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Frases de Lucas Strochinski

117 frases

⁠XXII - O Sussurro e o Estrondo Se atenção estiver prestando, o sussurrar das mais silenciosas almas ouvirá;
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⁠XXII - O Sussurro e o Estrondo Se atenção estiver prestando, o sussurrar das mais silenciosas almas ouvirá; mas, se não atenção prestar, nem o estrondar dos demônios será capaz de captar. Então, no silêncio busque ficar, para que, assim, possa enfim compreender o que parece vazio tem a oferecer.

⁠XXI - Porto Alegre Rua Alegria, do Bairro da Tristeza, em Porto Alegre, Estradas de vidros, muros de vielas, casas de panela.
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⁠XXI - Porto Alegre Rua Alegria, do Bairro da Tristeza, em Porto Alegre, Estradas de vidros, muros de vielas, casas de panela. Solitários em companhias, companhias sem velas, Malucos sem sequelas, pensamentos com parcelas. Se a localização procurar, talvez encontre o lugar, Talvez nem vidros ou muros tenham lá, Muito menos casas de panela ou solitários em companhia, Escrevo isso para não perder o meme que um dia via.

⁠⁠Poetas não amam, poetas declamam. Fazem cenários, constroem fantasias, Pintam amores em telas vazias.
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⁠⁠Poetas não amam, poetas declamam. Fazem cenários, constroem fantasias, Pintam amores em telas vazias. O verbo amar, em suas mãos, é moldado, Mas será que já foi vivido, ou só sonhado? Diz que ama, mas será que sente? Ou o amor é um eco, distante e ausente? Declama o desejo com precisão, Mas o coração pulsa ou é mera encenação?

Título: Temprano. eu não sirvo para relacionamento, pelo menos não no momento,
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Título: Temprano. eu não sirvo para relacionamento, pelo menos não no momento, tenho que resolver um tormento, consolidar a oscilação de sentimento! ⁠curar o peito por dentro, acalmar a mente por dentro, dar à alma algum alento, e, se for atento... ganho o momento. dedico mais um tempo a quem me deu o próprio tempo, que me salvou com seu tempo e me reanimou, gastando o seu tempo. mesmo sem estar pronto, espero estar sano, para valorizar este momento temprano!

Consulta Poética. Bom, pelos seus relatos… receito um soneto aos amores solitários
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Consulta Poética. Bom, pelos seus relatos… receito um soneto aos amores solitários dipirona não resolveria o caso então comecemos pelo dicionário Vejamos… perdido? não, está aqui. Quem sabe… Isolado? talvez, está só, também. E se… Sim, esse! Poesia, a melhor definição chama o médico que acabou o plantão. E atrás da receita tem meu cartão me chame se precisar… quem sabe de instruções para sua nova criação até mais, assinado: Paixão.

Frag-men-to. fragmentos de uma memória sem nome dedico a todas as memórias sem nome
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Frag-men-to. fragmentos de uma memória sem nome dedico a todas as memórias sem nome histórias acumuladas e algumas entrelaçadas momentos de alegria, tristeza e raiva dedico a todas as memórias já abandonadas que para alguém ainda perpassa com aquele calorzinho ao recordá-las mantendo vivo o que muito não se fala dedico a todas as pessoas passadas por nossas vidas que de alguma forma mudaram nossa rota, nosso estilo, nossa nota melhoraram ou pioraram o que vai e volta dedico a todas as cartas sem rota escritas em madrugadas de insônia ou prosa… algumas com profunda paixão aquela chama que fazia juras e serenatas, algumas no colchão… dedico a todas as namoradas… e às amigas também a saudade que bate no peito e diz: que saudade, meu bem aquelas conversas de quintal, aquele cantor nada afinado cantando com um enorme astral, quase arrebentando as cordas… do varal dedico a todos esses fragmentos, belos e medonhos contos de uma época de muitos outros contos alguns até bonitos, mas outros… ah, nem te conto desejo a você que valorize até esses desencontros perdidos em verso, perdidos em pontos mas vivos em algum fragmento com alguém ou algum encontro

