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Frase de Laís Heidemann

Ninguém nunca entenderá como deve ser, ou como aconteceu. Só entenderão o que mereceu, o que sentiu, o que marcou. E podem não entender nem isso também, mas confusão faz parte do que acontece, faz parte de tudo que há por ai. Confusão é o novo alzheimer, eu diria. Porque, veja bem, de confuso todos somos um pouco, não acha? E algumas situações ainda confundem muito mais, e esse acúmulo nos leva à loucura. Tudo bem, não se generaliza algo desse tipo, mas é o único jeito de não se especificar em algo, ou alguém. Confusão é o mal do século, meu bem. Século pelo qual todos esperamos que passe a cada dia, pois os dias estão cada vez mais infinitos e nunca se sabe o limite da felicidade. Essa é a parte ruim. Felicidade tem data e hora para acabar, e a culpa, a tristeza nunca acaba, acredite. Ela some, é claro, não somos depressivos à beira de nenhum precipício mental, mas sabemos que os momentos tristes duram muito mais que os felizes. Prova de que morremos à cada final do dia, e, normalmente, nascemos junto ao sol. Ah, onde está a confusão nisso tudo? Em seu pensamento agora. Tentando entender onde estou querendo chegar com tudo isso. Eu lhe respondo: quero chegar no fim. E esse, meu caro, é o fim. Estou sendo “bem-vinda”.

Laís Heidemann

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Laís Heidemann

Meu bem, eu sou uma contradição. Eu quero ir para a cidade que nunca dorme e deitar na cama ao lado de uma companhia perfumada e disposta a aturar o que se passa em minha mente. Não há problema nisso, a não ser que você não goste de pessoas que mudam fácil de ideia. Você gosta?…
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Meu bem, eu sou uma contradição. Eu quero ir para a cidade que nunca dorme e deitar na cama ao lado de uma companhia perfumada e disposta a aturar o que se passa em minha mente. Não há problema nisso, a não ser que você não goste de pessoas que mudam fácil de ideia. Você gosta? Não responda. Eu tenho uma tremenda cisma com quem não sabe aceitar meus erros. Afinal, sou imprevisível. Sei que é uma péssima desculpa, mas é pura verdade. Nunca fiz algo tentando fazer o certo na perspectiva dos outros. O meu certo pode ser o seu errado, acontece. Mas é por isso que não vejo futuro em uma junção de duas pessoas, sendo que suas ideologias de mundo são diferentes. Muitos vasos, pratos e copos quebrariam até fazerem-se as pazes em gestos não tão cavalheiros e não tão de boa moça. As pazes não são ruins, pelo contrário, porém paciência é uma virtude de poucos, por isso não estou incluída, e é essa desavença que deixaria a casa de cabeça para baixo. Não há concordância em nossas noites juntos. Eu te quero por perto, porém de longe pareces melhor e menos estressado. É como se a versão boa sumisse perto de mim, tirando algumas horas entre paredes que guardam bons segredos nossos. Apesar de seus bons argumentos, meus olhos te encaram de uma forma, tal qual você se perde no seu falatório e ninguém vence. Porque minha chance passa e eu não me pronuncio. Não sou injusta, como o fato de estarmos aqui frente a frente e eu ter pensado em tudo, menos no pedido de desculpas. Desculpas, pois é um erro meu querer mais teu corpo despido do que andar de mãos dadas em ruas cheias de pessoas, mas instintos não se vencem com argumentos de “você é moça comportada”, você sabe. Não há braços que me segurem firme o suficiente a não ser os teus. Essa é a contradição. Por eu te querer tão perto de uma forma afetiva, e imaginar teu corpo deitado por cima do meu. Você me disse que odeia quando coloco esse lado cético a vista, mas eu o pratico muito para deixar essa minha melhor interpretação escondida, querido. É nesse momento em que você pensa duas vezes para não segurar meus ombros e me chacoalhar como quem tenta por uma pessoa em seu estado são. Deixe-me avisar que eu estou sã e continuo olhando para cama numa forma de te fazer entender o que quero e você insiste em expor os sentimentos em um sábado à noite, quando a única coisa certa para ambos seria gastar nossas energias em coisas mais interessantes. Não pense que é uma forma proveitosa de te entreter e deixar o clichê para amanhã, mas eu simplesmente não gosto disso em sábados.

