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Frases de Laís Heidemann

41 frases

Meu bem, eu sou uma contradição. Eu quero ir para a cidade que nunca dorme e deitar na cama ao lado de uma companhia perfumada e disposta a aturar o que se passa em minha mente. Não há problema nisso, a não ser que você não goste de pessoas que mudam fácil de ideia. Você gosta?…
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Meu bem, eu sou uma contradição. Eu quero ir para a cidade que nunca dorme e deitar na cama ao lado de uma companhia perfumada e disposta a aturar o que se passa em minha mente. Não há problema nisso, a não ser que você não goste de pessoas que mudam fácil de ideia. Você gosta? Não responda. Eu tenho uma tremenda cisma com quem não sabe aceitar meus erros. Afinal, sou imprevisível. Sei que é uma péssima desculpa, mas é pura verdade. Nunca fiz algo tentando fazer o certo na perspectiva dos outros. O meu certo pode ser o seu errado, acontece. Mas é por isso que não vejo futuro em uma junção de duas pessoas, sendo que suas ideologias de mundo são diferentes. Muitos vasos, pratos e copos quebrariam até fazerem-se as pazes em gestos não tão cavalheiros e não tão de boa moça. As pazes não são ruins, pelo contrário, porém paciência é uma virtude de poucos, por isso não estou incluída, e é essa desavença que deixaria a casa de cabeça para baixo. Não há concordância em nossas noites juntos. Eu te quero por perto, porém de longe pareces melhor e menos estressado. É como se a versão boa sumisse perto de mim, tirando algumas horas entre paredes que guardam bons segredos nossos. Apesar de seus bons argumentos, meus olhos te encaram de uma forma, tal qual você se perde no seu falatório e ninguém vence. Porque minha chance passa e eu não me pronuncio. Não sou injusta, como o fato de estarmos aqui frente a frente e eu ter pensado em tudo, menos no pedido de desculpas. Desculpas, pois é um erro meu querer mais teu corpo despido do que andar de mãos dadas em ruas cheias de pessoas, mas instintos não se vencem com argumentos de “você é moça comportada”, você sabe. Não há braços que me segurem firme o suficiente a não ser os teus. Essa é a contradição. Por eu te querer tão perto de uma forma afetiva, e imaginar teu corpo deitado por cima do meu. Você me disse que odeia quando coloco esse lado cético a vista, mas eu o pratico muito para deixar essa minha melhor interpretação escondida, querido. É nesse momento em que você pensa duas vezes para não segurar meus ombros e me chacoalhar como quem tenta por uma pessoa em seu estado são. Deixe-me avisar que eu estou sã e continuo olhando para cama numa forma de te fazer entender o que quero e você insiste em expor os sentimentos em um sábado à noite, quando a única coisa certa para ambos seria gastar nossas energias em coisas mais interessantes. Não pense que é uma forma proveitosa de te entreter e deixar o clichê para amanhã, mas eu simplesmente não gosto disso em sábados.

Uma história não tão fictícia. Ela tinha lábios rosados, um pescoço lindo, uma respiração um tanto quanto ofegante, e um péssimo paladar, mas parecia degustar bem dos meus beijos com gosto de morango e clichê. Quisera eu refletir no par de esmeraldas que havia em seu rosto, poré…
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Uma história não tão fictícia. Ela tinha lábios rosados, um pescoço lindo, uma respiração um tanto quanto ofegante, e um péssimo paladar, mas parecia degustar bem dos meus beijos com gosto de morango e clichê. Quisera eu refletir no par de esmeraldas que havia em seu rosto, porém tenho olhos escuros e nunca soube impô-los a ela. Eu provavelmente a abraçaria de tal forma que quase a faria parar de respirar, se não fosse o fato de que ela não pretende morrer de amor, e então eu me contentaria com um abraço fraco, como se o nó que nos juntava fosse um laço simples de desatar. Sempre houve algum motivo para tirar nossos sorrisos do rosto, só que o termo de ir do inferno ao paraíso era sair do carro e encontra-la com cabelos arrumados e um olhar confuso. Houvera noites regadas a whisky, outras de tequila, e eu sempre tive o incomum desejo de beber sua dor como vinho. Eu podia ouvir seu coração batendo alto demais para quem tinha uma expressão serena no rosto, que, embora fosse imperturbada, nunca soube ocultar seus pensamentos aflitos. Havia algo pitoresco no meio de tantos sorrisos comuns e olhares lançados numa tentativa falha de me fazer mudar de ideia e ir embora, como se ela não estivesse me esperando de pernas cruzadas. Por várias vezes me desculpei de que nunca fui um tipo de homem que merece toques ou sussurros de mulheres como ela. Eu pensava em fechar os olhos nesses momentos em que ela abria seus belos lábios e não ousava falar algo, talvez tentar ler algum tipo de pensamento que entregasse o que ela não tinha coragem de dizer, mas nunca obedeci aos meus pensamentos, pois eu me encantava ao vê-la, e piscar era coisa de apenas os que não veem coisas bonitas faziam. Eu a olharia por milhares de anos se isso não a deixasse vermelha. Mas ela era envergonhada. E era dramática, impetuosa, e tentava esconder seus sentimentos nos momentos errados. Suas veias transcendiam em sua pele quando o assunto éramos nós, eu nunca soube o porquê. Talvez fosse aquela insana vontade de ser ela quem comanda a própria vida, e não um destino que nunca soube colaborar com o tempo que ela precisava para superar angústias ainda presentes em seus sonhos. Ela possuía cicatrizes que eu não podia tocar, e eu compreendia isso, exceto o fato de que eles sangravam esporadicamente. Ah, querida, o que te fez perder o sorriso na madrugada? Eu nunca soube entendê-la bem, foi esse motivo pelo qual ela me mandou embora. Agora me encontro na frente de sua casa perguntando a mim mesmo o que eu fiz de errado, sabendo que o errado foi o que eu não fiz. Ela era a covarde, mas fui eu que não me arrisquei. Éramos realmente um laço. E desatamos. Desculpa por não saber dizer adeus direito, J. Eu apenas não aguentava mais..

