Frase de Laércio Benitti
POETRIX POETA ONDE ESTÁ SUA INFINITA ARTE? "Eu não espero, e nem sou provisório, apenas me espanto.......
No pensador.ai desde
POETRIX POETA ONDE ESTÁ SUA INFINITA ARTE? "Eu não espero, e nem sou provisório, apenas me espanto.......
No pensador.ai desde
O JARDIM CIBERNÉTICO A flor que plantei crescia e era uma flor neuro estática, a qual conhecia as dores humanas, e discursava a flor eloquente, nos jardins, entre as ogivas de flores tão potentes
O JARDIM CIBERNÉTICO A flor que plantei crescia e era uma flor neuro estática, a qual conhecia as dores humanas, e discursava a flor eloquente, nos jardins, entre as ogivas de flores tão potentes e cinéticas. Seu cheiro era de metal e falripas de ferro.... E olhava-me a flor, que descobri sintética. Suas orilhas revelavam suas faces distintas, propagando em suas faces a dor de guerras funestas.... Ouviu-se nas grotas a orvalhada bélica, Escuta-me então divina flor esquálida, e de visionária face e melopéia da inércia. Cantai então, pura flor dos átomos.... Onde está o seu galardão? Pois seu cântico de razão eminente, nos jardins da nefasta flor renitente..... Governais profana a dor que tanto emana, eflúvio de um átomo que dilacera, e desditosa é a flor vigorosa e impura. De que vale a luta da flor aguerrida nos jardins de tanta dor sofrida, e de flores, de bruta seiva pura.
SONETO DOS PUROS Ser alvo como a neve, o amor Sereno corpo, refulgido ser
SONETO DOS PUROS Ser alvo como a neve, o amor Sereno corpo, refulgido ser O clamor, o pranto a amanhecer, No brilho ávido o temor. A pureza de sequiosa luz A refletir no tempo o meu olhar Luz aguerrida a purificar E inerte chama que me conduz. O porvir, o dormir, o ir, o rir A pureza de ser e o vago fulgor De um vasto tempo e inerente luz. A segregar na luz o pranto A unir o puro encanto De um vago momento o qual reluz....
O ECO, ECOA..... Sou muito sonoro, É que esqueço-me de ouvir
O ECO, ECOA..... Sou muito sonoro, É que esqueço-me de ouvir E no silêncio ignoro, O eco que há de vir... Em ondas sonoras a ecoar O eco que penso escutar, No silêncio, com estrépito som Segue o ritmo de um eco sem tom. O eco então a ecoar Em ondas sonoras entoa O equidistante som a tocar Pois paralelamente o eco, ecoa... E estando o eco sem som Sem ritmo e sem harmonia De espectro e variação, Ecoando um eco na poesia!
PRELÚDIO REMINISCENTE (MINHAS LEMBRANÇAS) Lembrareis com tácita procura
PRELÚDIO REMINISCENTE (MINHAS LEMBRANÇAS) Lembrareis com tácita procura Ei-la pois a obliterar a chama Onde esplende com ternura, o ávido amor de quem ama. Esquecereis o lânguido tresvário Visão de olhar entumecido, Deveras ao ver-te visionário E de fato sonhar-te adormecido. Recordaste então de alma pura o inerente e o contrito amor, e morte de tantas nascituras. A divagar e caminhar impura Remiste em tão renitente dor, a libertar-me com infinita brandura.