Uma história não tão fictícia. Ela tinha lábios rosados, um pescoço lindo, uma respiração um tanto quanto ofegante, e um péssimo paladar, mas parecia degustar bem dos meus beijos com gosto de morango e clichê. Quisera eu refletir no par de esmeraldas que havia em seu rosto, poré…
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Uma história não tão fictícia. Ela tinha lábios rosados, um pescoço lindo, uma respiração um tanto quanto ofegante, e um péssimo paladar, mas parecia degustar bem dos meus beijos com gosto de morango e clichê. Quisera eu refletir no par de esmeraldas que havia em seu rosto, porém tenho olhos escuros e nunca soube impô-los a ela. Eu provavelmente a abraçaria de tal forma que quase a faria parar de respirar, se não fosse o fato de que ela não pretende morrer de amor, e então eu me contentaria com um abraço fraco, como se o nó que nos juntava fosse um laço simples de desatar. Sempre houve algum motivo para tirar nossos sorrisos do rosto, só que o termo de ir do inferno ao paraíso era sair do carro e encontra-la com cabelos arrumados e um olhar confuso. Houvera noites regadas a whisky, outras de tequila, e eu sempre tive o incomum desejo de beber sua dor como vinho. Eu podia ouvir seu coração batendo alto demais para quem tinha uma expressão serena no rosto, que, embora fosse imperturbada, nunca soube ocultar seus pensamentos aflitos. Havia algo pitoresco no meio de tantos sorrisos comuns e olhares lançados numa tentativa falha de me fazer mudar de ideia e ir embora, como se ela não estivesse me esperando de pernas cruzadas. Por várias vezes me desculpei de que nunca fui um tipo de homem que merece toques ou sussurros de mulheres como ela. Eu pensava em fechar os olhos nesses momentos em que ela abria seus belos lábios e não ousava falar algo, talvez tentar ler algum tipo de pensamento que entregasse o que ela não tinha coragem de dizer, mas nunca obedeci aos meus pensamentos, pois eu me encantava ao vê-la, e piscar era coisa de apenas os que não veem coisas bonitas faziam. Eu a olharia por milhares de anos se isso não a deixasse vermelha. Mas ela era envergonhada. E era dramática, impetuosa, e tentava esconder seus sentimentos nos momentos errados. Suas veias transcendiam em sua pele quando o assunto éramos nós, eu nunca soube o porquê. Talvez fosse aquela insana vontade de ser ela quem comanda a própria vida, e não um destino que nunca soube colaborar com o tempo que ela precisava para superar angústias ainda presentes em seus sonhos. Ela possuía cicatrizes que eu não podia tocar, e eu compreendia isso, exceto o fato de que eles sangravam esporadicamente. Ah, querida, o que te fez perder o sorriso na madrugada? Eu nunca soube entendê-la bem, foi esse motivo pelo qual ela me mandou embora. Agora me encontro na frente de sua casa perguntando a mim mesmo o que eu fiz de errado, sabendo que o errado foi o que eu não fiz. Ela era a covarde, mas fui eu que não me arrisquei. Éramos realmente um laço. E desatamos. Desculpa por não saber dizer adeus direito, J. Eu apenas não aguentava mais..

