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Frases de Letícia da Silva

64 frases

Afaste-se, do verbo não se apaixone. Na inquietude de uma noite tórrida Fico me policiando para não pensar em ti
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Afaste-se, do verbo não se apaixone. Na inquietude de uma noite tórrida Fico me policiando para não pensar em ti As conclusões de uma mentira sórdida Visto assim que até enfim não desmenti. Eu sei que olhar vai arrancar pedaço Sinto o tempo que ainda passa E em cada vestígio de descompasso Mais o coração devassa. Eu queria saber onde desligar O vagar de angústia e sentimentos Agora não sei se muito servirá Já és notícia para os pensamentos.

Queria ser. Eu queria ser uma borboleta E enfrentar os ventos sul e norte
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Queria ser. Eu queria ser uma borboleta E enfrentar os ventos sul e norte Pousar numa flor de cor violeta E beijar margaridas se tiver sorte. Eu queria ser um gigante azul E ter um brilho quente de acessório De noite desfilar o cruzeiro-do-sul E ver o rosto límpido ilusório. Eu queria ser um peixe boi E nadar nos mares gélidos do ártico Pensar que o que passa já foi E sorrir para quem parecer apático.

Dê Dê-me mil rosas roubadas Mas não vai me conquistar
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Dê Dê-me mil rosas roubadas Mas não vai me conquistar Eu prefiro girassóis Eles me farão amar. Quando quer me agradar Dê-me chocolate quente Vou saber recompensar E tratar-te diferente. Contei-te os meus segredos Mais profundos e profanos Tropecei em uns brinquedos Perdi-me entre meus planos

O bilhete suicida Deixei um bilhete na cômoda já vazia Guardei os retratos e toda lembrança
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O bilhete suicida Deixei um bilhete na cômoda já vazia Guardei os retratos e toda lembrança “Não somos eternos” alguém me dizia Jaziam temores, amores de criança. Não mato o corpo, mas a alma serena. Deixei de sentir aquele torpor Já não sou a mesma de face pequena Sofri nas correntes e rios de amor. Deixem-me assim, ao ser esquecida. Digam a todos que apenas sumi Não quero bancar a suicida Foi de me despedir que esqueci.

Moço Moço me desculpe se quebrei teu coração Mas na verdade nunca tive a pretensão
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Moço Moço me desculpe se quebrei teu coração Mas na verdade nunca tive a pretensão Deixe -me em retratos quebrados Só me esqueça sem saber pra onde vou Prometo não deixar vestígios do passado E nunca saberá quem hoje sou. Dou-lhe a palavra que jamais virei Onde quer que esteja eu desviarei E do teu coração desaparecerei. Agora moço, me diga sinceramente É isso o que realmente Vai querer?

Não me vejo em nenhum manequim de loja, não quero usar os sapatos das vitrines; não escondo o meu rosto em maquiagem e não gamo em galãs de minisséries. Eu gosto de beber enquanto leio, de tocar violão sobre as estrelas e de roer as unhas de nervosismo; Dançar bêbada em uma fes…
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Não me vejo em nenhum manequim de loja, não quero usar os sapatos das vitrines; não escondo o meu rosto em maquiagem e não gamo em galãs de minisséries. Eu gosto de beber enquanto leio, de tocar violão sobre as estrelas e de roer as unhas de nervosismo; Dançar bêbada em uma festa, de sentir o vento frio chocar-se contra a pele e ver os pelos levemente eriçar. Gosto de romance e de filmes legendados, de sentir o gosto de tantas bocas quanto eu puder beijar... Gosto de discutir sobre politica e questões que só a mim vão interessar. Gosto de cada detalhe da natureza e sinto raiva de quem passa sem notar. Eu gosto de ver a lua e de sozinha conversar; gosto de sorrir pro mundo e ao ser retribuída, flertar... Eu sou uma alma de tanta intensidade, que só pede ao mundo um pouco de lealdade, pra que deixe a antiguidade de normalidade e venha me prestigiar. Eu tenho tendência ao suicídio e amo a vida mais do que o amar, mas eu quero demais do mundo e o correto é me acomodar. Talvez por isso tantas pessoas, venham a pé me questionar, suas asas foram cortadas, elas têm inveja de me ver voar.