Alcoólicos Anônimos A bebida, assim como a tinta, pinta minha ação e criação;
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Alcoólicos Anônimos A bebida, assim como a tinta, pinta minha ação e criação; às vezes alcoólica, às vezes não, palavras saem com precisão. Na manhã seguinte, vem a marvada, a ressaca chega, entre páginas marcadas, escrita borrada, grande enxaqueca, e uma dor nas costas, lascada da parafuseta. Já na enfermaria, observo a musa, jaleco branco e uma leve curva. Percebo as palavras e os pacientes; na minha vez, ela diz impaciente: "48 horas sem dependentes, ok?" E eu, poeta da recaída, sorrio, como quem sabe: "Doutora, meu único vício é a vida."

Gato Risonho. Lewis Carroll tava certo, aposto Talvez todo mundo aqui seja louco
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Gato Risonho. Lewis Carroll tava certo, aposto Talvez todo mundo aqui seja louco O Gato Risonho nunca errou E, seja qual for o lado, o jogo é doido As interações de hoje são dois cliques Nunca se viram, mas já tão no pique Não aprofundam, só se entregam E no fim? Só se pegam Quase sempre dá errado, normal É tudo rápido, tudo banal Baseado num "amigo próximo" De uma rede nada social Achar que ia rolar amor real Por algo ainda tão artificial Brincadeira de mau gosto, sem gosto Só mais um tempo perdido no bolso Chega, esquece, já deu errado Os solteiros juram que o app é afiado Mentira deslavada, se funcionasse Você já tinha até casado "Solteiro porque quero", sei lá Talvez só te usou e vazou E chega, não me encha mais o saco Isso pra mim não funciona, tchau, obrigado.

Princesa. Sabe, às vezes me pego pensando
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Princesa. Sabe, às vezes me pego pensando em como era, em como sou. Me lembro de ti, princesa, rica de alegria e esplendor sorriso lindo, cabelos cor de ouro, vivia como se a vida fosse o maior tesouro. Linda em todos os aspectos, pura até onde sabia, me apaixonava a cada vez que te via. E quando falávamos... ah, que alegria! Hoje és mulher traços sensuais eu vejo, cintura que faz minhas falas soarem como exagero. Pedi a Deus, tantas vezes, que me levasse ao tempo onde eras só um sonho meu. Infelizmente, não aconteceu A vida segue. Nunca volta. Já rastejei por lamúrias, lutei, iludi, feito sedutor de palavras enxutas. Tentei ser galante, charmoso, elegante mas eram mentiras astutas. Sou e fui um poeta errante, um louco sem remédios, um apaixonado sem amor, sem chama, sem teto. Não culpo ninguém. Fui eu que deixei a vida chegar a esse ponto. Sou o maior culpado pelos meus desencontros, um afastador nato! Dos que na minha vida se apontam. Por ignorância, relutância ou medo, blindo meu peito para novos peitos. Que homem mais triste: desistiu da vida antes de vivê-la, agora só vive na escrita, feito sombra esquecida, perdido no tempo, perdido na vida.

Traição. Se um dia fores traído, não se lamente, ria.
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Traição. Se um dia fores traído, não se lamente, ria. Nunca foi amor, foi conveniência com prazo de validade. Você nunca foi insubstituível, apenas útil, confortável, um par de sapatos gastos, trocado sem remorso. Mas não se engane, o erro não foi seu. Quem trai uma vez, trai sempre, pois já enterrou a própria dignidade. Agora, sem correntes morais, basta a mínima tentação para que caia, rasteje, como sempre fez. A traição vicia, corrompe, consome. É a combustão da carne podre, um fogo que devora corações, deixa apenas cinzas de cigarros na cama…

