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Frases de Lucas Strochinski

117 frases

⁠Obra Criada. Aos olhos certeiros, uma arte criada, Na admiração, serás celebrada.
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⁠Obra Criada. Aos olhos certeiros, uma arte criada, Na admiração, serás celebrada. Beleza que passa, sem nova temporada, Mas não te preocupes, sei que houve morada. Não só fascinado, mais do que isso, De ti, novas obras e traços esculpir. Quem sabe um filho, mas quando, enfim? Hoje, amanhã... ou nunca, sim. Mas uma promessa a ti eu faço, Se não nos vemos no tempo escasso, Criarei de nós, num fim sem fim, Uma versão melhor de ti e de mim.

Título: O Lado Oculto do Espelho. Olho no espelho, mas não me reconheço, há algo além do que vejo?
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Título: O Lado Oculto do Espelho. Olho no espelho, mas não me reconheço, há algo além do que vejo? A sombra dos dias, o peso dos anos, um rosto moldado por desenganos. Se há verdade no reflexo, porque não me sinto inteiro? Partes de mim ficaram dispersas, em olhares, promessas e erros passageiros. Talvez o espelho não minta, mas também não diga a verdade. Apenas reflete o que já foi, nunca o que sou na realidade.

⁠Fake News. Engraçado, muito engraçado, Vejo uma desculpa para o autoritário,
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⁠Fake News. Engraçado, muito engraçado, Vejo uma desculpa para o autoritário, Disfarçado de palavras estrangeiras. Como assim, um gabinete que decide o que é verdade? Será que estamos diante de um Deus, E não de simples cidadãos? Pois o humano é falho, E muitas vezes, nem a verdade da mentira pode separar. Como pode, então, o Estado julgar o que é verdade ou ilusão? E se for mesmo mentira, por que precisamos de tal gabinete? Se um crime foi cometido, Não seria a calúnia ou a difamação a punição? Então por que o termo "fake news" virou O verdadeiro foco dessa miserável população?

⁠Fiel Minha fiel loucura Minha intensa tensão
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⁠Fiel Minha fiel loucura Minha intensa tensão Minha maravilhosa paixão Que surpresa ao te rever Segundos por minutos ficado Cada passo seu, eu petrificado. Momentos que o tempo tava quebrado Coração de emoções ficou tomado Você tão bela, tão hermosa me deixou à quilômetros do chão e por um tempo pensei em minha antiga declamação Seu olhar, seu sorriso, suas pernas, seus passos e meu peito de novo ficou sem você!

⁠Título: Talvez Eu Pertença ao Talvez. Gosto de ruas vazias, tão calmas, De rostos tristes — talvez por simpatia.
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⁠Título: Talvez Eu Pertença ao Talvez. Gosto de ruas vazias, tão calmas, De rostos tristes — talvez por simpatia. Prefiro as noites de poucas almas, Com poesias sendo minha companhia. Há uma alegria nas luzes apagadas, No som da chuva a varrer a cidade, E nos grilos que, entre pausas marcadas, Regem o silêncio com suave sintonia. O vento carrega segredos no ar, Um eco perdido, sem rumo ou lugar. Talvez eu pertença a esse divagar, Ao "talvez" eterno de sonhos fugaz. Um temporal não me traz tormenta, Mas uma dança onde me encontro inteiro. Sou um reflexo que ninguém sustenta, Uma sombra errante, sem paradeiro. No "talvez" eu habito — começo e final, Entre o vazio e o desejo de estar. Sou o instante breve, o ponto crucial, Que nunca se cansa de apenas vagar.

⁠Festa da Democracia. Cada eleição, um novo santinho no chão, Mas me pergunto: será que é santinho, ou não?
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⁠Festa da Democracia. Cada eleição, um novo santinho no chão, Mas me pergunto: será que é santinho, ou não? Santo quem suja a cidade e contamina a população? Ou é só mais um milagre da nossa civilização? Essa é a democracia, um verdadeiro festival, De desrespeito, cadeirada e gritaria infernal. Uma grande barbárie, mascarada de moral, Pra no fim, alguém corromper o que é "nacional". Quatro anos de bajulação e riso forçado, Aí começa o circo, quando o voto está do lado. Será que isso é mesmo democracia? Ou um grande hospício com ingresso de cortesia?

