássaros que tenho alma de poeta talvez cantariam todos pra mim. Se soubessem as flores que tenho alma de poeta talvez se abririam todas pra mim. Se soubessem as ondas que tenho alma de poeta talvez espumariam todas pra mim. Se soubessem as luzes que tenho alma de poeta talvez acenderiam todas pra mim. Se soubessem as bocas que tenho alma de poeta talvez sorririam todas pra mim. E se soubessem todos que tenho alma talvez saberiam que há um poeta em mim.

Antiquado Porque os casados já não são mais namorados. Quando namorados:
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Antiquado Porque os casados já não são mais namorados. Quando namorados: as bocas se encontram, os cabelos são cobertos de carinho, as pernas sustentam no colo a amada, os olhos falam lindas palavras, e as mãos são grudadas . E por que, meu Deus, quando casados os sentimentos, já ocultos, se tornam disfarçados? Será porque: a boca fica amarga? os cabelos ralos, se tornam insensíveis? as pernas, mudas, não respondem? os olhos, fadigados, caem? ou as mãos perdem o tal imã? Pensando nisso, não a quero pra casar. Lhe pergunto, se comigo, pra sempre, queres namorar.

Guerra das Estrelas ou À procura de estrelas Que estrela é essa que brilha de duas cores
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Guerra das Estrelas ou À procura de estrelas Que estrela é essa que brilha de duas cores que não pára na conversa e que pros amantes não tem sabores? Que estrela é essa inventada pelos admiradores que é de prata e vai depressa e que é capaz de fazer horrores? Dum lamento, um som: Cadê Velhestrela de uma só cor Velhestrela de um sabor Velhestrela encantando admirador Velhestrela que não faz horror? Não se sabe por onde anda - ou não anda a luz outrora brilhante em cima do meu portão a luz que foi barrada pela própria luz, própria luz de nossa mão.

Mulher É mãe, filha.
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Mulher É mãe, filha. É pai, família. Quem quer que seja das quatro opções, será a mulher única e digna de todas canções. Pode ser sensível e uma das grandes guerreiras, pode ter um par ou ser uma que é solteira. Das que moram em casa às que moram na rua, das que admiram quadros às que veneram a Lua. Das que sabem ler às que sabem ver, das que amam demais às que tem um pé atrás. Quem quer que seja pessoa mui digna de emoções será uma mulher, em todas as formas razão-única das minhas canções.