Fome de teus lábios Tenho fome de teus lábios, sede ardente do teu ser.
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Fome de teus lábios Tenho fome de teus lábios, sede ardente do teu ser. Algo em mim chama teu nome, num sussurro a te dizer… Quero ser tua lembrança, teu abraço ao entardecer. Ser o vento em tua pele, teu desejo sem porquê. Sente… Sente a brisa em meus dedos, o carinho a te envolver. Cada olhar, um segredo, cada toque, um bem-querer. Tenho tantos desejos… Uns puros, outros um gracejo, uns de cama, outros de beijos. Que vida amarga sem tê-los! Moça… Dá-me apenas uma chance. Sou de erros, sou de acertos, mas se há algo que eu sei, é que esse amor é tão certeiro. Já me perdi, já voltei, mas quando te vejo, eu sei: há paixões que o tempo não apaga, há histórias que não têm adeus… E se é amor, ele sempre renasce. Ele é sempre meu e seu.

Abismo. À beira do abismo, a alma em perigo,
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Abismo. À beira do abismo, a alma em perigo, um demônio adormecido, ao acaso, foi revivido. Despertado por seus vícios, potencializado por seus medos, na beira, sempre de riscos, vê olhos com puro tormento. Estava dormindo, como acordou? Ativado por ódio, quem ousou? Um risco pra si, pra ti, pra outros. Muito cuidado, nele há um monstro que já está solto.

⁠Título: Ponto e Vírgula. Leio tudo, ponto e vírgula, reticência, Interpreto com ciência, sem paciência.
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⁠Título: Ponto e Vírgula. Leio tudo, ponto e vírgula, reticência, Interpreto com ciência, sem paciência. Livro, artigo, mural cheio de escrita, Mas gente? Ah... erro de leitura da vida. Tento decifrar com olhar de doutor, Mas o paciente mente, sem pudor. Detalhe demais vira paranoia, E a mente, que lê, tropeça e se enforca na corda da lógica. A razão calcula, mas nunca acerta, Pois coração não segue linha reta. Entre vírgulas tortas e aspas erradas, O mundo é um rascunho de frases forçadas. Quanto mais eu leio, menos eu entendo, E quanto mais entendo, menos eu aceito. Se o mundo é um livro, sem autor e sem fim, Melhor fechar as páginas e reescrever um pra mim.

⁠Título: Homem.exe – Erro 404 Homem robótico, estruturado por processos,
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⁠Título: Homem.exe – Erro 404 Homem robótico, estruturado por processos, algoritmos e lógicas, peito de carne, mas semblante de ferro. Sentir? Ele sente, mas age como fosse um código-fonte compilado para ignorar a dor. Porém… Amar? Ele ama, mas antes de se entregar, roda mil simulações, calcula riscos, estatísticas, pesa variáveis no coração e quando termina… o fogo já virou cinza. A mulher? Ah, sim, a mulher... ela não esperou o processo. Cansou da simulação emocional. Fechou a aba. Deletou os cookies. E entregou seu amor a um homem menos robótico, menos travado, menos... bugado. E agora ele está ali, olhando a tela azul do destino, analisando onde o código deu errado, mas no fundo já sabe: amar não é um sistema lógico, é um vírus caótico, sem antivírus que resolva o caso.

Título: Coração de gente. Lógica de máquina, coração de gente Homem que anda igual toda gente,
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Título: Coração de gente. Lógica de máquina, coração de gente Homem que anda igual toda gente, mas não sente, igual os outros sentem. Circuitos frios, alma quente, preso entre cálculo e sensação, tenta prever, mas perde a razão. Vive prevendo na tentativa de viver, mas se machuca por não conseguir ser. Não é profeta, nem visionário, muito menos poderes tem. É apenas um homem que vê... o que os outros não veem.

⁠Título: Quanto Veneno? Quanto veneno se pode tomar
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⁠Título: Quanto Veneno? Quanto veneno se pode tomar antes de morrer? Eu te pergunto: quanto suporta? Grãos ou rios para entender? Às vezes, a melhor escolha é deixar ir, sem olhar para trás. Seja família, seja amor, ou um trabalho que te suga até não dar mais. Aprenda: nem tudo que cresceu com você precisa permanecer. Se te fere, limita, ou impede de crescer, é hora de desaparecer.