⁠Título: Primeiro Trabalho. Nada de incrível vou contar, Mas meu antigo serviço vou citar:
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⁠Título: Primeiro Trabalho. Nada de incrível vou contar, Mas meu antigo serviço vou citar: Ainda criança, PCs desmontava, Apenas aprofundei o que já me encantava. Estudei montagem e manutenção, Transformei curiosidade em profissão, E na loja de eletrônica fui trabalhar, Sem saber bem como me comportar. Uma visita certa vez fui fazer, E a bicicleta, veja só, esqueci de trazer! Meses depois, a surpresa veio então: Estava no cliente, guardada no galpão! Como explicar, no fim, tal situação? Ao meu antigo patrão!

⁠Título: O Fantasma. ilusório e presente, falso e consciente estou e não estou, uma presença desconhecida
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⁠Título: O Fantasma. ilusório e presente, falso e consciente estou e não estou, uma presença desconhecida vivido em poesias, mas carente de epifanias transparente e aparente estou e não estou, no presente? no passado? ou no futuro? um verso, uma rima um novo mundo um vislumbre do desconhecido me queres? saibas que sumirei mas estou aqui então me esperes! Precisou de mim? estou nas sombras suplique meu nome eu vou agir! cuidarei de suas feridas tratarei com cuidado, como uma flor em um vaso a beleza não fica em retratos mas em fragmentos do meu tato.

⁠Título: Lembranças. Fotos manchadas me trazem lembranças, de tempos que foram, de falsas esperanças.
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⁠Título: Lembranças. Fotos manchadas me trazem lembranças, de tempos que foram, de falsas esperanças. Rostos perdidos, amores desfeitos, sombras de risos há muito esquecidos. Fotos são mais, mas menos que tudo, revelam o ontem num traço mudo. Tocam feridas que já se fecharam, e fazem brotar o que sepultaram. Álbum infeliz, relíquia vazia, faísca no vento, cinza e poesia. Queimando as memórias, me ponho a sorrir, pois só o que arde se pode aplaudir.

⁠Título: Centelha. Quando te beijo, me sinto inteiro.
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⁠Título: Centelha. Quando te beijo, me sinto inteiro. Quando te desejo, o calor sobe ao peito. Das juras, a comunhão. Da promessa, a perdição. Quero-te junto, comigo, comovidos, vividos, crescidos. Do fruto, a beleza, vinda de nós — corpos que geram uma nova princesa. O resultado do calor, do amor, do esplendor, do sonho, onde tudo tem valor. Quem sabe a ideia de criador não me assuste mais... Uma versão pequena que, por enquanto, é nossa — Em breve, centelha.

⁠Título: Dias de prosa. Há dias que são de lua, silenciosos, cheios de brilho e mistério,
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⁠Título: Dias de prosa. Há dias que são de lua, silenciosos, cheios de brilho e mistério, onde a noite se desenha em prata e o tempo se espalha em versos. E há dias que são de prosa, de passos firmes e riso solto, onde as palavras correm soltas como vento na esquina do morto. Na lua, o silêncio canta. Na prosa, a vida dança. Entre um e outro, sigo fundo… no poço! escrevendo como estou dos ciclos do céu e do tempo… novo.

⁠Título: Poeta e o Mundo. Papel, tinta, verdades e mentiras, Sentimentos, ilusões, criações sem intenções.
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⁠Título: Poeta e o Mundo. Papel, tinta, verdades e mentiras, Sentimentos, ilusões, criações sem intenções. Doces palavras, amarguras divididas, Poeta do mundo, mundo do poeta. Verdades e falácias, Amores que vivem pra quem? De palavras e rimas, dedico a mim, Não há você, essa é minha forma de viver.

⁠Título: Única Rede. Quero me conectar com almas. Não celulares com internet,
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⁠Título: Única Rede. Quero me conectar com almas. Não celulares com internet, Quero beijos, boca a boca, O velho toque, tête-à-tête. Aqueles amores de época, Onde não havia telefone, Onde não havia rede, Pois a única era da varanda. Quero amores de verdade, Onde não havia grande vaidade, Onde não precisava fotografar, Para enfim na alma guardar. Hoje tudo é tão ligeiro, um amor que nasce e some, sentimentos descartáveis, feito stories, sem importância, sem lembrança, sem nome. Desliza a tela... some.