Eu estava te olhando hoje e me perguntei que tipo de coisas passam pela sua cabeça. Você ao menos sabe? Ou é daquele tipo de rapaz que sai de casa apenas para respirar ares diferentes e nem pensa direito? Não, nem precisa responder. Eu notei já. Você sabe usar as palavras, mas nã…
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Eu estava te olhando hoje e me perguntei que tipo de coisas passam pela sua cabeça. Você ao menos sabe? Ou é daquele tipo de rapaz que sai de casa apenas para respirar ares diferentes e nem pensa direito? Não, nem precisa responder. Eu notei já. Você sabe usar as palavras, mas não sabe colocá-las em prática, não sabe o que sente, e nem como saiu da balada. Tem noção de como tomou o rumo de entrar na minha casa, no meu coração, nos meus textos? Não tem. Você não sabe o que fazer, João. Eu sei que pensas em desistir de tudo e que fugir sempre foi teu desejo insano, escondido na parte inconsciente que nem você reconhece. Sei do teu mal gosto em se vestir, mas sempre compra o que a vendedora recomenda, porque sei também que você liga pro que os outros pensam. É, João, eu sei desse teu medo de ser julgado, de falar o que pensa mesmo, e por isso espalha pros teus pseudo-amigos que nunca pensa em nada, na verdade. Tem medo do que dirão se soubessem do teu lado romântico e que só sai pra balada e “pega” alguém por ser cabeça fraca. Você se deixa levar e agora nem sabe pra onde o vento está soprando. Eu quero te mostrar o que você não viu, João. Me deixa te mostrar um quadro naquele museu, que aliás, eu prometi te levar no mês passado, mas esqueci e você finge que não liga. Acha que por ter essa barba mal-feita e esse rosto de confiante, pode me enganar sem antes entregar o que sente só pelo olhar. Você notou que desvia o olhar? Não consegue nem me olhar fixamente por meio minuto porque sabe que eu te desvendo e você se sente incomodado por isso. Sabe que eu posso te mostrar o lado bom da vida, e que irás perder o costume desse lado “ruim-meio-bom”, que eu posso ir embora e você não saber se virar sozinho, mas já sabes, caramba. Só não se tocou. Pensa bem. Fingir ser forte, acaba te fortalecendo, de alguma maneira. Você sabe disfarçar o que muita gente não sabe, mas disfarçar sempre é desespero, João. Eu vejo isso nos teus olhos também, assim como eu vejo a forma que você me olha, mas muda o foco dizendo da garota do fim de semana que não te entende, mas que te dá prazer. E se esquece da nossa experiência no começo do ano, que você disse que nem uma morena de cabelos compridos faria melhor do que eu fiz, e me tornei inesquecível em apenas uma noite.

"É só um lugar cheio de pessoas incompreendidas." Sim, eu sei que é. Eu sou uma delas, lembra? Sempre que tentei explicar algo para alguém via aquela expressão de quem espera o cérebro processar toda a baboseira sentimental que ponho em minhas palavras. Foi daí que desisti. Esse…
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"É só um lugar cheio de pessoas incompreendidas." Sim, eu sei que é. Eu sou uma delas, lembra? Sempre que tentei explicar algo para alguém via aquela expressão de quem espera o cérebro processar toda a baboseira sentimental que ponho em minhas palavras. Foi daí que desisti. Esse negócio de desabafar não adianta, não pra mim. Agora eu que me salvo do lado obscuro que vem consumindo uma boa parte da minha mente, só preciso pensar em coisas reconfortantes e pronto, sou a garota com a aura pura por algumas horas de novo. Não é difícil, tirando as dores de cabeça constantes. A questão é que não vejo motivos suficientes para evitar esse meu lado. Todos precisam tirar a auréola de vez em quando, o meu problema é ficar tanto tempo sem ela às vezes. Eu sei que parece ser algo maligno, mas não é. Não temos culpa de gostar tanto do errado. Ninguém é igual a ninguém o suficiente para entender os nossos propósitos. Por isso aqui é tão incompreensível. Tento fazer a coisa certa, e faço a errada. E me sinto terrivelmente bem. Há um tempo tenho sido atormentada por um medo de ser tomada pelos meus erros e me mostrando que talvez fazer a coisa errada possa ser meu ápice de atingir minhas metas. Nos meus sonhos eu sou tão “nem me importo”, que estou me encaminhando pra essa estrada de quem não olha nem pros lados. Eu não preciso saber o que estão achando. Pela primeira vez, eu sinto que estou fazendo a coisa certa pra mim. E se é errada para eles, adivinha? Nem me importo.