Título: Don Juan, Hoje Não. Agora vou apresentar, sem rodeio ou disfarce, Um trecho pequeno de meus desenlaces.
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Título: Don Juan, Hoje Não. Agora vou apresentar, sem rodeio ou disfarce, Um trecho pequeno de meus desenlaces. Como sabem, até o momento, Romance e eu? Puro tormento. Pois quase sempre acabo sem norte, Algo que para muitos é pura sorte, Mas para mim? Um filme de terror! Imagine só como o "eu" ficou… Só de lembrar já me dá tremor: O dia em que o pai dela veio me ver. Era romance? Era paixão? Talvez só uma grande ilusão. Não era romance, não era paixão, Mas eu, burro, tapei o coração. Iludi a moça, pedi sua mão, E veja só minha situação… Jamais achei que na confissão Traria o pai dela pra discussão! Meu coração, irmão, gritou socorro, Saltou do peito e pulou o morro! Nem muito, nem pouco, só um bobo, Achando que dominava o jogo. Nunca fui um Don Juan, não, Mas usei as malhas da sedução. E que roubada! Em vão tentei, Quase apanhei no portão, eu sei!

Título: Juntos, Talvez, Diferente. Eu morri e revivi tantas vezes que já não sei se morro ou se vivo,
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Título: Juntos, Talvez, Diferente. Eu morri e revivi tantas vezes que já não sei se morro ou se vivo, se vivo ou se morro. Não sei se confio em mais alguém. Bia, o tempo tem me ferido, me maltratado. Se eu ainda te tivesse e juntos crescêssemos, talvez fosse diferente… Estávamos muito distantes. Eu morava em outro horizonte, longe, muito longe… Ah, Bia... Não sei se, estando contigo agora, serei capaz de confiar, de me entregar, de realmente te amar. Viverei sempre com o eco e a sombra de que deixei de ser o primeiro. Posso ter sido, em teoria, seu primeiro namorado, mas não tive seus beijos, seus abraços. Não transamos alucinados como adolescentes apaixonados. Me desculpe... me desculpe... Sinceramente, talvez eu nunca volte a ser completo. Talvez viva para ser sempre esse idiota, nada esperto, que te perdeu antes e te perde agora por ideias bobas, que agora já não volta. Talvez seja por isso que não te ligo, que não te chamo. Não quero estragar esse falso sentimento humano. Quero acreditar que fui seu, e você, minha. Se me aproximo agora, o que será dessa miserável vida?

Título: Não Peter… ⁠ Fui apaixonado por anos,
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Título: Não Peter… ⁠ Fui apaixonado por anos, por uma mesma menina, por uma mesma mulher… dediquei sonhos e pensamentos, noites em claro, declamava meus lamentos… e sentimentos… Pensava por que te guardo a tanto tempo? Porque decidi deixar meu coração à relento? Uma decisão sem lógica, até bem ilógica… um menino que sonhava com contos de fadas, um homem na terra do nunca preso em facas, Despedidas e mulheres sem graça, Amores como mentiras e desgraças… Oh, menininha fui tolo, fui pan, não peter, não sã!

⁠Título: Arrancares… Quero-te arrancar… Arrancar do pensamento
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⁠Título: Arrancares… Quero-te arrancar… Arrancar do pensamento Arrancar do sentimento Estraçalhar nosso passado Neste exato… momento Esquecer seu beijo Apagar seu toque Desintegrar seu nome E Quem sabe visitar a morte Deixar tudo o que vivemos Deixar tudo o que sonhamos Deixar todos os arrancares E arrancar todos os deixares

⁠Poema-pé-de-valsa! Pé de valsa, valsa de pé, Quem é vivo, sempre é.
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⁠Poema-pé-de-valsa! Pé de valsa, valsa de pé, Quem é vivo, sempre é. Sabiá na manga do pé, Sapateando com pés de mulhe... Assobiando, como quem diz: — Ele é! Abacateiro lá do terreno Do Seu Zé. Moços na procura de doces, até… Aos "pé de moça", Doçura de raposa, Ao mel lá do Ceará — Ô doçura de encanta! Doçura de mulhe.