Eu estava te olhando hoje e me perguntei que tipo de coisas passam pela sua cabeça. Você ao menos sabe? Ou é daquele tipo de rapaz que sai de casa apenas para respirar ares diferentes e nem pensa direito? Não, nem precisa responder. Eu notei já. Você sabe usar as palavras, mas nã…
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Eu estava te olhando hoje e me perguntei que tipo de coisas passam pela sua cabeça. Você ao menos sabe? Ou é daquele tipo de rapaz que sai de casa apenas para respirar ares diferentes e nem pensa direito? Não, nem precisa responder. Eu notei já. Você sabe usar as palavras, mas não sabe colocá-las em prática, não sabe o que sente, e nem como saiu da balada. Tem noção de como tomou o rumo de entrar na minha casa, no meu coração, nos meus textos? Não tem. Você não sabe o que fazer, João. Eu sei que pensas em desistir de tudo e que fugir sempre foi teu desejo insano, escondido na parte inconsciente que nem você reconhece. Sei do teu mal gosto em se vestir, mas sempre compra o que a vendedora recomenda, porque sei também que você liga pro que os outros pensam. É, João, eu sei desse teu medo de ser julgado, de falar o que pensa mesmo, e por isso espalha pros teus pseudo-amigos que nunca pensa em nada, na verdade. Tem medo do que dirão se soubessem do teu lado romântico e que só sai pra balada e “pega” alguém por ser cabeça fraca. Você se deixa levar e agora nem sabe pra onde o vento está soprando. Eu quero te mostrar o que você não viu, João. Me deixa te mostrar um quadro naquele museu, que aliás, eu prometi te levar no mês passado, mas esqueci e você finge que não liga. Acha que por ter essa barba mal-feita e esse rosto de confiante, pode me enganar sem antes entregar o que sente só pelo olhar. Você notou que desvia o olhar? Não consegue nem me olhar fixamente por meio minuto porque sabe que eu te desvendo e você se sente incomodado por isso. Sabe que eu posso te mostrar o lado bom da vida, e que irás perder o costume desse lado “ruim-meio-bom”, que eu posso ir embora e você não saber se virar sozinho, mas já sabes, caramba. Só não se tocou. Pensa bem. Fingir ser forte, acaba te fortalecendo, de alguma maneira. Você sabe disfarçar o que muita gente não sabe, mas disfarçar sempre é desespero, João. Eu vejo isso nos teus olhos também, assim como eu vejo a forma que você me olha, mas muda o foco dizendo da garota do fim de semana que não te entende, mas que te dá prazer. E se esquece da nossa experiência no começo do ano, que você disse que nem uma morena de cabelos compridos faria melhor do que eu fiz, e me tornei inesquecível em apenas uma noite.

"É só um lugar cheio de pessoas incompreendidas." Sim, eu sei que é. Eu sou uma delas, lembra? Sempre que tentei explicar algo para alguém via aquela expressão de quem espera o cérebro processar toda a baboseira sentimental que ponho em minhas palavras. Foi daí que desisti. Esse…
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"É só um lugar cheio de pessoas incompreendidas." Sim, eu sei que é. Eu sou uma delas, lembra? Sempre que tentei explicar algo para alguém via aquela expressão de quem espera o cérebro processar toda a baboseira sentimental que ponho em minhas palavras. Foi daí que desisti. Esse negócio de desabafar não adianta, não pra mim. Agora eu que me salvo do lado obscuro que vem consumindo uma boa parte da minha mente, só preciso pensar em coisas reconfortantes e pronto, sou a garota com a aura pura por algumas horas de novo. Não é difícil, tirando as dores de cabeça constantes. A questão é que não vejo motivos suficientes para evitar esse meu lado. Todos precisam tirar a auréola de vez em quando, o meu problema é ficar tanto tempo sem ela às vezes. Eu sei que parece ser algo maligno, mas não é. Não temos culpa de gostar tanto do errado. Ninguém é igual a ninguém o suficiente para entender os nossos propósitos. Por isso aqui é tão incompreensível. Tento fazer a coisa certa, e faço a errada. E me sinto terrivelmente bem. Há um tempo tenho sido atormentada por um medo de ser tomada pelos meus erros e me mostrando que talvez fazer a coisa errada possa ser meu ápice de atingir minhas metas. Nos meus sonhos eu sou tão “nem me importo”, que estou me encaminhando pra essa estrada de quem não olha nem pros lados. Eu não preciso saber o que estão achando. Pela primeira vez, eu sinto que estou fazendo a coisa certa pra mim. E se é errada para eles, adivinha? Nem me importo.