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Frases de Letícia da Silva

64 frases

Não me solta, fica aqui comigo, já te fiz de abrigo pro meu coração. Não tem volta, tá aí o perigo, não sei se consigo perder tua paixão. Eu te vejo, descendo a ladeira, saindo do banco que a gente sentou.
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Não me solta, fica aqui comigo, já te fiz de abrigo pro meu coração. Não tem volta, tá aí o perigo, não sei se consigo perder tua paixão. Eu te vejo, descendo a ladeira, saindo do banco que a gente sentou. E me esqueço de olhar as estrelas pra te ver partindo pra onde ficou. Me seguro nas flores inteiras e nas brincadeiras que a gente brincou Me desabo na poça d’água, na foto rasgada que a gente tirou. Só te peço, fica aqui comigo, pelo infinito ou até o fim. Ou por pena, pra me ver serena, para me acalmar, fica perto de mim. Não me esquece na tua penteadeira junto da revista que a gente posou Me aquece naquela geleira que a solidão me transformou. Não me solta, fica aqui comigo, já te fiz de abrigo pro meu coração.

Arco-íris O vento me toca, diz que vai chover. A brisa se choca, medo de se perder.
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Arco-íris O vento me toca, diz que vai chover. A brisa se choca, medo de se perder. Os pássaros correm, fogem pra não molhar. A gente se espanta, a pressa faz não olhar. A chuva nos tranca faz franca buscar abrigo O cabelo molha e agora: “Se alguém me ver?” A gente destranca, percebe não ter perigo. Se molha e implora, dilúvio acontecer. O sol vem surgindo, quase que deprimido. A chuva estanca e ao vento os algodões. As gotas e os raios trazem o colorido Aplausos ao “íris” e suas emoções.

Sentei-me no cordão e fiquei a observar as flores Vez ou outra uma abelha vinha buscar um pouco de doce De repente uma moça arranca uma flor
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Sentei-me no cordão e fiquei a observar as flores Vez ou outra uma abelha vinha buscar um pouco de doce De repente uma moça arranca uma flor Bem me quer, mau me quer e ela logo está no chão. As pessoas pisam em suas pétalas sem nem notar Sequer percebem a beleza que está sob seus pés Elas ficam tão mais bonitas sem serem arrancadas. – Pensei. Caminhei até uma floricultura Observei os apaixonados presenteando suas amadas Margaridas, rosas, violetas... Um dia elas murcharão e as pessoas sequer lembrarão Mas talvez se alguém as plantasse em um quintal qualquer Deixasse num canto para embelezar Pra que eu parasse pra fotografar Um dia ela sairia em uma revista Milhões de pessoas se emocionariam. Observei a floricultura uma última vez Caminhei a largos passos e pensei: Seriam tão mais bonitas se não fossem arrancadas!

Pequeno Acalme-se pequeno... Venha ver o pôr do sol Mesmo minha agitada alma
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Pequeno Acalme-se pequeno... Venha ver o pôr do sol Mesmo minha agitada alma Ali se põe calma Feito um girassol... Deite na grama verde, feito teu olhar E contraste-se com o vento Do mundo temos todo o tempo Quanto puder imaginar... Enlace minha mão na tua E ao fechar os olhos, deixe-se acariciar. Convido-te a esperar a lua E mais tarde, quem sabe a jantar...

Entre tantos porquês Dói lembrar-se do teu sorriso... Dói sentir essa saudade...
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Entre tantos porquês Dói lembrar-se do teu sorriso... Dói sentir essa saudade... Os porquês me corroem, fisgam-me a sanidade. Delírios com teu beijo faz-se o paraíso. Entre tantos Tantos porquês Como ainda não consegui expulsar-te do coração? Talvez esse seja o que mais me distrai Preciso para meus olhos outra direção. Preciso que tenha vento para te dizer “ Vai...”. Vai com o vento menina Deixe-me aqui no meu sofá Busque em outros mares a tua sina Pois cravada em meu céu já está.

Uma vida Andou por entre os carros Correu por entre os pássaros
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Uma vida Andou por entre os carros Correu por entre os pássaros Caiu rente ao cordão Partiu um coração. Subiu a escada do céu No céu não viu uma harpa Da noiva ergueu o véu Pediu-a que nunca parta. Chorou a partida da esposa Orou para um gigante Salvou uma mariposa Quebrou o retrato da estante. Perdeu todo o dinheiro Por não ter manga para o Ás Deixou de ser passageiro Fez guerra para ter paz. Cantou o hino nacional Elegeu-se rei de uma terra Pulou mais um carnaval Indagou que nunca erra. Errou e foi exilado De toda e qualquer pequena Chorou e foi maltratado De si começou a ter pena. Liberto passou a odiar O gigante e seus descendentes Viveu apenas para espalhar. A descrença para os crentes. Morreu e foi enterrado Numa terra em algum lugar Da história foi ignorado.