Eu me perco nesse teu olhar e em teus gestos combinados. Sinto teus desejos pela palma da tua mão e intensamente viram os meus também. Tu concretiza todos os meus pensamentos insanos e impulsos à flor da pele. Esses arrepios são consequências dos teus atos tão bem feitos, das tua…
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Eu me perco nesse teu olhar e em teus gestos combinados. Sinto teus desejos pela palma da tua mão e intensamente viram os meus também. Tu concretiza todos os meus pensamentos insanos e impulsos à flor da pele. Esses arrepios são consequências dos teus atos tão bem feitos, das tuas mãos tão bem posicionadas, e da tua respiração ofegante. Lhe dou todos os créditos por meus orgasmos pensativos.

Ninguém nunca entenderá como deve ser, ou como aconteceu. Só entenderão o que mereceu, o que sentiu, o que marcou. E podem não entender nem isso também, mas confusão faz parte do que acontece, faz parte de tudo que há por ai. Confusão é o novo alzheimer, eu diria. Porque, veja be…
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Ninguém nunca entenderá como deve ser, ou como aconteceu. Só entenderão o que mereceu, o que sentiu, o que marcou. E podem não entender nem isso também, mas confusão faz parte do que acontece, faz parte de tudo que há por ai. Confusão é o novo alzheimer, eu diria. Porque, veja bem, de confuso todos somos um pouco, não acha? E algumas situações ainda confundem muito mais, e esse acúmulo nos leva à loucura. Tudo bem, não se generaliza algo desse tipo, mas é o único jeito de não se especificar em algo, ou alguém. Confusão é o mal do século, meu bem. Século pelo qual todos esperamos que passe a cada dia, pois os dias estão cada vez mais infinitos e nunca se sabe o limite da felicidade. Essa é a parte ruim. Felicidade tem data e hora para acabar, e a culpa, a tristeza nunca acaba, acredite. Ela some, é claro, não somos depressivos à beira de nenhum precipício mental, mas sabemos que os momentos tristes duram muito mais que os felizes. Prova de que morremos à cada final do dia, e, normalmente, nascemos junto ao sol. Ah, onde está a confusão nisso tudo? Em seu pensamento agora. Tentando entender onde estou querendo chegar com tudo isso. Eu lhe respondo: quero chegar no fim. E esse, meu caro, é o fim. Estou sendo “bem-vinda”.

Desculpa, rapaz. Desculpa por fazer, quase sempre, a coisa errada. Desculpa por tua ausência me causar esses pensamentos sem sentidos, essas minhas bobagens que te falo sem nem antes pensar. Há muita coisa que não te conto, pelo simples motivo de ter medo de me arrepender depois.…
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Desculpa, rapaz. Desculpa por fazer, quase sempre, a coisa errada. Desculpa por tua ausência me causar esses pensamentos sem sentidos, essas minhas bobagens que te falo sem nem antes pensar. Há muita coisa que não te conto, pelo simples motivo de ter medo de me arrepender depois. Somos dois corpos com um vazio implorando para ser preenchido, e eu não sei qual parte do teu corpo quer que eu o preencha, João. Não sei se teus lábios anseiam pelos meus, assim como os mesmos pronunciam teu nome num tom quase inaudível. Eu não sei da sua alma, não sei se cheguei a atingi-la ou se ela já tentou sair daí pra vir pra cá. Não tenho nem ideia de que tipo de sorriso você faz, me diz, mostras os dentes quando sorri por mim? Fica com a cara de bobo, e esconde o rosto pra nem você acreditar estar fazendo isso pela garota nova que soube te fissurar? Qual o teu problema, me conta. Já te fiz escutar muito, e deixo você soltar o verbo também. Meu corpo é teu, tens o direito de me abraçar e pode até não me soltar nunca mais, se quiser. Apenas recomendo não falar nada ao sussurros, se não tem a intenção de me posicionar aí no teu coração. É que eu me entrego fácil, e você é ao contrário, isso é algo que me preocupa. Mas arrisco me perder nos teus olhos escuros, se prometer me achar logo em seguida. Me guarda pra ti, eu nem ligo. Já esqueci de mim faz um tempo, saiba disso. Meu objetivo é continuar nossa história sem nenhum estrago no coração, sem traumas. Eu não desejo tirar o brilho dos teu olhos, John. Acho que todos merecem boas memórias. E, bem, minha memória não é das melhores, mas de você eu vou lembrar sempre. Você sabe.

Maísa era complicada. Beirando aos 20 anos, havia se perdido em sua busca por respostas de perguntas que nem a mesma sabia formular. Sua cabeça cheia de dúvidas de como a vida é, a fez ter como companhia álcool e cigarros. Maísa se tornou solitária, saía para bares apenas com seu…
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Maísa era complicada. Beirando aos 20 anos, havia se perdido em sua busca por respostas de perguntas que nem a mesma sabia formular. Sua cabeça cheia de dúvidas de como a vida é, a fez ter como companhia álcool e cigarros. Maísa se tornou solitária, saía para bares apenas com seus pensamentos conturbados. Perdeu o rumo, ou quem sabe nunca havia encontrado um. Ela queria entender como a vida era, mas nem entendia ela mesma. Não faz sentido… mas será que deve fazer? Desde criança ela perguntava de tudo, sua frustração era a falta de respostas. Naquele tempo ainda sabia o que perguntar, já hoje em dia ela apenas queria saber porque tudo é como é, e não como deseja. E sobre seus passa-tempos, não existiam. Ela era centrada na ideia de desvendar os segredos da vida. Teve que se virar sozinha, seus pais nunca a ensinaram direito a viver e agora não tem certeza do que fez certo e do que fez de errado até então. Só que tempos depois, Maísa se salvou da loucura, se conformou com a vida. Pensar demais era quase seu suicídio. E agora Maísa sabe que cada nascer do sol pode ser a resposta de uma de suas perguntas. Conseguiu entender que a vida não se entende, só se vive. Agora sabe que o que tiver que ser, acaba sempre sendo o melhor no final. Agora ela sabe, ela sabe.