Sentei-me em um banco da praça já vazia. As pessoas em suas casas vivem as emoções de uma trama fictícia, sem cogitar as tramas reais. Observo atentamente o movimento das nuvens no céu já escuro, a noite caiu e todos estavam ocupados demais para perceber. Só eu consigo ver? O v…
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Sentei-me em um banco da praça já vazia. As pessoas em suas casas vivem as emoções de uma trama fictícia, sem cogitar as tramas reais. Observo atentamente o movimento das nuvens no céu já escuro, a noite caiu e todos estavam ocupados demais para perceber. Só eu consigo ver? O vento arrepia minha pele descoberta, chego à conclusão de que logo vai chover se não sentisse frio, talvez nem fosse perceber. Os carros andam apressados de um lado para o outro, me pergunto se essas pessoas sabem para onde exatamente estão indo, ou aquele ato não passa de uma pequena circunstância da rotina e dessa vontade desenfreada de repetir a mesmíssima coisa do contexto social. Como deveria ser, corre tudo normal. Afago o acento vazio ao meu lado, deveria haver alguém ali? Aspiro o ar puro pela última vez, antes de cair nas previsões de que faria tudo outra vez. Levanto-me e retorno para a realidade, esperando que ao menos aquele segundo de lealdade, continue por alguns dias em meu coração. Queria ter a coragem insana que faz os leigos acreditarem em uma felicidade nem tão feliz, porque sim, é preciso coragem para não sorrir.

São seis horas da manhã, não tenho nada pra te dar, Talvez uma ressaca breve e o desejar. Então deita aqui na cama, fica mais de uma semana.
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São seis horas da manhã, não tenho nada pra te dar, Talvez uma ressaca breve e o desejar. Então deita aqui na cama, fica mais de uma semana. Veja um filme bom, enquanto eu toco violão. Talvez a gente se ame ou a gente se engane, Mas não deixe em vão, não sucumba à razão.

Desapaixonar. Eu posso ver através de todos os traços Por isso é tão difícil me acostumar
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Desapaixonar. Eu posso ver através de todos os traços Por isso é tão difícil me acostumar Com a ideia de que você não quis me amar. É complicado perceber que me enganei Quando em ti olhava Um brilho que só eu causava. Mas terei que me conformar Deixar-te-ei viver as tuas lembranças De esquecer-te tenho esperanças. A vida é bela, eu sei. Por esse motivo não mais vou pensar Já está em tempo de me desapaixonar.

Tempos atrás. Eu não sei ser o protótipo perfeito Se sensatez, persuasão e efeito.
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Tempos atrás. Eu não sei ser o protótipo perfeito Se sensatez, persuasão e efeito. Deixe-me então a ver navios no espaço Sem noção ou de razão qualquer traço. Posso sobreviver sem ternura Qualquer noção ou desenvoltura Posso dizer que não preciso de ninguém Então mentirei, pois isso me convém. Eu quero gritar para o mundo todos os dias Mas sobrevivo sem demonstrar as agonias Na realidade isso todo mundo faz Deixaram a si mesmos, há tempos atrás.

Um dia triste. Como saber quem está com você? Existe amor à proporção,
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Um dia triste. Como saber quem está com você? Existe amor à proporção, Existe dor em compensação, Mas pra tudo existe uma saída, A frieza é opcional. Quando estiver em suas lembranças, Apague-as ou jogue-as fora, Para isto, não quero deixa-las a ti. A vida ensina a ser forte, crianças. É um jogo, nem sempre de sorte. E só ganha quem joga com a mente, Isso daqui pra frente, Torna-se motivação.

