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Frase de Laércio Benitti

EU TE PROCURAVA Eu procurava o meu tácito amor Como quem navega em mar oculto.... E era o sequioso tempo E a luz em um vago momento. Meu Universo e a poesia aguerrida A combater com sublime ternura E luta constante de quem procura, E eterno era o tempo, Segregando a vida. E procurava como quem traduz a poesia E já era a implícita luz Que percorria o meu súbito verso, Como quem anoitece na luz do dia..... Eu procurava e não encontrava Porque era celeste e pura A propagar a eterna procura A expressar a divina ternura. O carinho e o inflexível tempo Eu procurava com ardilosa eloquência No céu de etéreo firmamento A obliterar os dias, com profunda iminência. Tão perto de ti eu estava, e não te encontrava. Quando suprimia o tempo, com sofreguidão A ocultar-me na luz te buscava.... Eu te procurava com tácita paixão..... E secretamente revelava, Como quem no oculto procura A desvendar com misteriosa razão A segregar o pranto com eterna amargura. Eu te procurava em uma serena madrugada A qual era de busca iminente E quão tarde era a dor ausente, No fulgor do instante, minha intensa alvorada. E na madrugada fria uma eterna procura Então encontrei meu amor, na vastidão da poesia, Por vereda calma e sombria Encontrei finalmente, o que tanto buscava!

Laércio Benitti

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Pensador.com

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O JARDIM CIBERNÉTICO A flor que plantei crescia e era uma flor neuro estática, a qual conhecia as dores humanas, e discursava a flor eloquente, nos jardins, entre as ogivas de flores tão potentes e cinéticas. Seu cheiro era de metal e falripas de ferro.... E olhava-me a flor, que descobri sintética. Suas orilhas revelavam suas faces distintas, propagando em suas faces a dor de guerras funestas.... Ouviu-se nas grotas a orvalhada bélica, Escuta-me então divina flor esquálida, e de visionária face e melopéia da inércia. Cantai então, pura flor dos átomos.... Onde está o seu galardão? Pois seu cântico de razão eminente, nos jardins da nefasta flor renitente..... Governais profana a dor que tanto emana, eflúvio de um átomo que dilacera, e desditosa é a flor vigorosa e impura. De que vale a luta da flor aguerrida nos jardins de tanta dor sofrida, e de flores, de bruta seiva pura.

SONETO DOS PUROS Ser alvo como a neve, o amor Sereno corpo, refulgido ser
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SONETO DOS PUROS Ser alvo como a neve, o amor Sereno corpo, refulgido ser O clamor, o pranto a amanhecer, No brilho ávido o temor. A pureza de sequiosa luz A refletir no tempo o meu olhar Luz aguerrida a purificar E inerte chama que me conduz. O porvir, o dormir, o ir, o rir A pureza de ser e o vago fulgor De um vasto tempo e inerente luz. A segregar na luz o pranto A unir o puro encanto De um vago momento o qual reluz....

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O ECO, ECOA..... Sou muito sonoro, É que esqueço-me de ouvir E no silêncio ignoro, O eco que há de vir... Em ondas sonoras a ecoar O eco que penso escutar, No silêncio, com estrépito som Segue o ritmo de um eco sem tom. O eco então a ecoar Em ondas sonoras entoa O equidistante som a tocar Pois paralelamente o eco, ecoa... E estando o eco sem som Sem ritmo e sem harmonia De espectro e variação, Ecoando um eco na poesia!

PRELÚDIO REMINISCENTE (MINHAS LEMBRANÇAS) Lembrareis com tácita procura
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PRELÚDIO REMINISCENTE (MINHAS LEMBRANÇAS) Lembrareis com tácita procura Ei-la pois a obliterar a chama Onde esplende com ternura, o ávido amor de quem ama. Esquecereis o lânguido tresvário Visão de olhar entumecido, Deveras ao ver-te visionário E de fato sonhar-te adormecido. Recordaste então de alma pura o inerente e o contrito amor, e morte de tantas nascituras. A divagar e caminhar impura Remiste em tão renitente dor, a libertar-me com infinita brandura.