⁠Título: Escrevi à mão. A jovem mais bela, o sorriso mais sincero, um coração que ainda desconhecia a paixão.
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⁠Título: Escrevi à mão. A jovem mais bela, o sorriso mais sincero, um coração que ainda desconhecia a paixão. Até que, um dia, minha boca, sem consideração, disse a um amigo: "A olho faz um tempão..." Não entendo o que está acontecendo. Ele riu: "É paixão, vai acabar perdido, Lucão!" "Que paixão? Sou louco, maluco não!" Mas, para mentiras, eu sou bom, até que ele me convenceu a falar. Não tinha coragem, nem noção, então, uma carta escrevi à mão: "Serás minha? Sim ou não?" Tremendo, no papel deixei minha indagação, entreguei com medo, quase sem olhar, mas o "sim" que veio fez meu peito parar, a cabeça girar, os pulmões gritar. E num segundo, sem hesitar, quis ao mundo inteiro cantar o quanto feliz me fez ficar. E a felicidade, fugaz como o vapor do café, se dissipou com a mesma rapidez... Mas, nesse breve instante, a vida me ensinou que até o mais efêmero pode ser eterno dentro da memória ao qual guarda o peito.

⁠Título: Quebre o Bule Chá e café, no amargo e no mel, um gole na xícara, um passo pro céu.
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⁠Título: Quebre o Bule Chá e café, no amargo e no mel, um gole na xícara, um passo pro céu. Surto que vem, devaneio que vai, ciclo que gira, mas nunca se esvai. Quem lê, sente. Quem vê, entende. Quem não entende… que siga em frente. Cuspo loucura, engulo fissura, bebo a incerteza, mastigo a secura. O chá se derrama, se espalha, persiste, o bule trincado resiste, resiste… Quebre o bule, deixe cair, deixe o destino ferver e sumir. Loucura servida, sem cor, sem medida, fundo da xícara, fim da partida.

⁠Título: Meus Braços. Em meus braços Eu te sentia,
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⁠Título: Meus Braços. Em meus braços Eu te sentia, Em minha retina Eu te via. Com meus lábios Espremia O sabor, a alegria. Com meu coração Eu te acudia, Incendiava, falava, vivia. Enfim, eu te desejava, Como o vento deseja a brisa, Como o fogo abraça a brasa, Como a noite espera o dia. E assim, nos meus braços, Tu eras só minha.

⁠Título: Intacto. Nada de beijos, Nada de abraços,
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⁠Título: Intacto. Nada de beijos, Nada de abraços, Os amores mais puros permanecem intactos. Não são vividos, nem são contados, jamais se tocam, jamais se acabam. Sem pele, sem lábios, sem corpo, sem voz, só a lembrança, só o adeus, apenas nós. São esses amores, os verdadeiros, inalteráveis, eternos, sinceros, inacabáveis.

⁠Título: Bilhete. A jovem mais bela, o sorriso mais sincero, um coração que ainda não conhecia a paixão.
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⁠Título: Bilhete. A jovem mais bela, o sorriso mais sincero, um coração que ainda não conhecia a paixão. Até que, um dia, minha boca, sem consideração, falou com um amigo: "A olho faz um tempão." Não entendo o que está acontecendo, ele falou: "É paixão, vai acabar perdido, Lucão." "Que paixão? Sou louco, maluco, não!" Mas, para mentiras, eu sou bom, até que ele me convenceu a falar. Não tinha coragem, nem noção, então, uma carta escrevi à mão. "Serás minha? Sim ou não?" No papel, meu medo, minha indecisão. Entreguei tremendo, quase sem olhar, mas o "sim" que veio fez meu peito parar. E ele ficou, ficou e ficou... Parou, parou… e nunca mais voltou. Só que a felicidade durou o tempo de um café.

⁠Título: Solidão. A solidão é o tempo do agora, o momento sem plateia,
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⁠Título: Solidão. A solidão é o tempo do agora, o momento sem plateia, o abraço do poeta, onde ninguém se interessa. O mão a mão sem gente extra, apenas você e sua alma na peça, um instante sem tensão, vivendo sem explicação. A solidão é o eco dos que não ouviram, a fala dos que não falaram, a decepção dos que não tentaram, a família que abandonaram, os amigos decepcionados, ou amores terminados. A solidão é tudo, quando não sobra nada, mas deixa tudo, quando falta nada.

Amor de poesia, vida de poeta, Por onde andará, minha rainha perpétua? Por ti, vaguei neste labirinto sem fim,
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Amor de poesia, vida de poeta, Por onde andará, minha rainha perpétua? Por ti, vaguei neste labirinto sem fim, Mas não vejo teus passos, Apenas fagulhas dançando em mim. Como brasa, meu peito ainda te aquece. Senhorita, senhorita, senhorita... Cuidado por onde pisa! Estou longe, e por ti há quem nada diga. Cuidado, oh, minha querida... Há versos que queimam sem se apagar, E amores que não são feitos para durar.