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Frases de Laércio Benitti

11 frases

O ECO, ECOA..... Sou muito sonoro, É que esqueço-me de ouvir
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O ECO, ECOA..... Sou muito sonoro, É que esqueço-me de ouvir E no silêncio ignoro, O eco que há de vir... Em ondas sonoras a ecoar O eco que penso escutar, No silêncio, com estrépito som Segue o ritmo de um eco sem tom. O eco então a ecoar Em ondas sonoras entoa O equidistante som a tocar Pois paralelamente o eco, ecoa... E estando o eco sem som Sem ritmo e sem harmonia De espectro e variação, Ecoando um eco na poesia!

SONETO DOS PUROS Ser alvo como a neve, o amor Sereno corpo, refulgido ser
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SONETO DOS PUROS Ser alvo como a neve, o amor Sereno corpo, refulgido ser O clamor, o pranto a amanhecer, No brilho ávido o temor. A pureza de sequiosa luz A refletir no tempo o meu olhar Luz aguerrida a purificar E inerte chama que me conduz. O porvir, o dormir, o ir, o rir A pureza de ser e o vago fulgor De um vasto tempo e inerente luz. A segregar na luz o pranto A unir o puro encanto De um vago momento o qual reluz....

O JARDIM CIBERNÉTICO A flor que plantei crescia e era uma flor neuro estática, a qual conhecia as dores humanas, e discursava a flor eloquente, nos jardins, entre as ogivas de flores tão potentes
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O JARDIM CIBERNÉTICO A flor que plantei crescia e era uma flor neuro estática, a qual conhecia as dores humanas, e discursava a flor eloquente, nos jardins, entre as ogivas de flores tão potentes e cinéticas. Seu cheiro era de metal e falripas de ferro.... E olhava-me a flor, que descobri sintética. Suas orilhas revelavam suas faces distintas, propagando em suas faces a dor de guerras funestas.... Ouviu-se nas grotas a orvalhada bélica, Escuta-me então divina flor esquálida, e de visionária face e melopéia da inércia. Cantai então, pura flor dos átomos.... Onde está o seu galardão? Pois seu cântico de razão eminente, nos jardins da nefasta flor renitente..... Governais profana a dor que tanto emana, eflúvio de um átomo que dilacera, e desditosa é a flor vigorosa e impura. De que vale a luta da flor aguerrida nos jardins de tanta dor sofrida, e de flores, de bruta seiva pura.

POEMA INEFÁVEL Em um desejo fecundo o instante Como o etéreo lume do meu corpo,
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POEMA INEFÁVEL Em um desejo fecundo o instante Como o etéreo lume do meu corpo, No rútilo semblante do meu rosto. E inerte como o tempo de meu pranto. Em um momento estéril e obstante, Em seu corpo ausente e encantador, E de arte e beleza dois amantes A presente chama e seu calor. Submerso momento criador Indizível e obstante amor, Onde existe o belo e a presente dor.

EU TE PROCURAVA Eu procurava o meu tácito amor Como quem navega em mar oculto....
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EU TE PROCURAVA Eu procurava o meu tácito amor Como quem navega em mar oculto.... E era o sequioso tempo E a luz em um vago momento. Meu Universo e a poesia aguerrida A combater com sublime ternura E luta constante de quem procura, E eterno era o tempo, Segregando a vida. E procurava como quem traduz a poesia E já era a implícita luz Que percorria o meu súbito verso, Como quem anoitece na luz do dia..... Eu procurava e não encontrava Porque era celeste e pura A propagar a eterna procura A expressar a divina ternura. O carinho e o inflexível tempo Eu procurava com ardilosa eloquência No céu de etéreo firmamento A obliterar os dias, com profunda iminência. Tão perto de ti eu estava, e não te encontrava. Quando suprimia o tempo, com sofreguidão A ocultar-me na luz te buscava.... Eu te procurava com tácita paixão..... E secretamente revelava, Como quem no oculto procura A desvendar com misteriosa razão A segregar o pranto com eterna amargura. Eu te procurava em uma serena madrugada A qual era de busca iminente E quão tarde era a dor ausente, No fulgor do instante, minha intensa alvorada. E na madrugada fria uma eterna procura Então encontrei meu amor, na vastidão da poesia, Por vereda calma e sombria Encontrei finalmente, o que tanto buscava!

POEMA SÚTIL Embora quando te criei, foste feita pura.....
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POEMA SÚTIL Embora quando te criei, foste feita pura..... de ternura, No entanto, sútil serei, ao divagar os versos como quem a procura em amor submerso. Se percebo em ti a finura, Passo então a acreditar como que a nascitura fosse a arte de criar. Se foste então delicadeza e de oculta amargura Peço então que ao inventar, o brilho da sua fulgura Brilhe com sutileza, á arte de te amar.

POESIA MÓRBIDA E era sem vida – e débil presença A procurar na poente visão,
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POESIA MÓRBIDA E era sem vida – e débil presença A procurar na poente visão, E sentir no corpo a ausência Um frágil instante de emoção. A buscar o túmido dia Será o ocaso e o fraco vigor, A unir nossa triste poesia. A ser de inerte langor. A inverter a lânguida vida E a transpor toda tristeza, A ocultar a luta aguerrida A exaurir o encanto e a beleza... Na morbidez do puro espanto, E foste frágil desventura A revelar com orgulho o pranto, O segredo da vida e a nascitura. Há de nascer a oculta chama A esconder o meu triste ser, Latente angústia de quem ama E fúlgida agonia do querer.

SONETO DE UTOPIAS Onde vislumbro a utopia Contudo a plantar quimeras
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SONETO DE UTOPIAS Onde vislumbro a utopia Contudo a plantar quimeras Como quem colhe poesias, de todas serás mais bela..... E planto um pouco de ilusão, Enquanto durmo falo com elas. Que delírio poder falar-te então.... A plantar sonhos, colher quimeras. Que desdita falar com utopias. O que os sonhos te dizem? Do que te falam as fantasias? Pois só quem planta utopias, Poderá sonhar e falar então, plantar ilusão e colher poesias.....

PRELÚDIO REMINISCENTE (MINHAS LEMBRANÇAS) Lembrareis com tácita procura
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PRELÚDIO REMINISCENTE (MINHAS LEMBRANÇAS) Lembrareis com tácita procura Ei-la pois a obliterar a chama Onde esplende com ternura, o ávido amor de quem ama. Esquecereis o lânguido tresvário Visão de olhar entumecido, Deveras ao ver-te visionário E de fato sonhar-te adormecido. Recordaste então de alma pura o inerente e o contrito amor, e morte de tantas nascituras. A divagar e caminhar impura Remiste em tão renitente dor, a libertar-me com infinita brandura.