Tardar Acalma a alma pequena E sente, vamos ver o mar.
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Tardar Acalma a alma pequena E sente, vamos ver o mar. Curtir a tarde serena Os gostos e rostos do amar. Feche os olhos e veja com o vento O que transpassa o acariciar Esqueça-se do tempo Lembre-se do devagar. Não pense no porquê de estar feliz Apenas deixe-se acalantar Ouça o que o gesto diz E de jeito ponha-se a sonhar.

Todas as pessoas Todas as gerações As crenças, a fé.
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Todas as pessoas Todas as gerações As crenças, a fé. Todas as orações. Todas as vidas Todas as emoções Todos os problemas Todas as resoluções. Todos os sorrisos Todo o amor Todos os abraços Todo o calor. Todas as noites Todos os dias Todas as alegrias. Todos os choros Todas as chuvas Todos os coros De adoração. Todas as mãos Todos os laços Todos os traços. Todos os todos...

O frio do teu calor Como um vento sul, frio e vagaroso. Tomou por antecedência
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O frio do teu calor Como um vento sul, frio e vagaroso. Tomou por antecedência Arrepiando, o pesaroso. Aqueceu sem procedência. Deixou-me em calafrios Sem ter o porquê de fugir Perdurou mais que outros frios Mas esquentou e teve de ir. Por inverno eu imploro Ao inverso eu quero gelar E flocos de neve choro Na janela a te esperar. O frio do teu calor Em uma época de toda errada Chegou trazendo torpor E se foi na madrugada. Procuro na chuva e outros carnavais O que o vento fez de amor Talvez ande no sul ou em outros litorais O frio leve e sereno que aqueceu o meu calor.

Medo Eu tenho medo de sorrir e não ser retribuída De abraçar e não ser abraçada
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Medo Eu tenho medo de sorrir e não ser retribuída De abraçar e não ser abraçada De nas lágrimas ser diluída E no peito ser despedaçada. Eu tenho medo de dormir e não acordar De ao abrir os olhos ver escuridão De não conseguir enxergar E de entregar meu coração. Eu tenho medo de morrer na solidão De não fazer parte da história De no final ser mais um borrão De qualquer lembrança na tua memória.

Tentativa e erro. Ele é mais um bom samaritano Aquele cara, daquela banda.
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Tentativa e erro. Ele é mais um bom samaritano Aquele cara, daquela banda. Ele vai me tirar um sorriso espontâneo Vai deixar a minha dor mais branda. Sei que ele vai me amar Poderei com sua mão brincar Então, porque não? Talvez tenha espaço no meu coração. Forçarei o meu melhor sorriso Talvez o seus braços não sejam o paraíso Tentativa e erro por felicidade Talvez a gente supra essa vontade. Pode ser que eu venha a amar Porque não tentar? De repente personifique o tal alguém Sofrer não mais me convém.

A janela Eu posso ver as luzes da cidade As almas que vagam penosas por lealdade
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A janela Eu posso ver as luzes da cidade As almas que vagam penosas por lealdade A lua que quase passa despercebida E a rua que dá mil voltas sem saída. Eu vejo a vida da minha janela Procura e acha mais do que procura como Anabela Daquele livro, daquela autora. Do parapeito da cortina bem feitora. O chão daqui é tão convidativo A viagem por um desejo impulsivo Visto assim que até então controlável Como a luz latente da janela inviolável.

Se não fosse pelo teu cheiro no meu travesseiro, eu conseguiria sentir novas flores. Se não fosse a tua voz que insiste em ser minha consciência, eu ocuparia minha mente com outros amores. Se não fosse a lembrança do teu sorriso quando acordo, eu poderia fotografar outras paisa…
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Se não fosse pelo teu cheiro no meu travesseiro, eu conseguiria sentir novas flores. Se não fosse a tua voz que insiste em ser minha consciência, eu ocuparia minha mente com outros amores. Se não fosse a lembrança do teu sorriso quando acordo, eu poderia fotografar outras paisagens. Se não fossem os teus braços meu porto seguro, eu faria outras viagens. Se não fosse a minha música predileta, eu poderia entrar em devaneios. Se não fosse você a me fazer te esquecer, eu procuraria outros meios.