FAZ Esconda-me no passado Queime o papel rabiscado
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FAZ Esconda-me no passado Queime o papel rabiscado Não ouça essa canção Expulse-me do teu coração. Não hesite ao falar meu nome Dos meus beijos não tenha fome Evite qualquer menção Expulse-me do teu coração. Marque encontros às escuras Vá para a Holanda, Espanha ou Honduras. Não esboce qualquer reação E expulse-me do teu coração.

NAS MADRUGADAS Eu quero abraços silenciosos E estrelas iluminando nós dois
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NAS MADRUGADAS Eu quero abraços silenciosos E estrelas iluminando nós dois Eu quero a chuva de brilhos preciosos Junto ao beijo que vem depois. Eu quero as borboletas no estômago voando E a demagogia de te esperar Eu quero a lua nos iluminando Enquanto não me desvia o olhar. Eu quero ver-te em poças d'água Com as nossas mãos entrelaçadas Eu quero sussurrar sem sentir mágoa Que eu quero tudo nas madrugadas.

Eu me agarro na brisa da janela meio aberta Me acalanto com o tanto de frescor que ela trás Ah, se eu pudesse abrir a porta para o vento,
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Eu me agarro na brisa da janela meio aberta Me acalanto com o tanto de frescor que ela trás Ah, se eu pudesse abrir a porta para o vento, Ah, se eu tivesse tempo, para passear... Tirar pedaço da nuvem que parece um algodão Perder o traço do espaço que já está na minha mão Embebedar-se com o orvalho que calmamente cai no chão Pisar no chão que o carvalho forrou em transfiguração E transformou em um colchão. Que repousou o beija-flor em toda a sua inquietude Que abrigou aquela flor para um romântico roubar Que fez pisar aquela gente cheia de virtude E fez sonhar aquele sonho que soube apaixonar Ah, se eu pudesse deixar a brisa entrar e voar...

Às vezes eu acho que se eu não te ligasse você esqueceria que um dia liguei. Às vezes eu acho que não devo te ligar mais. Eu pego o telefone e observo a hora
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Às vezes eu acho que se eu não te ligasse você esqueceria que um dia liguei. Às vezes eu acho que não devo te ligar mais. Eu pego o telefone e observo a hora É sempre tarde para qualquer coisa Renato estava errado, não temos todo o tempo do mundo E essa ligação, já durou tempo demais. É hora de te deixar ocupar a linha.

Senta, calma, eu vou contar uma história. São flashes falhos que se estancam na memória Uma menina que transbordava amor
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Senta, calma, eu vou contar uma história. São flashes falhos que se estancam na memória Uma menina que transbordava amor E um amor que respirava solidão. Um dia ambos se esbarraram no caminho Devagarinho, os flagras de uma paixão. Moraram juntos numa velha quitinete Encontrada num jornal como manchete Fruto de liquidação. Viveram dias no torpor do paraíso Nas madrugadas se livraram do juízo. De transbordar o amor foi se evaporando E os dois pararam de tentar se confortar Um dia ela sussurrou considerando: “Se a gente separa, com quem a arara, vai ficar?” Então soltaram a arara aos quatro ventos Se separaram e tornaram a caminhar. E caminhando novamente sob a lua Um esbarrão na chuva que molhara a rua Foi transbordando novamente o coração Daquela gente que vivia de paixão

Destranca a tranca que tranca teu peito Dá um jeito de se reorientar Admita que nada é perfeito
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Destranca a tranca que tranca teu peito Dá um jeito de se reorientar Admita que nada é perfeito E depois de tudo feito, comece a gargalhar. Gargalhe pro tempo, pro vento e pra quem quiser mudar O teu jeito de se apaixonar. Pela vida, pela rua, pela chuva, Pela gente que de repente vem urgente Aqueles olhos que transpassam o instigante Do faz de conta que se entende por viver. A gente corre apressado pelo vento E se esquece de olhar todo o passar Passar de tempo, de rostos, de apresso. A mudança de endereço, que isso tudo vai gerar. Então, destranca a tranca e encosta. Daqui a pouco a hora certa vai chegar.