Você sabe que gosto da cor da sua pele, da sua barba e desse sotaque aí, mas não sabe que gosto quando você conta as estrelas, e que te acho tão lindo quando tenta me dizer a imensidão da via láctea e fica bravo por não conseguir. O infinito poderia não existir, mas tua barba, ao…
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Você sabe que gosto da cor da sua pele, da sua barba e desse sotaque aí, mas não sabe que gosto quando você conta as estrelas, e que te acho tão lindo quando tenta me dizer a imensidão da via láctea e fica bravo por não conseguir. O infinito poderia não existir, mas tua barba, ao me tocar, estende qualquer noite quente de um coração ferozmente frio. Como hoje, quando acordei e não te vi do lado direito da cama, pensei por um minuto que todos os cabelos puxados e a imagem da tua tatuagem cravada na altura dos meus olhos foram apenas sonho, mas aí escuto de longe você falando que durmo demais e que a sua mania de tomar café logo quando acorda se encaixa perfeitamente com meu bom gosto de viver movida ao mesmo líquido. Me fez perceber que posso ficar alguns dias sem tomar café, mas que passar uma semana sem sentir o gosto dos teus lábios é a maior tortura de todos os últimos meses. Eu implorava para não rires das minhas caretas, mas no fundo gostava do sorriso que lhe proporcionava, pois um eclipse lunar nunca seria tão lindo quanto o reflexo dos teus olhos ao me olhar. De tantos verões que eu desejava sair ao sol, hoje desejo ficar em uma sombra ao teu lado. De anos, apenas meses ao teu lado fariam uma vida vazia se tornar completa, e ruins seriam os dias que tua respiração não ecoaria pela casa calmamente quieta. Que da minha vida, parte dela se encontrava em tua alma e epiderme. E que do meu sorriso, uma força do destino guiou-o em tua direção, me fez deixar de ser eu, pra ser tua, e reinventou tudo o que eu pensava em apenas no que se define o que temos, o que teremos, o que nos tornaremos. E me satisfez ao concluir que o importante é o que somos agora. Somos dois em um. Um em dois.

Por dias jurei não me entregar a mais ninguém, antes de me sentir totalmente renovada. Mas aí você veio como quem não espera nada mais que uns beijos, e conseguiu de cara meus suspiros. Eu sempre desconfiei de garotos com sorriso de malandro e barba mal feita, mas você ainda tinh…
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Por dias jurei não me entregar a mais ninguém, antes de me sentir totalmente renovada. Mas aí você veio como quem não espera nada mais que uns beijos, e conseguiu de cara meus suspiros. Eu sempre desconfiei de garotos com sorriso de malandro e barba mal feita, mas você ainda tinha olhos verdes e lábios lindos, e aí ficou difícil me concentrar no “Não, ele não presta” que ecoava insistentemente na minha cabeça. Eu sabia que você não prestava, - e continua não prestando - mas eu estava disposta a ser corajosa e enrolar seus cabelos ao redor de meus dedos, percorrendo minhas mãos por todo o seu corpo. Foi engraçado me entrelaçar nos seus braços e esquecer que aquilo era um sábado em que eu passava sóbria, imaginando outras garotas em seus saltos altos, enchendo seus sangues de álcool para esquecer de quando, por tais veias, já se pulsaram litros de sangue mais limpos, por culpa de toques de seus respectivos garotos-encrencas. És um deles, só que além de toques, até teus olhares provocavam contrações ventriculares prematuras em meu coração. Sabias que em algum momento aquele beijo tiraria todo o ar do meu pulmão, mostrando o lado bom de você me trazer todo ele de volta. E você me perguntava o motivo de eu querer te beijar deitada, não sabendo do chão que sumia sob meus pés quando suas iris encontravam as minhas, enquanto meu corpo recebia a notícia de que o bpm aumentava a cada instante, confundindo a sensação de calmaria que sua voz trazia para meus pensamentos. Você me instigou desde o início, e naquela época nem sabia como eu adorava tentar desvendar toda a história que uma pessoa carrega por baixo de sua pele. O vício de acomodar minhas mãos em teus ombros era perceptível. Meus dedos dedilhavam sua pele, como quem deseja gravar pra sempre algo tão bonito como as constelações que eu imaginava em suas costas, uma estrela para cada sinal tão perfeitamente alinhado no teu tom quase moreno. E degustaste do sabor de meus sorrisos, da minha doçura, minha amargura, e da minha alma. Você fez seu caminho em mim, e o chamou de felicidade. Dizia repetidamente “a felicidade está em ti, garota.”, enquanto eu te olhava sério, imaginando em que momento eu pude acreditar que havia outro modo de ser feliz. Não, não havia. Eu sempre soube. Era por isso que dávamos certo. Eu gostava de você, você gostava de mim. Éramos um ser só. Éramos eternos.

Em uma noite dessas de verão, eu estava sentado em um restaurantezinho qualquer, apenas para sair, depois de um fim de semana inteiro enfurnado em casa. E notei uma garota de cabelos castanhos e olhos azuis ou verdes, fiquei indeciso quanto a cor de seus olhos. Ela estava sozinh…
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Em uma noite dessas de verão, eu estava sentado em um restaurantezinho qualquer, apenas para sair, depois de um fim de semana inteiro enfurnado em casa. E notei uma garota de cabelos castanhos e olhos azuis ou verdes, fiquei indeciso quanto a cor de seus olhos. Ela estava sozinha, imaginei que estivesse esperando alguém, e tive certeza ao ouvir sua voz suave falando pelo celular com, aparentemente, um cara, perguntando se ele demoraria muito para chegar. E aí as horas foram passando, e se estendendo.. até eu notar a expressão triste da garota, que ainda estava sozinha. Bebi uma ou duas doses de whisky, tomei coragem e fui falar com ela, mas a conversa acabou não saindo como eu esperava. A deixei nervosa e vi seus olhos lacrimejarem. Depois de umas tentativas frustradas de me desculpar pelas minhas escolhas erradas de palavras ao falar sobre ela e o rapaz, ela me disse que eu não sabia nada sobre os dois e que eu deveria cuidar dos meus problemas. Fico mal em concordar, mas é a pura verdade: eu deveria cuidar mais dos meus problemas. Só que enquanto ela me falava coisas e mais coisas para me sentir mal, a única coisa com que eu me preocupava era que eu ainda não havia perguntado o nome dela. E sem nem ao menos pensar, a interrompi, perguntando seu nome. Ela se levantou, pegando sua bolsa branca combinando com o tom de sua pele, disse que era Lana e logo foi me dando tchau. Me levantei tentando alcançá-la, pois ela andava rápido, mas ela olhou pra trás e eu só tive a chance de olhá-la nos olhos. A última visão que tive de Lana: os olhos.

Você consegue ser a pessoa doce, entre tantas amargas que se passaram pela minha breve vida. Você se expressa bem com palavras e sabe ser gentil de uma forma diferente. Quase que machuca meu coração, mas teu carinho cicatriza, e aí eu me acalmo. Podes ser meu céu e meu inferno de…
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Você consegue ser a pessoa doce, entre tantas amargas que se passaram pela minha breve vida. Você se expressa bem com palavras e sabe ser gentil de uma forma diferente. Quase que machuca meu coração, mas teu carinho cicatriza, e aí eu me acalmo. Podes ser meu céu e meu inferno de uma só vez, querido. Me tentando a fazer o certo e errado que é me entregar a quem não parece me desejar. Você atinge muito mais que as borboletas do meu estômago, alcança minha alma.

Sei que venho erroneamente tendo atos e pensamentos sufocantes. Porque te querer é o erro que mais pesa em minha consciência cansada de carregar esse fardo da paz que o teu sorriso me trouxe e que foi-se embora contigo. E isso explica meus dias de tormentas. Continuo te querendo…
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Sei que venho erroneamente tendo atos e pensamentos sufocantes. Porque te querer é o erro que mais pesa em minha consciência cansada de carregar esse fardo da paz que o teu sorriso me trouxe e que foi-se embora contigo. E isso explica meus dias de tormentas. Continuo te querendo. Te sonhando. Te escutando. E deixo dito que teus sussurros são as piores partes da minha noite, pois tua voz nunca foi tão em baixo tom e tão ensurdecedora. Mas eu te supero rápido, e logo isso passará a ser comparado com os barulhos da rua, que não representam nada além de um passado que me enlouqueceu num momento de fragilidade e, quem sabe, medo. E não pense que poderás voltar como se nada fosse nada e que minhas horas gastas me convencendo de que tu fostes e eu não fui culpada em momento algum. Porque quebrarás a cara em pedacinhos miúdos como meu coração, dividido em partes incontáveis e perdidas pelos cantos do meu quarto e de todo o caminho que venho seguindo, cambaleando sem apoio. Aprendi que quem vai uma vez, vai duas, três.. e não se deve dar tantas chances pra quem só quer um passa-tempo, e não um recomeço. Eu pedia toda noite que você voltasse. Porque, meu bem, tua falta está presente em todos os meus dias. Mas sei que nada seria como antes. Não volta, não volta.

Eu traduzi alguns sentimentos em palavras e constei que não há no dicionário. Sabe por quê? Porque é raro. Não é nada normal algo te encantar tão rápido dessa forma, como se o tempo parasse, e, ao mesmo tempo, passasse rápido. É tipo “temos nosso próprio tempo”, né? (Sei que sorr…
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Eu traduzi alguns sentimentos em palavras e constei que não há no dicionário. Sabe por quê? Porque é raro. Não é nada normal algo te encantar tão rápido dessa forma, como se o tempo parasse, e, ao mesmo tempo, passasse rápido. É tipo “temos nosso próprio tempo”, né? (Sei que sorriu). Olha, sei bem que há um fim em um dos dois rumos que podemos tomar, e eu quero muito ir para o que não vejo o fim, sei que queres também. Vamos então? A pé, de bicicleta, carro, ônibus, sei lá, qualquer coisa que nos permita ir de mãos dadas. Mas você se segura, se prende em si para não se entregar a mim, e eu tento te fazer perder esse controle porque tudo que é bom, é feito mais por impulso do que planejado. É engraçado. Nós passamos a vida inteira tentando se encher, e aparece uma pessoa que nos faz querer ficar vazios. Porque a gente se esvazia pra se preencher de alguém. E eu me esvazio pra me preencher de você, olhos escuros. Porém, não posso me permitir ficar vazia, enquanto você está cheio. E então, você se arrisca? Se perde em si, pra se achar em mim? Até te deixo roubar outro sorriso, se com isso você me roubar e me levar pro teu mundo, pra tua casa, pros teus braços. Todos sabem que qualquer distância acaba quando dois corpos se encontram, meu bem, e a galáxia é pouca pra tanta vontade de se ter e se tocar. Só você não sabe.

A vida nunca vai ser como nós queremos, ou planejamos, você sabe disso. Muitas pessoas entram no teu mundo com passagem de volta pro passado, e você sabe disso também. Sabe o que é o medo de preencher o coração com pessoas e suas intenções de saírem logo em seguida, só pra te dei…
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A vida nunca vai ser como nós queremos, ou planejamos, você sabe disso. Muitas pessoas entram no teu mundo com passagem de volta pro passado, e você sabe disso também. Sabe o que é o medo de preencher o coração com pessoas e suas intenções de saírem logo em seguida, só pra te deixar com saudade, e gostinho de quero mais. A gente espera sempre de quem não espera nada, de quem não liga, de quem tem a ideologia errada. Mas você não pode ficar com medo de tudo, darling. Afastando qualquer tipo de afeto que possa te afetar, e conseguir arrancar um sorriso seu. Vida é feita de riscos também, sabia? Nós planejamos uma parte, e a outra é impulso, você sabe que é assim. Ah, vamos lá. Se faça de mocinho, mas não me deixa ser a vilã da tua história. Eu sou aquela que esbarra em você nos primeiros 15 minutos, e nos 60 já sou o teu destino, a garota das linhas tortas que tinha que cruzar com a tua linha premeditadamente certa. Me diz, estamos em quantos minutos já? Porque o acaso já me levou até você, e só estou esperando chegar no letreiro pra poder sair da frente de todos nos olhando, e viver o que ninguém precisa acompanhar. É quase um “feliz pra sempre”, só que sem a parte do “é só um filme”, me entende?

Acho que você não entenderia se eu dissesse que eu sou estúpida e você é um doce de pessoa. Nem eu entendo. Porque eu sei que, ou nós dois somos estúpidos em pôr esperança nesse caso perdido, ou somos um doce de pessoa, mesmo não provando do teu sabor e todos confirmarem a minha…
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Acho que você não entenderia se eu dissesse que eu sou estúpida e você é um doce de pessoa. Nem eu entendo. Porque eu sei que, ou nós dois somos estúpidos em pôr esperança nesse caso perdido, ou somos um doce de pessoa, mesmo não provando do teu sabor e todos confirmarem a minha amargura explícita. Só que os olhos que me encontram na rua não são como os que me veem da forma que sou de verdade, e nem as línguas que me provam sabem que não sou só acidez. Eu tenho lábios doces, será que ninguém sentiu? Eu não sou assim tão amarga, arrogante, e grossa como todos falam, você pode confirmar isso. Há alguma razão nessa cor pálida em mim. Eu não preciso da cor do pecado pra te fazer perder os sentidos, mas também não sei te fazer encontrar o caminho da minha casa. Da mesma forma que teus olhos não precisam ser claros para me cativar, e você não precisa ter o melhor corpo do mundo, nem uma mão grande. Eu só espero um pouco de coragem de ambas as partes. Talvez se atirar daqui do alto não seja tão ruim e nós encontraremos um final pacífico lá em baixo. Você só não pode ter um maldito carro e deixar as chaves jogadas aí do teu lado, sem vir me ver. É uma oportunidade desperdiçada. É ridículo. Tão ridículo como teu nome ser comum. O trágico é que meu coração bate menos a cada pensamento ligado ao teu, e tudo bem, eu sempre soube que morreria de amores. Vai ver você admire isso em mim. Talvez você goste desse meu lado masoquista que pede pra levar um tapa ou dois por essas coisas que penso, e sabe-se lá se é no bom sentido ou não.

Como se faz pra conseguir pular todos os muros que me impedem de te ver, me diz. Acho que nunca te falei que tuas palavras causam um impacto forte em mim, e eu odeio me sentir fraca nesses momentos. É que eu ando tão perdida nos meus pensamentos, não sei nada sobre a gente, e ten…
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Como se faz pra conseguir pular todos os muros que me impedem de te ver, me diz. Acho que nunca te falei que tuas palavras causam um impacto forte em mim, e eu odeio me sentir fraca nesses momentos. É que eu ando tão perdida nos meus pensamentos, não sei nada sobre a gente, e tenho medo de saber. Vai que é isso que teremos, vai que é só um encontro de duas bocas e línguas, e só? Não quero isso. Eu penso muito no que pode acontecer e acho que essa é minha pior fraqueza. Meu bem, eu desmorono à cada futuro que prevejo pra gente, sendo ele ruim, e se é bom.. Eu nem penso. Difícil tentar não criar expectativas, sem parecer uma sem esperança. Eu sei, você já disse pra aproveitar enquanto posso, e se for pra sofrer, que seja depois, pra não morrer antes do tiro. Até eu já disse isso, mas meus momentos de sanidade me levam à esses pensamentos, e me carregam ao mais fundo do poço possível. Sou um caso sério. Ontem mesmo pensei em te ligar e pôr um fim. Assim. “Pronto. Acabou. Não vai rolar. Desculpa.”. Mas aquele negócio de que só precisamos de 20 segundos de uma coragem insana não funciona comigo. Em 20 segundos eu penso em mil coisas e em 1 minuto eu enlouqueço. E agora você para de ler e pensa bem com que garota tá se envolvendo. E eu peço pra tentar me aturar mais um pouco à cada semana, porque se eu consigo, você deve conseguir também, né? Tens mais paciência que eu.

É provável que quem me conhece sabe que não sou do tipo de pessoa que espera a hora certa pra fazer as coisas. É o melhor motivo que acho pra explicar essa dose de realidade que engoli agora pouco. A questão é que estou abrindo uma nova ala no meu coração, e não está nomeada. É o…
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É provável que quem me conhece sabe que não sou do tipo de pessoa que espera a hora certa pra fazer as coisas. É o melhor motivo que acho pra explicar essa dose de realidade que engoli agora pouco. A questão é que estou abrindo uma nova ala no meu coração, e não está nomeada. É o lugar onde ficam as coisas perdidas, como a minha coragem que se foi à muito tempo e quando fui procurá-la, quase acabei caindo nessa ala: quase me perdi. Vamos apenas dizer que eu seja um tanto quanto peculiar quando se trata em guardar sentimentos, lembranças e mágoas. Medo também, quando o caso é entregar aquela parte do coração que não deveria sair nunca - nunquinha - daqui de dentro. É como quando a noiva joga o buquê pro tumulto e sempre o malvado que pega. Pobre coração. Lamento sempre quando ele volta reclamando que nunca miro bem, e que preferiria cair no chão do que nos braços de um novo canalha. Eu pediria desculpas se fosse adiantar algo, mas erros são erros, e minha especialidade, sem querer me gabar. Também não é nada que me orgulho, mas prefiro ver pelo lado positivo, se é que há. Mas se eu conheço bem minhas sensações, há algo certo em tudo que acaba: o finito. Acho melhor, mais seguro. O infinito sempre foi lindo, mas parece o tipo de caminho que alguém segue parar viver uma vida sem limites, e se há uma coisa que eu conheço em mim é que eu tenho limites absurdos, que dirá sem eles. Eu seria o caos em pessoa, se já não sou. Deixo assim, mal dito, pois o que foi nunca mais será, e eu já fui muito segura do que fiz. Agora apenas improviso, esperando alguma brecha que me faça ser livre e ultrapassar os limites que me prendem aqui.

Nunca tive vontade de conhecer pessoas, as achava sem algo que me interessasse, mas tinha aquela garota. Uma beleza estampada em seus 1,64 de 17 anos bem vividos. Haviam histórias em seus olhos e eu nunca tive a oportunidade de lê-las, porém, as más bocas sempre falam do seu últi…
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Nunca tive vontade de conhecer pessoas, as achava sem algo que me interessasse, mas tinha aquela garota. Uma beleza estampada em seus 1,64 de 17 anos bem vividos. Haviam histórias em seus olhos e eu nunca tive a oportunidade de lê-las, porém, as más bocas sempre falam do seu último ano na antiga cidade e do rapaz que a enganou e soube espalhar aos quatro cantos sua vitória. Ela perdeu a esperança, e eu o fôlego. Lamentei por uma boca tão linda não ter o costume de abrir um sorriso, mas conseguia pegar seus momentos mais únicos de uma felicidade clandestina. Eu nunca tive certeza do que ela era, ou do que queria ser. Sei que Alice não era sociável e que fazia bom uso de sua voz ao cantar baixinho Beatles ao caminho da escola. Eu a via olhando as estrelas, tentando falar com alguém que viveria mais que ela. Poucos metros daqui, se encontrava a garota de cabelos escuros que caprichou na arte de me entreter. Ela era minha vizinha. Eu esperava que em algum momento ela me visse, ou me notasse, mas Alice sabia das palavras soltas em seu olhar e por isso olhava apenas para o chão. Ela nunca soube o quão bonita era, e decidiu testar sua coragem. Ah, Alice, mal sabia ela que coragem não se testa assim. Não se atira de cima de um prédio pra saber que está viva. Ela existiu, mas viver foi apenas o tempo do voo que sempre almejou. Ela sempre será lembrada por aqueles que a viram com olhos de garota inocente e desnorteada, mas mesmo assim, não sabiam da sua dor. Sua inexplicável dor por aquilo que nunca fora consertado. Eu tentaria, se ao menos pudesse descobrir o que a fez subir os dez andares e descer em queda livre. Mas agora é tarde. Naquela única noite em que eu resolvi sair da janela, ela tomou seu rumo. Se eu desistisse da ideia de ficar sem olhá-la, quem sabe eu teria a salvado. A salvado de si mesma.

Eu acho que você não entende a gravidade do dilema que destrói todo fio de esperança e me liga à minha sanidade mental. Resquícios teus me marcam tanto, que prefiro não me observar, não prestar nem um pingo de atenção no estado psíquico que eu possa estar. Porque à essa altura a…
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Eu acho que você não entende a gravidade do dilema que destrói todo fio de esperança e me liga à minha sanidade mental. Resquícios teus me marcam tanto, que prefiro não me observar, não prestar nem um pingo de atenção no estado psíquico que eu possa estar. Porque à essa altura a fantasia pode ser um caminho melhor do que a realidade. Acredite em mim quando eu digo, querido, louca eu sempre fui. Só havia esquecido disso no meio de tantos seres que poderiam se dizer normais se não fossem os olhos de quem deseja ser o dono do próprio ser. Tais olhos demonstram que ninguém deixa de ser insano por saber que é errado. Pelo contrário, eu diria. Não há mais uma linha que traça e diferencia o errado do certo, porque certo é ser quem você quer ser, não quem deveria. Por isso somos todos errados por achar que pecado é ansiar por uma noite de prazer, ou simplesmente não ligar pro que dizem por aí: que todos querem alguém ao lado para passar o resto da vida. Até eu, que acredito em amor, prefiro pensar que o “pra sempre” é só um tempo pré-determinado e que não há infinito em um lugar onde se entregar pode ser teu maior arrependimento.

Ele é tudo o que há nesse mundo pra me fazer feliz. Eu poderia falar da sua personalidade, mas é algo que me intriga, pois eu sei que o conheço e ao mesmo tempo não consigo explicar. E deixo ficar assim, com esse ar de mistério. E misteriosidade é uma coisa que me puxa tanto, que…
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Ele é tudo o que há nesse mundo pra me fazer feliz. Eu poderia falar da sua personalidade, mas é algo que me intriga, pois eu sei que o conheço e ao mesmo tempo não consigo explicar. E deixo ficar assim, com esse ar de mistério. E misteriosidade é uma coisa que me puxa tanto, que tenho esperança dele me puxar pra ele. Eu não tive muitas oportunidades de conhecer o seu físico, mas o pouco que tive, me fez gravá-lo de uma forma como eu nunca consegui gravar um assunto pra prova, mesmo estudando por horas. Ele tem olhos cor-de-mel escuros que se confundem com sua pupila, e eu gosto da imensidão que eles me proporcionam. A boca dele, um tanto quanto “carnuda” e em um tom pêssego, e rosada depois de um beijo, é tentadora e cativante. E eu prefiro não falar daquele sorriso, ou então vou acabar sorrido sozinha, sentindo meu coração palpitar e sem conseguir soltar uma palavra sequer que não seja “Porra, que sorriso é esse? Que sentimento é esse?!”. E pronto, já estou assim. Pra tentar esquecer do paraíso que há em sua boca, lembro da sua pele lisa e daquela temperatura que me lembra o tempo frio de inverno. E vocês não sabem o quanto eu adoro inverno..

Chega mais perto e sente os arrepios que tu causa no meu corpo, que hoje está marcado com teus toques e beijos. Prova o gosto da amargura em tuas palavras, e depois lembra do doce que elas eram, e me diz se algo nessa situação é justa. Me diz o quão antiético é jurar algo e não c…
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Chega mais perto e sente os arrepios que tu causa no meu corpo, que hoje está marcado com teus toques e beijos. Prova o gosto da amargura em tuas palavras, e depois lembra do doce que elas eram, e me diz se algo nessa situação é justa. Me diz o quão antiético é jurar algo e não cumprir, e se puna por ter feito isso comigo. Abaixa o tom da tua voz, e sussurra em meu ouvido que foi tudo um erro e que voltaremos pro começo. Faça-me sentir segura nos teus braços de novo, e eu juro que faço virar possível regressar no tempo. E me sinta, me proteja, me ame. Me traga o chão que só teus beijos conseguem tirar debaixo dos meus pés, fala qualquer besteira que me faça pensar por um minuto em qualquer coisa além dos teus olhares voltados a mim e diz que o depois fica pra depois, e que o agora é pra sempre. Confunde minha mente e rasga minh’alma. Tira minha roupa e me faz sentir tua como eu nunca serei mais de alguém.

Desnecessário é o tempo em que passo tentando esquecer tudo o que até mesmo o ar me faz lembrar. Tudo me faz falta nesses últimos dias, como os sorrisos que soltei por tua causa e hoje não passam de um borrão feio. Há um precipício entre eu estar bem e te querer bem. Não queira s…
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Desnecessário é o tempo em que passo tentando esquecer tudo o que até mesmo o ar me faz lembrar. Tudo me faz falta nesses últimos dias, como os sorrisos que soltei por tua causa e hoje não passam de um borrão feio. Há um precipício entre eu estar bem e te querer bem. Não queira saber o sabor dessas lembranças que ficam em minha boca e me tiram o apetite. Me fazem mastigar palavras tuas ditas em algum impulso que nem tu deves saber explicar. Indiferença faz parte do que sinto por ti no momento e eu não sei identificar isso de forma boa ou ruim. O modo como tudo anda fazendo pouco menos sentido do que antes fazia é do tamanho da frustração em ter acreditado em qualquer palavras solta nesse teu dicionário de mentiras.